Edição de 16.03 a 22.03.2003



:: COLUNISTAS ::

André Tezza Consentino
Bob Marochi
Caetano Galindo
Rosiane C. de Freitas
Rogerio W. Galindo


O Lapão na ilha

E eis que vos fala vosso enviado especial ao paraíso terrenal, ou quase isso. Deférias!

Partamos no primeiro dia livre para os poucos dias que teremos livres, certo? À iluminada vila de nossa senhora do desterro, aliás, Fpólis, berço de Cruz e Souza e Gustavo Kuerten. Pois.

Fui eu e mais minha professora preferida em todo o mundo, também conhecida como o outro terço ativo deste sítio. Se divertir, pernasproar.

Saindo daqui, já que cansada mesmo e fèriasmerecendo estava a Sandra (sendo por todos os que me têm por sabido sabido que eu nunca me esfalfei com esse negócio de trabalhar), imbuído do bom espírito caridoso e altruísta dos charruas, resolvi tocar a viagem sozinho, sem oferecer revezo, pra ver se a branquinha descansava. Fi-lo; sossegou.

Coisa de quatro horinhas, com parada alimentícia, e estávamos já cruzando deixando o continente, olhando a bela e velha Hercílio Luz e prelibando os dias que viriam, sabe como? Tinha chovido, mas acabava de não estar mais chovendo: dia bonito, cidade encantadora que é aquela..

E, pum.
O condutor do veículo 2, este estafermo que relata, declara que, transitando pela ponte Pedro Ivo Campos, sentido continente-ilha, não teve tempo de parar o automóvel depois de uma série de veículos ter freado bruscamente, atingindo assim a traseira do veículo 1, dirigido por Juliana Bellaguarda Nacif, boa gente. Sinistro registrado às catorze horas e dez minutos: sexta-feira treze.

Ninguém se machucou. Coisa pouca no Peugeot, importado. O carro da Sandra com o nariz todo enfiado pra dentro. Orçamento serissimamente comprometido. Férias previstas para sete ou oito dias reduzidas a dois ou três, atravancados por visitas à DP e ao cartório, acertar as coisas com dona Juliana.

Este é o Babão ilhéu, senhoras e senhores, estragando a semana que era o belo esteio da dona Sandra, que passa por um semestre do cão na Universidade.

**

Coisas boas?

Uma mulher adorável, que levou tudo na melhor das boas, e fez de tudo pra que a viagem não se arrasasse inteira antes de começar.

Banho na lagoa da Conceição.

Itapema FM, 93.7. Recomendo.

Finalmente termos conseguido ver o filme novo do Giorgetti, com direito a debate com o próprio após a sessão (assunto pra outra semana).

A Sandra ter ligado antes pra o velho dono da pousada, garantindo assim o preço de antes da temporada: menos da metade do que estão praticando agora.

A avenida Beira-Mar enfeitada pro natal.

Perceber que Curitiba está longe de ser o cu suburbano que às vezes vemos: Florianópolis tem menos salas de cinema que o Curitiba, e a única livraria que presta é a Catarinense, nada menos que um puxadinho da Curitiba!

O sotaque e o espírito daquela gente.

Ficar pensando que vai ser legal um dia mostrar a ilha pra Biba.

Peixe no restaurante do Gugu. Muito barato e maravilhoso.

Docinhos na Chuvisco e Favos no café lá da Lagoa. Santa Pança, como fazem doce bom naquela ilha!

Olhar o mar. Saber que ele está sempre por perto.. Homme libre, toujours tu chériras la mer.

Baudelaire e Dante muito bem lidos por Otávio Augusto. ...

A Sandra. A Sandra é uma coisa muito boa.

Caetano Waldrigues Galindo, 28, é professor de Filologia Românica e História da Língua Portuguesa na Universidade Federal do Paraná, e escreve muito regularmente nessa coluna.

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