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Lula
decide quem relata Caixa 2
O
presidente Lula deve decidir nos próximos dias quem será
o relator da denúncia contra o prefeito Cassio Taniguchi
por suposto cometimento de crime nas eleições de outubro
de 2000. O caso do Caixa 2, que na semana passada foi denunciado
pelo procurador regional eleitoral ao TRE, está temporariamente
parado pela falta de um juiz que o relate.
O
caso é que o antigo juiz que, por uma questão de continuidade,
pagava tudo que se relacionasse ao caso do (suposto) caixa 2, Jaime
Stivelberg, era o representante da OAB-PR no TRE. Ou seja, um advogado
escolhido por seus pares para, durante dois anos, ser um dos sete
membros da corte eleitoral do Paraná.
O
mandato acabou e a OAB precisa indicar um substituto. A lista tríplice
já foi formulada. Agora, a decisão depende apenas
da presidência da República, que pode escolher qualquer
um dos nomes indicados.
O
juiz relator é o primeiro a analisar a denúncia do
procurador. Ele avalia as provas e recomenda que os outros juízes
votem de uma ou de outra maneira, contra ou a favor. Não
necessariamente é seguido pelos demais, mas tem sua força
por ser quem passa mais tempo analisando os dados existentes.
A
decisão que o TRE precisa tomar é sobre abrir, ou
não, um processo para investigar o caso. Antes disso, porém,
Taniguchi terá direito a apresentar uma defesa prévia.
Atualmente,
acredita-se que a maioria dos juízes do TRE são favoráveis
à absolvição de Taniguchi. No entanto, as mudanças
de governo no estado e em Brasília complicaram um pouco a
situação do prefeito. Principalmente quando o caso
subir para Brasília, no TSE. O PFL, partido de Cassio, perdeu
força políticia e influência desde o começo
da história.
A
denúncia encaminhada pelo procurador regional eleitoral,
João Gualberto Garcez Ramos, ao TRE, relata que estariam
comprovados pouco mais de R$ 600 mil em gastos que a coligação
Movimento Curitiba Sempre com Você teria deixado de registrar
na Justiça Eleitoral. Os valores seriam a soma das notas
fiscais e dos recibos retidos pelo Ministério Público
e pela Polícia Federal desde o início do caso.
A
defesa de Taniguchi tem alegado que, mesmo que ficassem comprovados
erros na contabilidade de campanha, o o prefeito não poderia
ser responsabilizado. O raciocínio é o de que ele
não poderia ter controle absoluto sobre o que acontecia no
comitê.
Além
disso, os advogados do prefeito afirmam que as contas em julgamento
são as da coligação toda. As contas do prefeito,
no TRE, contam como nulas. Cassio declarou que, pessoalmente, não
gastou um real com a campanha. O dinheiro usado (seja quanto for)
seria todo para a eleição da coligação.
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