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John Knox
O século xvi foi um período de grande agitação
para a pequena, pobre e devastada terra da Escócia. Nobres poderosos
apoiavam a Inglaterra ou a França. As lutas internas e as ameaças
externas criaram uma confusão política que implorava por
mudanças.
No front religioso, a Reforma foi sistematicamente reprimida. Patrick
Hamilton, pregador pró-luterano, morreu queimado na fogueira, em
1528. George Wishart sofreu o mesmo castigo, em 1548. Um dos partidários
de Wishart, um sacerdote até então desconhecido, John Knox,
assumiria a Reforma, mas não por muitos anos.
Knox foi capturado pelas forças francesas, que foram enviadas para
subjugar os rebeldes que reagiram à morte de Wishart, revidando
com o assassinato do cardeal Beaton, pois fora ele quem ordenara a morte
de Wishart. Knox passou dezenove anos como escravo em uma galera. Quando
foi libertado, dirigiu-se à Inglaterra protestante, onde permaneceu
até que Maria ascendesse ao trono. A seguii; fugiu para a Europa,
com outros protestantes. Em Genebra, ele se tornou um dos mais afeiçoados
admiradores de Calvino e absorveu a teologia reformada.
Enquanto Knox estava distante, a Escócia estreitou sua aliança
com a França por meio do casamento de Maria Stuart, rainha da Escócia,
com o herdeiro do trono da França. Muitos escoceses temiam o governo
da França católica. Uma combinação de nacionalismo
e insatisfação religiosa cresceu muito, a ponto de criar
um clima propício à Reforma.
Knox, em 1559, voltou para seu país com o apoio popular. As batalhas
entre as forças da rainha e os protestantes terminaram diante do
triunfo da ala protestante. Em 1560, o Parlamento adotou uma profissão
de fé calvinista, que fora esboçada por Knox e outras pessoas.
O Parlamento afirmava que o papa não tinha jurisdição
sobre a Escócia e proibiu as missas.
Com o objetivo de substituir a ordem católica, Knox e seus seguidores
compuseram o Livro da disciplina, em que estabeleciam uma forma de governo
da igreja nos moldes presbiterianos. Isso também fez com que houvesse
grande mudança na educação, pois foram criadas escolas
públicas, incluindo-se universidades. Esse trabalho se tornaria
um marco para o país, em virtude da disseminação
de um forte espírito de independência e de democracia.
Com o objetivo de orientar o culto presbiteriano, Knox redigiu o Livro
de ordem comum, que mostra seu compromisso com Calvino e com os reformadores
suíços.
John Knox e a rainha, muitas vezes, estiveram em franca discordância.
A corte da rainha católica possuía moral fraca, o que era
uma ofensa para o justo Knox. De seu púlpito na Igreja de St. Giles,
em Edimburgo, ele lançava insultos contra a rainha. Embora não
fizesse qualquer tentativa para reconverter os escoceses, a rainha praticava
sua fé em uma capela particular, algo que Knox não podia
aprovar.
Embora fosse muito atraente, Maria não era muito sábia nas
questões políticas e no trato pessoal. Depois da morte do
marido francês, ela se casou com seu primo, o lorde Darnley. Logo
após a morte desse último marido, fato que causou bastante
suspeitas, a rainha rapidamente se casou com o conde de Bothwell. Nesse
momento, até mesmo os católicos se voltaram contra ela.
Os nobres da Escócia forçaram Maria a abdicar e, desse modo,
o caminho para a Escócia protestante ficou aberto. Seu filho, Tiago
— que mais tarde herdaria o trono da Inglaterra —, não
era católico, e Knox demonstrou sua aprovação ao
pregar na coroação desse jovem, em 1567
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