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Fotógrafos, cameramen, ilustradores e cia estão de pleno acordo: como beleza visual, a ginástica olímpica só tem páreo nos saltos ornamentais, entre todos os esportes da agenda dos Jogos. E talvez até fique um pouco à frente dos saltos. Afinal, para ser captado em cheio, um mergulho exige a artimanha da câmara lenta, enquanto que a ginástica olímpica dispensa este empurrão artificial.
Mas visual à parte, os exercícios para a boa forma física sempre constaram da pauta das Olimpíadas. Faziam, inclusive, parte da própria filosofia de vida da Grécia Antiga, onde a estética corporal chegou a ter seu ideal na beleza do deus Apolo, e a gerar ídolos como o general Alcebíades, tido como o homem mais belo do seu tempo.
Como tudo que partiu da Grécia, não demorou muito para que os exercícios rudimentares de ginástica passassem para a alçada do Império Romano, que, por sua vez, encarregou-se de aperfeiçoá-los e propagá-los mundo afora. Mas para acompanhar esta evolução da ginástica cumpre passar a limpo sua conceituação. Segundo os técnicos, ginástica é um conjunto sistemático de exercícios corporais, feitos com ou sem aparelhos, empregados como meio de condicionamento físico e também como esporte competitivo. Nesta última modalidade é que passa a denominar-se ginástica olímpica. Ela evoluiu realmente a partir dos métodos desenvolvidos pelo prussiano Friedrich Ludwig Jahn, no início do século XIX.
Uma das mais significativas alterações introduzidas por Jahn foi a divisão dos exercícios conforme o sexo. Assim, até hoje as provas de ginástica olímpica para homens compreendem argolas, cavalo de alça, cavalo para salto, barra fixa e barras paralelas. Para as mulheres, provas de trave, cavalo para salto, paralelas assimétricas e exercícios de solo, com acompanhamento musical.
Como todos os esportes, a ginástica olímpica tem lá seus macetes. Um dos principais está na idade dos ginastas. Quanto mais novo, mais chances terá sua estrutura óssea para adaptar-se aos puxados exercícios. E mais: com o tempo, independente da dedicação do ginasta, seu corpo vai perdendo a elasticidade, vai se enrijecendo. Um caso típico é o de uma das sensações dos Jogos de Montreal, a romena Olga Korbutt, então com arpoximadamente 13 anos. Há um tempo atrás, o mundo ficou sabendo de sua retirada da ginástica, aos 17 anos. Como ela mesmo revelou, seu corpo já não tinha o mesmo vigor.