Pequenos roedores Pequenos roedores



Autor: Hideki - DVT-UFV





Hamster sírio angorá


Os roedores recebem essa denominação devido à ordem biológica a que pertencem: Rodentia. Seus representantes possuem dentes incisivos que nunca param de crescer (dentes hipsodontes), obrigando-os a estarem sempre roendo objetos ou alimentos duros para desgastá-los. São em sua maioria herbívoros, porém alguns podem se alimentar de insetos, anelideos, etc. Podem ser mansos como os hamsters anões russos, ou agressivos como os ratos gafanhotos (ou rato escorpião) que pode receber picadas de escorpiões sem maiores danos. Os castores possuem glândulas na região anal que expelem uma substância chamada castóreo que possui o forte odor e é utilizado como defesa.



Materiais que roedores podem roer



A ordem dos roedores é a maior entre os mamíferos: são mais de 1729 espécies divididas em 30 gêneros. São animais encontrados em todos os continentes exceto no Círculo Antártico. Podem ser arborícolas, terrestres ou semi-aquáticos.



Rato d'água

(Rato d'água, um exemplo de roedores semi-aquático)



Sua pelagem exibe diversos padrões: pode ser lisa, crespa, longa, curta, variando conforme as características da região em que a espécie se desenvolve. Suas dimensões também variam, podendo ir de apenas 5 gramas como no rato pigmeu neo-zelandês, até o máximo de 100 quilogramas como na capivara (o maior roedor das Américas) e algumas exceções como alguns ratões do banhado.

Os ancestrais de alguns desses mamíferos aprenderam a viver perto dos homens para aproveitar os restos de comida. Fazendo valer de sua extrema capacidade de adaptação, acompanharam as rotas dos grupos humanos nômades, diversificando-se de acordo com as condições que encontravam.

Alguns documentos antigos relatam que a criação de roedores desenvolve-se desde o início da civilização. Os hamsters têm sua origem na Síria (seu ancestral é o hamster dourado de pelagem marrom e branca), onde viviam em gaiolas e eram muito populares especialmente entre as crianças, há cerca de 3000 anos.

Na Índia, na Pérsia e na China, os ratos brancos e malhados eram trazidos à companhia humana, mesmo que às custas de disseminação de doenças. Na Índia existe um templo de culto aos ratos, onde se acredita que os mortos reencarnem como ratos. Lá eles são tratados como verdadeiros deuses.

No passado os ratos proliferavam na Europa devido às más condições sanitárias da época, o que culminou com a peste negra (peste bubônica) no século XIV, que dizimou 1/3 da população européia.

Na idade média européia, os homens passaram a desconfiar que os ratos estavam relacionados com algumas doenças, apesar de não saberem como provar isso. Nessa época a criação de roedores decaiu, voltando a fazerem parte de nossas vidas como animais de estimação no século XIX (mas nunca deixaram o convívio humano já que se aproveitavam dos restos de alimento dos homens), e como cobaias, para experiências biomédicas.

Foi exatamente nos laboratórios de pesquisa que os homens redescobriram a fantástica capacidade de aprendizado das cobaias. Até então eram tratados como pragas. Com o tempo os roedores foram conquistando alguns humanos. Sua contribuição se dá também em criadouros de serpentes e anfíbios como alimento.

Sua principal função em nosso mundo é serem utilizados como animais de laboratório em pesquisas biomédicas. Portanto, é preciso respeitá-los, pois são o auxílio que nos ajuda a combater doenças em seres humanos, e graças a eles e a tantos outros animais (cães, gatos, símios, etc), estamos vivos hoje.



Espécies:

Hamster anão russo branco invernal
Hamster anão russo Campbells (djungarian)
Hamster camundongo
Hamster chinês
Hamster Roborovski
Hamster sírio (dourado)
Outros hamsters
Esquilo-da-Mongólia (gerbil)
Porquinho-da-Índia (cobaia)
Chinchila
Rato
Camundongo (topolino)



Semiologia:

Dados semiológicos dos pequenos roedores
Anamnese




Fisiologia:

Hibernação
Efeito Bruce
Efeito Lee-Boot
Efeito Witten e pseudogestação
Monogamia e poligamia
Medicamentos que devem ser utilizados com cautela em hamsters




Etologia (comportamento):

Hamster
Esquilo-da-Mongólia (gerbil)
Porquinho-da-Índia (cobaia)
Chinchila
Camundongo (topolino)
Rato
Som de hamster sírio
Som de cobaia sendo acariciada
Som de cobaia sentindo cócegas
Som de cobaia conhecendo outra
Som de uma chinchila conhecendo outra
Som de chinchila macho conhecendo chinchila fêmea
Som de chinchila querendo uva passa
Som de chinchila com medo
Som de chinchila nervosa



Reprodução:

Hamster
Gerbil (esquilo-da-Mongólia)
Cobaia (porquinho-da-Índia)
Chinchila
Camundongo (topolino)
Rato



Nutrição:

Nutrição de pequenos roedores



Zoonoses:

Zoonoses dos pequenos roedores

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