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Autor: Hideki - DVT-UFV





Esquilo-da-Mongólia (gerbil)

Gerbil ou esquilo-da-Mongólia

Gerbil egípcio
>Gerbil oriental


Dados apenas do Esquilo-da-Mongólia

Nome científico: Meriones unguiculatus; Gerbillus pyramidum (gerbil egípcio).

Gênero: Meriones.

Tribo: Gerbillini.

Subtribo: Merionina.

Família: Cricetidae.

Subfamília: Gerbillinae.

Ordem: Rodentia.

Subordem: Myomorpha.

Classe: Mammalia.

Filo: Chordata.

Subfilo: Vertebrata.

Reino: Animalia.

Nome comum: Esquilo-da-Mongólia, gerbil, gerbil-da-Mongólia, Mongolian jird etc.

Origem: Os equilos-da-Mongólia são pequenos roedores que habitam savanas, estepes, regiões desérticas e semidesérticas da Ásia Central (Mongólia e região norte da China), Índia, Oriente Médio e África. A cauda é coberta de pêlo, diferente da cauda de ratos e camundongos, e geralmente termina em um tufo de pêlos. Embora sejam freqüentemente chamados de ratos do deserto, os gerbils pertencem a uma subfamília diferente da dos ratos e camundongos, a Gerbillinae, que contém cerca de 90 espécies distribuídas em 15 gêneros diferentes.

O gênero Meriones ocorre no Norte da África, Turquia, Noroeste da Índia e Ásia Central. Os esquilos-da-Mongólia foram descobertos em 1811 e começaram a ser criados em cativeiro em 1930 quando um zoólogo japonês, C. Kasugo, levou para o seu país, alguns exemplares da bacia de Amur na fronteira da Rússia com a China. O primeiro avistamento da espécie por europeus foi na Mongólia, em 1867. Em 1954, foram importados para os Estados Unidos da América e, em 1964, para o Estado do Reino Unido da Grã-Bretanha. Inicialmente, foram utilizados como animais de laboratório, tornando-se animais de estimação logo depois.

São bastante populares nos Estados Unidos da América, onde este roedor já faz parte da lista dos 10 animais de estimação favoritos nos lares norte-americanos, segundo artigo publicado no New York Times em 12 de novembro de 92, os gerbils começam a despertar a atenção dos criadores brasileiros. Muito higiênicos, são fáceis de amansar e não exalam odores característicos e indesejáveis da maioria dos roedores.

Habitat: O habitat dos gerbils é seco e pode ficar bastante frio. Este é o motivo pelo qual eles desenvolveram a capacidade de evitar a perda de água, produzindo pouca urina e suor, e de conservar calor, com sua constituição compacta, cauda peluda e pequenas orelhas. Embora suas orelhas sejam pequenas, seus canais auditivos são grandes e adaptados para uma excelente audição de sons de freqüência muito baixa, como o som produzido pelo bater de asas de uma coruja, por exemplo.

Longevidade: De 3 a 4 anos, mas o The Guinness Book of Records, registrou um gerbil que viveu 8 anos e 4 meses e meio de idade. O gerbil chamava-se Sahara, era de propriedade de Aaron Milstone que residia em Lathrup Village, Michigan, Estados Unidos da América. O animal viveu de maio de 1973 a 4 de outubro de 1981.

Tamanho: 9 centímetros do focinho à base da cauda mais 9 centímetros de cauda.

Membros torácicos e pélvicos: Animais pequenos, os gerbils possuem os membros torácicos curtos, que utilizam para apanhar e segurar os alimentos. Os membros pélvicos são compridos e permitem que os gerbils saltem e corram com bastante agilidade.

Pelagem: A cor original é o agouti com o ventre branco, podendo variar sua pelagem de cinzento a marrom avermelhado com as pontas dos pêlos pretas e o ventre pode ser de branco até um creme pálido, dependendo do habitat.. Em cativeiro, desenvolveram-se várias outras cores, como o marrom-dourado com algumas manchas brancas, preto, cinza, branco, prateado, castanho-acinzentado, dourado, cinnamon (canela), chinchila e azul. Possuem a cauda coberta por pêlos, que termina em um tufo de pêlos.

Fórmula dentária: I 1/1; C 0/0; PM 0/0; M 2/2.

Algumas características anatomofisiológicas: Apresentam grandes glândulas sebáceas nos membros torácicos, que são controladas por hormônios gonadais e são utilizadas para demarcar territórios e identificar os filhotes.

As fêmeas possuem quatro pares de papilas mamárias, duas na região torácica e duas na região inguinal.

Ataques epipeptiformes são comuns e em geral atacam 50 % da população de gerbils de estimação. Os ataques iniciam-se aos 2 meses de idade e parece ser hereditário. Os ataques variam de médio à grave e em geral ocorrem em ambientes estranhos aos animais ou quando são submetidos à estresse.

Isquemia cerebral pode ser induzida, assim como infarto, por interrupção unilateral da artéria carótida comum. Possuem o tronco bicarotídico reduzido. Possuem fraca vascularização interligando os dois hemisférios cerebrais e devido à isso, uma síndrome apopletica hemilateral pode ocorrer.

Os gerbils machos em comparação com as fêmeas, apresentam hemáceas volumosas, com grande quantidade de hemoglobina. Leucócitos e linfócitos também são bastante numerosos. As hemáceas de ambos os sexos podem apresentar proeminente policromasia e pontos basofílicos.

O timo está presente nos jovens e permanece nos indivíduos adultos. Suas glândulas adrenais são grandes o que contribui para a manutenção de sua hidratação.

Dimorfismo sexual: Nos machos, a distância entre o ânus e a papila genital é maior, atingindo de 10 milímetros a 1 centímetro, o dobro da observada nas fêmeas, que é de 5 milimetros a 50 centímetros, isso ocorre devido à posição de cópula. O macho copula (cruza) com a fêmea por trás, e por isso seu pênis deve assumir uma posição mais cranial (mais próximo ao abdome) e a fêmea precisa ter sua vagina em uma posição mais caudal (próximo à região entre as pernas), para permitir a penetração pelo macho. A pele que recobre os testículos é escura. Ambos possuem papila genital. Os machos possuem glândulas sebáceas e odoríferas ventrais mais desenvolvidas que as fêmeas. A seguir estão duas fotografias que podem ser de grande ajuda na sexagem.



FÊMEA
MACHO
Gerbil fêmea Gerbil macho




Viveiro: Um aquário com 20 centímetros de comprimento e largura (400 centímetros quadrados), forrada com serragem grossa, acomoda um casal, mas o ideal seria um viveiro de 1300 centímetros quadrados de área de vida e 15 centímetros de altura. A gaiola para hamster também pode ser usada, bem como os brinquedos (túneis, rodas e escadas).

Um gerbil adulto com cerca de 12 semanas de idade necessita de cerca de 230 centímetros quadrados de área de vida.

É importante providenciar bebedouro de garrafa com bico, comedouro pesado (para impedir que os animais o carreguem para outro lugar) e alguns brinquedos. No caso de rodas, elas devem ser fechadas para impedir acidentes com a cauda. Uma cama deve ser instalada, com palha ou feno. O animal irá decidir se ficará deitado sobre ela ou se montará uma toca, para se ocultar durante alguns minutos diários. Uma maternidade de madeira para periquitos australianos, também é uma boa opção.

Jornais e serragem perfumada devem ser evitados, porque a tinta e os odores podem intoxicar os gerbils, inclusive provocando a morte. A serragem usada deve ser grossa, para que não seja ingerida junto com os alimentos. Recomenda-se utilizar serragem de álamo.

Esconderijos subterrâneos devem ser improvisados, especialmente no período reprodutivo.

A temperatura deve variar entre 18 e 29 °C, sendo que o ideal está em torno de 21 °C. Temperatura acima de 35 °C os deixam desconfortáveis. A humidade relativa deve variar entre 30 e 50 %, porém a 50 % os animais apresentam pêlo áspero. O ciclo luiminoso deve ser de 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. À baixas temperaturas a contrução do ninho se intensifica.

Curiosidades: Estes animais são dotados de um faro excelente, o que lhes permitiu atuar também como farejadores de drogas e revista a visitantes de prisioneiros em Toronto, atividade inciada pela Real Polícia Montada do Canadá em 1982.

A palavra Meriones que representa o gênero desta espécie é o guerreiro citado por Homero em A Ilíada e unguiculatus significa "com unhas". Na Califórnia a criação de gerbils é crime.

Utilização em pesquisas biomédicas: São empregados em pesquisas sobre nefropatologia experimental, isquemia cerebral, ataques epileptiformes, Otologia, doenças infecciosas, doenças parasitárias, alterações dentárias, histocompatibilidade, Radiobiologia, Endocrinologia, mecanismos de conservação de água e metabolismo de lipídeos.

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