Pequenos roedores Pequenos roedores



Autor: Hideki - DVT-UFV





Zoonoses dos pequenos roedores

Hamster

A coriomeningite linfocitária deve receber atenção especial devido a um surto ocorrido entre 1974 e 1975 na população dos Estados Unidos da América, embora suas formas graves sejam raras. Essa doença provoca febre e causa alterações nos sistemas nervoso e imunológico, podendo levar o indivíduo infectado à morte.

Salmonelose, tularemia e infestações por Himenolepis sp são doenças de hamsters com potencial importância em saúde pública. A raiva é de ocorrência remota desde que estes não sejam expostos à animais silvestres.



Gerbil (esquilo-da-Mongólia)

Gerbils em cativeiro apresentam poucas doenças espontâneas e por isso não possuem muita importância em saúde pública

A salmonelose e as infestações por Hymenolepis sp podem ser alguns problemas de relevância em saúde pública relacionadas a estes animais. As 2 situações entretanto são raras em cativeiro e especialmente em biotérios.

Nos Estados Unidos da América, alguns gerbils foram postos em liberdade, tendo procriado e causado sérios danos à agricultura. Na Califórinia a criação de gerbils é crime.



Chinchila
Não existem doenças de importância em saúde pública relacionados a estes animais.



Cobaia (porquinho-da-Índia)

As doenças de importância em saúde pública são raras em cobaias. Podem ser portadoras de bactérias como Bordetella sp, Salmonella sp, Yersinia pseudotuberculosis e Streptococcus sp. Estas bactéria são patógenos em potencial para os seres humanos.

Essas doenças são raramente transmitidas ao ser humano. As alergias às cobaias não são incomuns.



Camundongo (topolino)

Como nos hamsters, a coriomeningite linfocitária e salmonelose são as principais doenças de importância em saúde pública, mas que raramente ocorrem em cativeiro quando em boas condições de higiene.

Vacinação anti-rábica não se faz necessária em animais em cativeiro. A decisão quanto a utilizar este tipo de vacina contendo vírus morto vai depender da probabilidade de exposição dos camundongos à animais silvestres.

Alergias cutâneas e respiratórias não são raras em pessoas que lidam com esses animais. As alergias nem sempre estão acompanhadas de reação cutânea positiva a antígenos de camundongos.

Um Médico deve ser consultado caso ocorram pruridos, rubores, rinite, espirros ou dificuldades respiratórias após exposição, não apenas a camundongos como também a outros roedores.

O vírus Hantan ou Hantavirus e a Leptospira, causadora da leptospirose, são os mais importantes microorganismos de importância em saúde pública, porém são raros em animais mantidos em cativeiro. Podem ocorrer em animais silvestres e todos os roedores possuem potencial para portar estes vírus. Possuir ou não esses vírus depende apenas da higiene que o criador dá às instalações e aos cuidados com sua cria. Recentemente ocorreram casos aqui no Brasil.



Rato (ratazana, mecol ou twister)

Alergias cutâneas e respiratórias em tratadores de ratos são comuns. A urina dos ratos mais idosos possuem grande quantidade de proteínas séricas, que produzem processos alérgicos.

Nos ambientes com grande número de ratos, baixa troca de ar, e deficiência na higienização ocorre acúmulo de amônea que é um causador de processos alérgicos.

As infestações por Salmonella sp, Streptococcus sp, a febre hemorrágica coreana e a febre por mordedura (causada pela bactéria Streptobacillus monilliformis que habita a nasofaringe de ratos assintomáticos), cujos sintomas são febre, hemorragias petequiais, endocardite e poliartrite (essa doença pode ocorrer em ratos silvestres levados para o cativeiro, mas é rara em animais criados em cativeiro). São os principais problemas de importância em saúde pública, além da raiva, da leptospirose e do hantavírus.

A Yersina pestis é transmitida pela pulga do rato. A sarna Liponissus sylviarium transmite da encefalite de St. Louis e a Liponissus bacoti parasita diretamente o homem. Essas doenças no entanto são raras em animais em cativeiro assim como a raiva.

Hosted by www.Geocities.ws

1