Pequenos roedores Pequenos roedores



Autor: Hideki - DVT-UFV





Monogamia e poligamia

O pesquisador Thomas Insel, da Universidade de Emory estudando 2 espécies de roedores biologicamente muito semelhantes ("roedor das pradarias": Microtus ochrogaster e o "roedor das montanhas": M. montanus), descobriu que a ocitocina e a vasopressina age de formas diferentes nos cérebros destes roedores, influenciando em seu comportamento sexual.

O roedor das pradarias possui comportamento monogâmico, acasalando-se quase que exclusivamente com apenas uma fêmea. Quando um dos pares falece, apenas em 20% das vezes o outro (seja macho ou fêmea) procura um novo parceiro. Os machos participam do cuidado com a prole e defendem agressivamente o nicho contra os invasores.

Os roedores das montanhas possuem comportamento poligâmico e apresentam pouco interesse pelo contato com outros de sua espécie. O macho não possui interesse pela prole e a fêmea normalmente abandona os filhotes após 1 ou 2 semanas pós parto.

De acordo com este estudo, a principal diferença encontra-se no caminho que estes hormônios percorrem nos cérebros destas espécies. Ambas produzem a ocitocina e a vasopressina, mas diferentes áreas do cérebro respondem a essas substâncias.

No roedor das pradarias, os receptores para ocitocina são econtrados em regiões do cérebro associadas com sentimentos de prazer e satisfação o que pode explicar a seleção do parceiro. Já no roedor das montanhas, os receptores não determinam sentimentos, mas estão relacionados ao ato de "autolimpeza", efeito não observado nos roedores das pradarias.

Nas fêmeas, a ocitocina é produzida durante o ato sexual, quando ocorre estimulação vagino-cervical. Nos roedores das pradarias, essa estimulação serviria para criar vínculos entre os parceiros. O mesmo efeito no macho é produzido pela vasopressina.

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