
Nome científico:Mus musculus.
Gênero: Mus.
Família: Muridae.
Subfamília: Murinae.
Ordem: Rodentia.
Subordem: Myomorpha.
Classe: Mamalia.
Filo: Chordata.
Subfilo: Vertebrata.
Reino: Animalia.
Nome comum: Camundongo, topolino, camundongo topolino.
Origem: São originários da Ásia Temperada, mais especificamente à região da Turquia e China. Hoje se encontram disseminados por todo o mundo.
Hoje, os camundongos vivem sob os cuidados do homem em biotérios, como comensais nas regiões urbana e rural, nos ambientes silvestres, etc. Os camundongos passam por aumentos populacionais explosivos, o que causa danos à agricultura.
A domesticação e criação de camundongos, levou a uma diversificação genética da população e ao interesse dos cientistas durante o século XIX. A antiga linhagem suíça de camundongos albinos tornou-se fonte de muitas populações não isogênicas, embora estas possuam também ancestrais de outras origens, tanto albinos quanto pigmentados. Vários gêneros de camundongos silvestres que não o Mus musculus são encontrados em biotérios. Entre eles estão os gêneros: Microtus, Onychomys e Peromyscus.
Longevidade: De 2 a 3 anos.
Fórmula dentária: I 1/1; C 0/0; PM 0/0; M 3/3.
Algumas características anatomofisiológicas: Os camundongos albinos heterozigotos, são conhecidos pelo seu pequeno porte e pelas adaptações fisiológicas advindas deste fato.
Os camundongos podem ter até 1 milhão de descendentes após 8 ninhadas ou 425 dias. Isso reforça a necessidade de preservar os animais silvestres como cobras e outros animais que possam controlar sua população.
Durante 60 anos de acasalamentos consangüíneos e desenvolvimento de linhagens, uma considerável quantidade de mutantes foi conseguida. Esses mutantes são utilizados em pesquisas biomédicas. Um exemplo é o "Hairless usp", desenvolvido por cientistas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) e é um bom modelo para pesquisas dermatológicas. Uma série de neoplasias podem se desenvolver expontaneamente em algumas linhagens.
Os machos possuem o baço 50 % maior que as fêmeas. Possuem uma só dentição durante toda a vida. As fêmeas possuem 3 pares de glândulas mamárias na região torácica e 2 na região abdominal. O estômago divide-se em 3 partes: escamosa, glandular e aglandular. Os canais inguinais permanecem abertas a vida inteira.
Pelagem: Agouti, albino, preto, azul, cinza.
Dimorfismo sexual: Machos recém-nascidos podem ser distinguidos das fêmeas pela distância entre a papila genital e o ânus, que pode ser de 1,5 a 2 vezes maior que nas fêmeas. Os testículos são vistos como duas manchas palidamente amareladas através da parede abdominal. Aos 9 dias de idade, as fêmeas apresentam uma grande papila genital e características fileiras de mamílos. A seguir estão duas fotografias que podem ser de grande ajuda.
| FÊMEA |
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Viveiro: Camundongos adultos necessitam de pelo menos 97 centímetros quadrados de área de vida por animal. Uma fêmea com ninhada deve possuir 390 centímetros quadrados de área de vida. Pode-se utilizar as mesmas caixas de plástico existentes em biotérios. Essas caixas possuem no ápice uma grade onde pode ser colocada a comida (neste caso alimento específico para roedores) e um bebedouro.
Pode-se forrar o viveiro com cavacos de pinho, cedro ou álamo. Não devem desprender pó, deve ser absorvente, não tóxica e livre de organismos patogênicos. Pode-se utilizar material absorvente como as utilizadas em banheiros de gatos, nos banheiros dos camundongos. Algodão e madeiras utilizadas na fabricação de papel também podem ser utilizados.
Machos devem ser mantidos separados para evitar briga e até morte. As fêmeas dificilmente brigam. Animais criados separados em geral não aceitam a companhia de outros.
A temperatura deve variar entre 18 e 26 °C sendo que o ideal é 22 °C. Eles podem se adaptar facilmente a ambientes frios. A umidade relativa deve variar entre 40 e 70 %. O viveiro deve ser limpo ao menos 1 vez por semana.
Utilização em pesquisas biomédicas: São utilizados no controle de qualidade de medicamentos e cosméticos, em estudos sobre senilidade, Virologia, histocompatibilidade, anomalias congênitas, neoplasias, Genética, Radiobiologia, amiloidose, giardíase, doenças infecciosas, doenças auto-imunes, atimia congênita, amebíase, obesidade, nanismo, alterações patológicas devido à consangüinidade, diabetes melito, patologias renais e Etologia (comportamento).
Outros dados: Acasalamentos endogâmicos do tipo irmão com irmão reduz a heterogeneidade em até 19 %. Camundongos isogênicos podem ser obtidos após 20 acasalamentos consecutivos entre irmãos. Nos laboratórios utiliza-se uma série de códigos para identificar os diferentes tipos de camundongos. Por exemplo: AKR (branco), C3H (agouti), C57BL (preto), etc. Maiores informações podem ser obtidas através de literatura especializada.