Pequenos roedores Pequenos roedores



Autor: Hideki - DVT-UFV





Reprodução de hamster

Hamster sírio (dourado):

Hamster com as bolsas faciais cheias

(Hamster com as bolsas faciais cheias)


Os hamsters em geral (existem as excessões, como o hamster comum europeu), quando capturados em seu ambiente de origem podem ser domesticados com facilidade. Apesar disso eles sempre mantêm o hábito de tentar fugir e de se esconder. Essa característica traquina no entanto desaparece com o passar do tempo.

Os hamsters sírios são animais territorialistas e portanto não aceitam a presença de outro hamster em sua área de vida. Qualquer outro hamster que venha a invadir sua área de vida será expulso ou terá de lutar com o dono da área pela posse do território. Algumas dessas brigas podem acabar com 1 ou ambos feridos, sendo que a morte de 1 dos contendores pode ocorrer. Por causa disso, 2 animais adultos que nunca se viram ou conviveram juntos antes, não devem ser colocados em uma mesma gaiola.

Mesmo os machos criados juntos, ou fêmeas criadas juntas, quando separadas por um período longo o suficiente para que se altere o odor que exalam, não irão mais tolerar a presença um do outro. Apesar disso, para o olfato humano, os hamsters saudáveis exalam sempre um odor característico.

As fêmeas costumam ser mais agressivas (tanto com os machos quanto com outras fêmeas) que os machos e quando ambos são colocados juntos fora do período reprodutivo, a fêmea atacará o macho, podendo ferí-lo e até mesmo matá-lo.

Algo muito interessante é que os hamsters raramente atacam outros hamsters que estejam adormecidos. Esse fato pode ser confirmado por qualquer criador que tenha um contato mais constante com seus animais. É interessante notar também que eles são capazes de diferenciar um animal adormecido ou hibernante, de um outro que esteja morto.

Quando 1 hamster morre em um viveiro com mais animais, os demais tomam a iniciativa de devorá-lo. Isso não significa que o hamster seja carnívoro. Eles fazem isso porque de alguma forma, sabem que o cadáver poderá atrair predadores. E todos sabemos que um corpo em decomposição exala mau cheiro. As hamsters podem devorar seus filhotes em casos a serem abordados mais adiante.

Os hamsters agridem-se menos se alojados juntos antes da maturidade sexual. Há inúmeros registros de criadores que obtiveram sucesso utilizando esse procedimento. Pode-se anestesiar 2 hamsters (1 macho e 1 fêmea) e colocá-los no mesmo viveiro, deixando-os acordar juntos, porém como esse procedimento envolve anestesia, devendo ser evitado ao máximo. Providenciar esconderijos e rotas de fuga também evitam as brigas.

A superpopulação da gaiola, estressa os animais e provoca brigas freqüêntes, mesmo quando existe comida em abundância, porque os hamsters possuem o hábito de estocar alimento. No seu habitat, os hamsters são animais solitários, buscando companhia apenas na época do acasalamento. O cuidado com os filhotes é tarefa exclusiva da fêmea. Os criadores vêm seguindo essa tendência instintiva, reunindo o casal apenas na época propícia à cópula.

No período reprodutivo as fêmeas esfregam-se nas paredes e no chão com o seu dorso. Os hamsters possuem 2 placas de glândulas em cada antímero (lado) do corpo que são utilizadas para deixar o rastro e atrair parceiros sexuais. Essas glândulas são mais desenvolvidas nos machos. É preciso tomar cuidado para não confundir as glândulas do flanco com problemas dermatológicos. Elas exalam um odor característico na região vaginal.

Ao se tentar a reprodução o criador deve levar a fêmea ao viveiro do macho e nunca o contrário, pois a fêmea poderia vir a ferir o macho e até mesmo a matá-lo. Deve-se retirar a fêmea após a cópula pois a fêmea em geral expulsa o macho após cruzarem. Exceto durante algumas horas durante o estro, que ocorre 1 vez durante o quarto dia do ciclo, as fêmeas sexualmente não receptivas atacam o macho.

As fêmeas podem devorar os seus filhotes nos seguintes casos:

- quando o filhote está morto, para eviita atrair predadores e também por motivos de higiene (isso é algo instintivo para os hamsters);

- quando o filhote está doente ou com aalgum problema;

- quando o criador toca no filhote antees dos 7 dias, ou quando o criador limpa a gaiola antes dos 14 dias;

- quando a quantidade de proteína forneecida ao animal está baixa;

- quando há superpopulação na gaiola;

- quando a fêmea não possui leite suficciente;

- quando a fêmea é muito nova ou é primmípara (primeira ninhada);

- quando a fêmea está acostumada a comeer filhotes (caso muito raro);

- quando a fêmea está estressada e não há liberação do leite (agalactia);

- quando existem animais domésticos preesentes nas redondezas;

- quando a fêmea percebe que algo no ammbiente está errado;

- quando a fêmea acha que os filhotes nnão irão sobreviver;

- quando a fêmea está ferida durante a amamentação;

- quando os filhotes se encontram sobree tela de arame;

- quando o número de filhotes é muito ppequena ou muito grande.

O criador não deve de forma alguma tocar nos filhotes ou limpar a gaiola no período de amamentação. Recomenda-se que não os toque por 7 dias, mas é sempre bom esperar pelo menos 12 dias. A fêmea e seus filhotes devem ser mantidos em local tranqüilo para que o estresse não a impeça de liberar o leite. Não se deve limpar o viveiro antes dos 14 dias.

A primeira semana pós-parto deve ser supervisionada, pois é em geral nesse período que a fêmea poderá abandonar os filhotes.

Se assustadas, as fêmeas podem recolher seus filhotes nos divertículos do vestíbulo da boca (bolsas das bochechas ou bolsas da face). Essa ação pode levar um ou mais filhotes à morte por sufocamento, o que é comum.

A falsa gravidez (pseudogestação) pode ocorrer em casos de acasalamentos inférteis ou quando se mantêm várias fêmeas em um mesmo local. A pseudogestação dura entre 7 e 13 dias.

Os hamsters mantêm as orelhas baixas se estiverem com sono e eriçadas quando alertas e bem dispostos. Costumam parar enquanto andam para observar o terreno, certificando-se assim da ausência de predadores. Quando se movimentam, procuram sempre seguir próximos às paredes (isso parece ser comum à maioria dos roedores de pequeno e médio porte).

Os hamsters identificam o seu território, objetos, amigos, inimigos e parceiros sexuais pelo olfato e pelo tato - principalmente pelos bigodes (pêlos táteis, chamados vibrissas) que são extremamente sensíveis - ; os donos são reconhecidos em pouco tempo de convivência, pelo cheiro e pelo som de sua voz especialmente quando manuseados com freqüência. Esse contato deve ocorrer de preferência à noite (após as 18 horas), horário em que os hamsters estão mais ativos e dispostos a brincadeiras.

São animais muito higiênicos e gastam uma boa parte do seu tempo lambendo o corpo e ajeitando os pêlos; essas providências são suficientes para mantê-los limpos. Como complemento, eles podem ser penteados com uma escova de cerdas macias. Os banhos de água são desnecessários e inclusive podem prejudicar-lhes a saúde (pois remove-lhes uma camada fina de cera que lhes protege de microorganismos patogênicos), além de irritá-los e estressá-los. Quando estressados limpam-se constantemente (isso ocorre com todos os roedores).

Não se pode obrigar um hamster a fazer algo que não queira, mas pode-se ensiná-lo a fazer coisas, basta ter paciência. Gritos ou espancamentos são condenáveis para com qualquer espécies animal. Deve-se utilizar o método de recompensar com petisco quando ele faz o que mandamos.

Adoram caminhar e correr, e uma roda gigante é fundamental para evitar atrofia musclar (isso vale para todos os roedores). Existem registros de fêmeas grávidas que percorrem até 8 quilômetros por dia. São animais de hábitos noturnos.



Hamster anão-russo branco invernal e hamster anão-russo Campbell:

As características etologicas (comportamentais) são semelhantes ao dos hamsters sírios, porém são animais mais dóceis entre os da mesma espécie, não sendo raro vê-los em grupos familiares de pequeno número.

São animais muito pacíficos sendo que mesmo em estado selvagem não tentam se defender pela agressão. É sociável e pode viver com outros de sua espécie, do mesmo sexo ou de sexos diferentes, desde que os animais se conheçam com menos de 3 meses.

É uma das poucas espécies de hamster que permitem a permanência dos filhotes no bando, e que o macho permanece, juntamente com a fêmea, cuidando dos filhotes. Os parceiros quando unidos uma vez, não se separam até que 1 dos 2 venha a morrer. São considerados os melhores pais dentre todos os roedores, sendo esta sua principal característica.

Além de cuidar dos filhotes diretamente, o hamster anão russo Campbell macho também influencia na fisiologia da fêmea, sendo, portanto, parcialmente responsável pela sobrevivência dos pequenos.

Antes do nascimento da primeira ninhada, o hamster anão russo Campbell macho sofre uma série de mudanças hormonais. Essas mudanças seriam as responsáveis pelo interesse deles pelos filhotes. Os cuidados começam antes do parto, quando o macho lambe o líquido amniótico que é expelido pela fêmea. É bastante comum que o macho acompanhe o nascimento, e limpe o corpo e as narinas dos filhotes para que eles possam começar respirar o ar atmosférico. Também é comum que o macho coma a placenta.

Apesar do hamster anão russo inverno branco ser uma espécie bastante próxima do hamster anão russo Campbell, o hamster anão russo inverno branco macho não demonstra os mesmos cuidados parentais que o hamster anão russo Campbell macho.

Os cuidados com os filhotes é de fazer a melhor das mães ter inveja. Possuem uma das menores taxas de mortalidade infantil e raramente a mãe mata o filhote mesmo que seja a primeira ninhada de uma fêmea jovem.

São uma das espécies de hamster mais inteligentes. Reconhecem o dono rapidamente e quando fogem de sua gaiola raramente correm quando o dono tenta recapturá-los. Em muitos dos casos eles se aproximam do dono quando este o chama. Não é raro seguirem o dono quando escapam.

Em cativeiro são menos tolerantes que os hamsters sírios, podendo morder quando se tenta segurá-los. Porém quando bem acostumados com os criadores dificilmente os morde.



Hamster chinês:

São sociáveis e podem viver com outros de sua espécie, do mesmo sexo ou de sexos diferentes, desde que os animais se conheçam com menos de 3 meses.

Na natureza não costumam aceitar outros hamsters a não ser no período de acasalamento. Boa parte das características etológicas assemelham-se às dos hamsters sírios.



Hamster Roborovski:

São muito pequenos, tímidos e difíceis de segurar, não sendo recomendados para crianças pequenas. Por possuírem uma natureza muito ativa, é muito divertido observá-los, além de ser difícil pegá-los.

É sociável e pode viver com outros de sua espécie, do mesmo sexo ou de sexos diferentes, desde que os animais se conheçam com menos de 3 meses.

Embora seja noturno, o hamster Roborovski pode eventualmente se tornar ativo durante o dia. Tem um bom temperamento e dificilmente mordem. Boa parte das características assemelham-se às dos hamsters sírios.



Hamster camundongo:

Não é um animal notadamente social na natureza. No entanto, em cativeiro, pode-se notar aglomerações de indivíduos talvez por causa do medo de um ambiente não familiar.

Durante os meses de verão, ele só se torna ativo à noite, enquanto no outono e no inverno esta espécie também apresenta atividade diurna.

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