
Nome científico:Rattus norvegicus; Rattus rattus.
Gênero: Rattus.
Família: Muridae.
Subfamília: Murinae.
Ordem: Rodentia.
Subordem: Myomorpha.
Classe: Mamalia.
Filo: Chordata.
Subfilo:Vertebrata.
Reino: Animalia.
Nome comum: Rato, ratazana, mecol, twister, rato norueguês, rato holandês (preto e branco), etc.
Origem: Ásia Central (da Rússia Meridional até o norte da China). Os ratos silvestres, através de migrações pelas rotas comerciais e militares, disseminaram-se por todo o mundo. O rato não possui nenhuma correlação especial com a Noruega, a não ser o nome da espécie.
Ratos domesticados foram conseguidos no século XVII e posteriormente utilizados para o treinamento de cães. Na metade do século XIX começaram a ser utilizados em experimentos científicos. Assim como os camundongos, os ratos estão disponíveis em diversas condições de associações com microorganismos (livre de microorganismos patogênicos ou não, gnotobióticos e convencionais). Existe também grande variedade genética entre as diversas populações de ratos.
As variedades mais comuns são: Sprague-Dawley, Wistar e Long Evans. Assim como os camundongos, os ratos também podem ser classificados por códigos como os heterozigotos, isogênicos e mutantes: N/OM (Osborne-Mendel), SDN/SD (Sprague-Dawley), F344/N (Fisher 344), SHR/N, Brattleboro, Gunn, etc.
A variedade Sprague-Dawley (albino), possui a cabeça pequena e o corpo menor que a cauda. O Wistar possui cabeça maior e cauda mais curta. A Long-Evans possui pêlos escuros na região da cabeça e dorso (parcialmente). Assim como outras linhagens que apresentam essa coloração na cabeça, são menores que animais albinos.
A agressividade e suscetibilidade a doenças estão correlacionadas com a linhagem, conforme inúmeras evidencias existentes.
O rato negro ou rato de telhado (Rattus rattus) é ocasionalmente encontrado como animal de laboratório. Este rato é menor que o Rattus norvegicus e mais facilmente adaptável a climas tropicais.
Longevidade: De 2 a 4 anos.
Tamanho: De 20 a 25 centímetros.
Pelagem: Branco, marrom, preto, cinza, malhado, preto e branco (holandês), etc.
Fórmula dentária: I 1/1; C 0/0; PM 0/0; M 3/3.
Algumas características anatomofisiológicas: A musculatura facial fecha-se no diástema (borda interalveolar), separando os dentes incisivos da cavidade oral. O canal inguinal permanece aberto durante toda a vida.
Apresentam a sínfise mandibular articulada, estômago dividido, grande ceco intestinal e pâncreas difuso. Não apresentam vesícula biliar (assim como os cavalos), o que os obriga a estar sempre se alimentando. A bile é uma substância que, quando se acumula no intestino, provoca tumor. Alimentando-se a bile mistura-se ào alimento e é com ele conduzido pelos intestinos.
Os ratos albinos possuem visão muito fraca, dependendo por isso, de suas vibrissas faciais e do olfato para captar impulsos sensoriais. Quando cegos, aparentam ser normais.
Existe uma glândula lacrimal pigmentada atrás do globo ocular. Essa glândula é conhecida como "glâdula harderiana", tendo sido descoberta por Jakob Harder no século XVII. Sua coloração é vermelho-castanha e é tão grande quanto o globo ocular. Sua secreção rica em lipídeos e porfirina e lubrificam o globo ocular e as pálpebras. Nos animais recém-nascidos, participa na determinação do ritmo hipofisário diurno. O fluxo dessa secressão aumenta sob condições estressantes ou doenças agudas, tingindo a face e a região nasal. As crostas secas de porfirina, apresentam fluorescência vermelho brilhante à luz utravioleta e contém pouco ou nenhum sangue.
Os machos exibem um longo período de crescimento e a calcificação dos ossos longos não é completa até o segundo ano. As fêmeas tornam-se maduras nos primeiros meses de vida.
Dimorfismo sexual: Machos recém-nascidos podem ser distinguidos das fêmeas pela distâncial entre a papila genital (grande nos machos) e o ânus, que pode ser de 1,5 a 2 vezes maior que nas fêmeas. Essa distância vai de 2,5 milímetros nas fêmeas até 5 milímetros nos machos aos 7 dias de idade. Os testículos são vistos já nos animais jovens quando segurados no ar. Entre o oitavo e o décimo-quinto dia de idade, as fêmeas apresentam mamilos visíveis. Abaixo estão duas fotografias que podem ser de grande ajuda para os iniciantes.
| FÊMEA |
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Viveiro: Pode-se alojá-los em viveiros semelhantes aos utilizados para os camundongos. Os adultos necessitam de pelo menos 250 centímetros quadrados de área de vida e as fêmeas com filhotes de 1000 centímetros quadrados.
Maravalha, sabugo de milho e papel são as forragens mais utilizadas. Outros materiais não tóxicos, não alergênicos, livres de pó e limpos também podem ser fornecidos aos animais para que construam suas camas.
A temperatura deve estar entre 18 e 27 °C, sendo o ideal 22 °C. A umidade ralativa deve estar entre 40 e 70 %. O ciclo luminoso deve ser de 12 horas de luz e 12 horas de escuridão. Ratos submetidos à claridade contínua têm seus ciclos sexuais deprimidos. Deve-se acomodá-los em ambientes de baixa luminosidades. Deve-se limpar o viveiro pelo menos 2 vezes por semana.
Utilização em pesquisas biomédicas: Os ratos são utilizados em diversas linhas de pesquisa, entre as principais estão os estudos sobre envelhecimento, neoplasias, efeito e toxicidade de drogas, gnotobiologia, cáries dentárias, metabolismo de lipídeos, efeitos de vitaminas, comportamento (Etologia), alcoolismo, cirrose, fenilcetonúria, icterícia, intolerância à frutose, hipertensão, embriologia, teratologia, diabetes insípido e doenças infecciosas.
O N/OM é bastante suscetivel à micoplasmose murina; o SDN/SD à tumores mamários; o BUF/N à tireoidite, mas são resistentes à nefrose; o F344/N à tumores de células intersticiais; Brattleboro à diabetes insípido; a Gunn à icterícia hepatógena e o SHR/N são hipertensos por natureza.