Pequenos roedores Pequenos roedores



Autor: Hideki - DVT-UFV





Reprodução de Esquilo-da-Mongólia (gerbil)

O casal deve ser reunido desde filhote, para evitar brigas (os gerbils são territorialistas e podem entender o parceiro sexual como um invasor). Os pares estabelecidos aos 7 ou 8 semanas de idade em geral são monogâmicos e estáveis.

O ciclo estral dura cerca de 4 a 6 dias, seguido por um descanço de 6 dias. Se não acasalarem, as fêmeas entram no cio 3 vezes por mês. Depois de 5 meses de reprodução seguida, convém isolar a fêmea por 30 dias, para evitar o esgotamento.

O acasalamento se dá entre 9 e 12 semanas de idade, aproximadamente 70 a 80 gramas de massa corporal em animais com desenvolvimento normal, mas existem casos de animais sexualmente ativos com apenas 4 semanas, o que determina a separação dos filhotes, por sexo, no máximo quando atingem 1 mês de idade. O descêncio testicular (descida dos testículos da cavidade abdominal para o escroto através do canal inguinal) ocorre aos 28 dias de idade. A abertura da vagina ocorre aos 40 dias de idade.



Gerbil copulando

(Gerbil copulando)



Quando no cio, as fêmeas tornam-se inquietas e apresentam a vulva congestionada. O cio pode ser induzido por estímulo vaginal ou pela presença de um macho adulto. O cio pós-parto ocorre em aproximadamente 60 % das fêmeas. Quando se utiliza o cio-pós parto, a gravidez pode prolongar-se por até 48 dias, pois a concomitância entre a lactação e a gravidez leva a um retardo na nidação (implantação do embrião à parede do útero).

A fêmea gestante ganha entre 10 e 30 gramas de massa corporal. Pode haver presença de sangue no esfregaço vaginal desde a metade da gestação até o momento do parto.

A gestação dura de 19 a 26 dias, mas a média é de 21 a 26 dias. Nascem de 1 a 6 filhotes, mas este número pode ser ampliado para até 12 filhotes, sendo que o número de filhotes diminui conforme a idade avança. Em maio de 1983, um gerbil pertencente a S. Kirkman em Bulwell, Inglaterra teve 14 filhotes em uma única ninhada, mas consta que nos anos 60, George Meares, geneticista e proprietário da Fazenda de Procriação de Gerbos em São Petersburgo, Flórida, Estados Unidos da América, obteve uma ninhada de 15 filhotes, utilizando uma ração especial, (ambos os casos estão relatados no The Guinness Book of Records). A média de ninhadas durante a vida é de 7 a 20 por fêmea.

O macho deve ser separado, para evitar possíveis ataques. Os gerbils mamam até atingirem 3 ou 4 semanas de vida, quando devem ser retirados de perto da mãe, pois depois de amamentar por este período, ela pode começar a maltratar os filhotes, ferindo-os com gravidade e até mesmo matando-os. Uma semana depois, machos e fêmeas devem ser colocados em gaiolas separadas. Alguns criadores têm tido êxito ao deixar o macho junto da fêmea e dos filhotes, podendo ser visto inclusive auxiliando nos cuidados com a prole.

Ao nascer, os filhotes são bem pequenos (3 centímetros, sendo 1 centímetro de cauda), pesam em média 2,5 gramas e possuem uma coloração rosada. Eles nascem cegos, surdos, sem olfato, sem pêlos e fazem um barulho bem peculiar, parecendo pios. Com poucas horas, já começará a surgir a pigmentação da pele, e um criador experiente já poderá saber quais as prováveis cores dos filhotes.

Filhotes com base do pêlo escura apresentarão pigmentação escura na pele e filhotes com a base do pêlo clara, apresentarão pigmentação clara. Os malhados apresentarão mistura de ambas as pigmentações. Já no nascimento é possível saber a cor dos olhos dos filhotes: nos que tiverem olhos pretos, haverão manchas escuras na região dos olhos e nos que tiverem olhos vermelhos, a pele se confundirá com os olhos.

Ninhadas muito pequenas são algumas vezes destruídas pela fêmea e isso se intensifica em fêmeas que acabam de dar a luz à primeira ninhada. Em geral isso ocorre quando nascem 3 filhotes ou menos. A falta de esconderijos, material para fazer o ninho e a excessiva manipulação dos filhotes também podem fazê-la abandonar os filhotes ou comê-los. Em casos de órfãos ou filhotes abandonados pode-se colocá-los para que outra mãe os alimente, desde que os filhotes órfãos e os da mãe adotiva tenham aproximadamente a mesma idade.

Após 6 dias eles começarão a apresentar uma fina camada de pêlos, e após 2 semanas, estarão com a pelagem completa, assim como seus olhos estarão abertos. Algumas vezes a abertura dos olhos pode levar de 15 a 20 dias para se concluir. O olfato surge por volta dos 4 dias, a audição apenas alguns dias depois.

Com poucos dias, eles já estarão engatinhando no ninho, e eventualmente dando passeios maiores pela gaiola. Com cerca de 1 semana e meia, eles começarão a circular livremente pela gaiola.

Quando já estiverem cobertos de pêlos, já se pode começar a amansá-los, acostumando-os com as mãos humanas. Deve-se segurá-los delicadamente e com muito cuidado. Mesmo antes de abrirem os olhos, eles podem pular da mão do criador a uma velocidade surpreendente, se mostrando bastante escorregadios. Muitos criadores inexperientes deixam seus filhotes caírem, o que pode machucá-los seriamente ou mesmo matá-los, simplesmente porque não imaginam que eles possam ser tão ágeis. Para maior segurança, deve-se segurá-los apenas em cima de um lugar macio (uma cama, por exemplo) e os manter bem próximos do chão (da cama, no caso).

Ao abrirem os olhos, os filhotes começarão a beliscar a comida sólida, mas não se deve tomar isso como um sinal de que eles já podem ser separados da mãe, pois eles precisarão de um tempo para se acostumar com a nova comida. Com cerca de 4 semanas, os filhotes começarão a desmamar, e deverão estar completamente desmamados por volta de 5 semanas, quando já poderão ser separados da mãe e divididos por sexo em gaiolas diferentes. Com 6 semanas, poderão ser encaminhados para um novo lar.

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