
Nome científico: Chinchilla lanigera (subespécies: la plata; costina; raton); Chinchilla brevicaudata (subespécies: real; boliviana; cordillerana). Alguns autores consideram a subespécie real como sendo uma terceira espécie: Chinchilla real.
Gênero: Chinchilla.
Tribo: Hystricomorphus; Lagostomidos.
Família: Chinchilidae.
Ordem: Rodentia.
Subordem: Simplicidentate.
Classe: Mammalia.
Filo: Chordata.
Subfilo: Vertebrata.
Reino: Animalia.
Nome comum: Chinchila. Seu nome se origina da linguagem Quíchua ou Aimará, pelo castelhano "chinchilla". Porém, tal afirmação pode ser deveras perigoso, pois sabe-se que palavras de fonética semelhante - "chinchas", "chibchas", "chichas" - eram comuns na língua comum dos Incas: o Runa Simi.
Origem: É originário das montanhas do Peru e da Bolívia e atualmente é criado como animal de estimação e como fonte de pele, muito valiosa no mercado.
Antes de serem conhecidas, as chinchilas viviam em harmonia nas encostas rochosas dos Andes, no Chile, Peru, Bolivia e Argentina.
No século XV uma tribo de índios chamados "Chinchas" caçavam este pequeno animal para lhe servir de alimento e usavam as suas peles macias como colchões e como mantos.
Tempo depois, os índios "Chinchas" foram conquistados pelos poderosos Incas, formando o Império Tauantinsuio. Sob as leis dos Incas foram proíbidos de usar as peles das chinchilas. Existiam três classes distintas: nobreza, formada pelos Incas e suas famílias; chefes de curacas e demais funcionários; e por fim o povo. A pele das chinchilas eram as favoritas da realeza Inca e servia para adornar somente os índios Incas que eram nobres de berço. Por sua vez, no século XVI, os Incas foram conquistados pelos espanhóis que ao chegarem àquelas terras, batizaram aqueles pequenos animais de chinchilas por causa do nome dos índios.
Conta-se que um emissário espanhol, querendo ganhar a confiança e favores da rainha Isabella, da Espanha, lhe mandou uma caixa repleta de jóias e ouro. Para proteção, envolveu a forte caixa de madeira num manto de pele de chinchila que havia obtido dos silvícolas em troca que quinquilharias. No entanto, o mensageiro roubou todas as jóias e mandou à rainha somente a caixa e o manto de pele de chinchila. A rainha ficou tão contente com a qualidade da pele que mandou procurar o mensageiro para ser levado à corte. Em vez de torturado como esperava, o mensageiro foi tornado cavaleiro da rainha como forma de agradecimento pela mais luxuosa pele que jamais fora vista.
Tão grande popularidade ganhou a pele das chinchilas e os pedidos eram tantos, que os espanhóis começaram a caçar e a comercializar o produto de 1524 a 1918. Uma das formas de obter as peles dos indígenas era propagando a lenda de que carne de chinchila era excelente remédio contra a tuberculose. Por causa disso, os índios passaram a caçar as chinchilas para consumir sua carne e vendiam as peles por quantias irrisórias.
Neste período, os ingleses também chegaram à região de habitat da chinchila por causa dos minérios existentes na zona. Várias empresas mineiras foram criadas e trabalhadores ingleses foram chegando. Junto com eles chegou também o seu desporto favorito, a caça à raposa. Como as raposas não eram animais nativos, várias raposas foram levadas para o habitat das chinchilas que rápidamente se reproduziram porque as chinchilas que lhes serviam de alimento eram abundantes.
Enquanto os ingleses caçavam as raposas nas manhãs de domingo, as raposas caçavam chinchilas todos os dias, dia e noite. Ao virar do século as chinchilas encontravam-se quase extintas. Somente em 1918 os governos do Chile, Peru e Bolivia acordaram e proibiram a exportação de peles e a caça destes pobres animais. No entanto, o mal já estava feito.
Em 1830 iniciaram-se as primeiras idéias e estudos para uma especulação preservativa e mais racional das chinchilas. A primeira tentativa de criação em cativeiro, com Chinchilla brevicaudata foi realizada em 1874, por Sir John Murray, com aproximadamente 500 animais. O resultado não foi o que se esperava e em 1895, Federico Albert conseguiu criar Chinchilla lanigera em cativeiro durante 4 anos.
Em 1912, Richard Gloeck, considerado grande valorizador de peles de chinchilas nos mercados europeu e americano, conseguiu uma chinchila fêmea, que encomendara da América, com intuito de iniciar uma criação. Possuia já um macho adquirido de um italiano residente na Bolívia. Assim que a fêmea foi unida ao macho, iniciou-se uma verdadeira luta entre o casal. Após muito tempo e pacientes tentativas, a fêmea finalmente aceitou seu parceiro e o acasalamento. Mas, nem mesmo a criação logrou êxito, os filhotes tão esperados foram devorados pela mãe, que morreu pouco tempo depois. O macho sobreviveu até os 14 anos de idade.
Graças ao senhor Mathias F. Chapman podemos desfrutar do prazer de ter esses simpáticos animais em nossas casas. Em 1918, este senhor trabalhava no Chile como Engenheiro de Minas a uma altitude de 3500 metros, para uma empresa chamada Anaconda Copper. Um dia, um índio nativo trouxe ao acampamento onde estava o senhor Chapman uma chinchila dentro de um cantil para tentar vendê-la. O senhor Chapman comprou a chinchila e tornou-se cada vez mais interessado neste pequeno animal. Depois de estudar o exemplar que tinha comprado, fez um estudo afim de capturar e levar para os Estados Unidos da América o maior número possível de chinchilas. De início ele pensou na criação para animais de estimação mas depois desenvolveu a idéia para a produção de peles, onde o mercado era maior.
As chinchilas estavam praticamente extintas e foram precisos cerca de 3 anos para que, com vários batedores e depois de várias viagens ao vale do rio Juncal no Peru, fossem encontradas somente 11 chinchilas (considerados os últimos exemplares vistos em liberdade) na Cordilheira dos Andes, em 1922 . Destas 11 sabe-se que algumas eram da espécie Chinchilla lanigera e outros da espécie Chinchilla brevicaudata, representavam diferentes tipos de diferentes áreas e só 3 eram fêmeas.
Quando os indígenas capturavam as chinchilas, enjaulavam-nas em gaiolas, dando-lhes pouquíssimo alimento e nenhum líquido, pois acreditavam que as chinchilas eram animais que não necessitavam de água. Ao saber que os animais suportavam permanecer, vários dias sem água, com mudanças acentuadas de temperatura a que estavam acostumados, além de uma diferença de altitude de 3000 metros, Chapman constatou uma das características que faz da chinchila um dos animais mais valiosos do mundo: a resitência e facilidade de adaptação a qualquer meio ambiente.
O transporte e a autorização para a exportação das chinchilas também foi dificil. Para gradualmente se adaptarem à mudança de altitude, foram transportadas em caixas de madeira fechadas para não deixar entrar a luz do sol e arrefecidas com gelo para compensar o aumento da temperatura.
Em 1923, Chapman conseguiu autorização do governo do Chile para exportar as chinchilas e, depois de terem viajado de comboio até a costa, embarcaram num barco japonês que os levaria até San Pedro na Califórnia. Para entrarem no barco sem serem declaradas, Chapman, sua esposa e alguns amigos levaram as chinchilas dentro dos bolsos. Só depois de estarem em alto mar, Chapman disse ao capitão do navio que tinha os animais no seu camarote. O capitão, sob ameaça de ser processado por Chapman, caso algum dos animais morressem, cedeu e permitiu a permanência deles a bordo do navio.
Por causa do calor a bordo, o senhor Chapman e a sua esposa tiveram que fazer turnos para fornecer os compartimentos de gelo que foram construidos nas caixas metálicas e embrulharam-nas com toalhas frias. Mesmo que as caixas funcionassem como frigoríficos improvisados, os animais chegavam a desfalecer na passagem pelo Equador
A 22 de fevereiro de 1923 chegaram a San Pedro com 12 chinchilas (4 fêmeas e 7 machos), sendo que apresentavam algumas falhas na pelagem. Ele manteve os animais abrigados em sua casa até que a pelagem voltasse ao normal. Um dos adultos tinha morrido mas 2 crias tinham nascido durante a viagem. As 12 chinchilas ficaram em Los Angeles até que a primeira Quinta de Criação de Chinchilas fosse construida. No entanto alguns problemas atrapalharam os planos do senhor Chapman: o roubo de algumas chinchilas, que acabaram por morrer quando foram enviadas para a europa e a contaminação da nascente de água que era fornecida aos animais, atrasaram e tornaram mais complicados os planos.
Em 1926, os animais foram levados para Inglewood. Chapman havia estudado uns edifícios inovadores na sua construção e na sua qualidade. Tanto o edifício principal como as gaiolas e até as caixas-ninho foram isoladas de maneira a que os animais se sentissem como no seu habitat natural. A idéia não apontava para o lucro mas sim para o sucesso da criação destes animais em cativeiro. Graças a todos estes cuidados as chinchilas proliferaram. Em Inglewood, Chapman possuia vários colaboradores em seu empreendimento. Sua criação constava de mais de 2000 animais, vários criadores associados e um local de 21 compartimentos, onde se encontravam desde seu escritório até um centro veterinário especializado em chinchilas.
Anos depois da morte de Chapman, em 28 de dezembro de 1934, a criação passou às mãos de seu filho: Reginald Chapman. Os animais foram vendidos aos poucos, até que em 1970, os últimos 1000 foram entregues e o empreendimento a que Chapman tanto se dedicou, foi encerrado.
Mais alguns exemplares foram trazidos do habitat natural para cruzamentos. De qualquer maneira, todas as chinchilas são, de alguma maneira, descendentes do grupo original, de 11 elementos, trazidos pelo senhor Chapman.
A chinchila de cauda curta, Chinchilla brevicauda, encontra-se em perigo de estinção no seu habitat natural (a cadeia montanhosa dos Andes do Peru, Bolivia, Chile e Argentina). A nossa muito conhecida chinchila de cauda longa, Chinchilla lanigera, que é a utilizada como animal de estimação e como produtores de pêlo, também se encontra em perigo de estinção e já se pensou que estivesse completamente extinta no seu habitat natural (os sopés dos Andes Chilenos). A razão destes animais estarem em perigo de estinção é a caça em massa devido à qualidade da sua pele. A chinchila é o animal mais fofo do mundo e o animal com mais pêlos por centímetro quadrado de pele.
Entre 1895 e 1921 mais de 3 milhões de chinchilas foram mortas por causa da sua pele e uma pequena quantidade de animais foram capturados e exportados do Chile. Supõe-se que mais de 21 milhões de chinchilas foram capturadas da natureza entre 1840 e 1916 e só uma fração mínima desse número foi exportada viva em 1996.
Durante a década de 70, foram descobertas Chinchilla lanigera em Coquimbo, no Chile e nos anos 80 foram encontradas as últimas chinchilas da região de Illapel, Chile. Foram então efetuadas séries de estudos nas populações selvagens destes roedores com o objetivo de tentar perceber estes animais, o seu habitat e as razões que os continuam a levar ao declínio. Em 1984 foi declarada uma zona de proteção chamada "Reserva Nacional Las Chinchilas" na região de Aucó, na IV Região do Chile.Cerca de metade da população selvagem de chinchilas existente está localizada nesta região. Cerca de 5000 individuos habitam uma área não protegida da província de Coquimbo. A caça exagerada reduziu grandemente o número de chinchilas no seu habitat natural. Hoje a sua caça é proibida e a chinchila faz parte dos animais protegidos pelo CITES (Convenção Internacional de Comércio e Transporte de Espécies Ameaçadas).
Em 1957, Dr. Juan Grau, cientista chileno, que muito tem lutado pela preservação das chinchilas fundou o criatório experimental "Dañemanque", inicialmente com chinchilas selvagens. Os animais nascidos lá foram libertados, de forma controlada, a partir de 1982, no Parque Nacional Fray Jorge, IV Região do Chile. Graças a este cientista, as áreas de preservação hoje existentes foram criadas.
Tamanho: Atinge até 25 centímetros, sem a cauda.
Longevidade: De 10 a 12 anos.
Fórmula dentária: I 2/2; C 0/0; PM 0/0; M 4/4.
Algumas características anatomofisiológicas: Os dentes incisivos crescem muito rapidamente sendo que, em média, os dentes incisivos superiores crescem 5,85 centímetros ao ano e os dentes incisivos inferiores crescem por volta de 7,9 centímetros ao ano. O desgaste dos denstes incisivos gira em torno de 5,825 centímetros ao ano para os dentes incisivos superiores e 8,3 centímetros ao ano para os dentes incisivos inferiores.
Possuem 6 papilas mamárias. Seus pêlos possuem comprimento girando entre 2,5 e 3,2 centímetros. Possuem fortes patas, o que lhe confere grande agilidade para correr e escapar de seus predadores. Seu pêlo solta-se facilmente quando são seguradas pelo corpo, o que funciona como uma forma de defesa contra predadores.
Possuem 5 dedos nos membros torácicos e 4 dedos nos membros pélvicos. Nas fêmeas além de ser possível observar o ânus e a vagina, pode-se observar a presença de uma estrutura piramidal, que pode confundir os iniciantes, com o pênis (que é bem maior). Essa estrutura é chamada de papila uretral ou urinária. Possuem útero duplex, ou seja, possuem uma vagina que se divide em 2 úteros.
Pelagem: O pêlo é macio e sedoso. A cor natural das chinchilas é de um cinzento azulado. No entanto, existem agora no mercado uma grande variedade de cores: preto, castanho, mosaico, branco, bege e muitos tons intermediários. Na natureza, a densificação de sua pele se dá em junho, mas hoje pode-se observar tal fenômeno ocorrendo em novembro em países fora da América do Sul, o que mostra sua grande capacidade de adaptação. Aqui estão algumas cores:
- Cinzento standard: É a cor original ddas chinchilas. É a cor mais comum que pode ir do cinzento mais claro até ao muito escuro. Tem olhos negros e orelhas cinzentas, as patas são quase pretas e a barriga é cinza muito claro, quase branco. Uma chinchila cinzenta com a barriga preta é portadora do gene para ébano;
- Ébano: É uma mutação fácil de reconheecer pois uma chinchila ébano é totalmente preta (olhos, orelhas, patas e todo o pêlo, incluindo a barriga). Qualquer cor que tenha a barriga negra, diz-se que é portadora do fator ébano. Aquele que quiser ter uma chinchila desta cor, deve estar preparado para gastar mais dinheiro, pois estas são umas das mais raras;
- Branco Wilson: Foi a primeira mutaçãoo importante a aparecer que causou sensação. Em 1955, num rancho do estado de Carolina do Norte, nos Estados Unidos da América, apareceu o primeiro exemplar branco, um macho, criado pelo senhor Wilson (daí o nome branco Wilson). De uma chinchila branca, podem aparecer outras mutações que se resumem à maior ou maior existencia de pêlos cinzentos misturados com os brancos. As chinchilas mosaico são brancas com machas cinza e as prateadas têm uma mistura homogénea de pelos brancos e cinzentos, dando-lhes o aspecto prateado. Estas chinchilas têm os olhos pretos, as orelhas cinzento claro e todo o corpo incluíndo as patas, da cor branca (com mais ou menos cinzento nos casos mosaico e prateado). Todas estas variações de branco não podem ser reproduzidas entre si devido à existência do gene letal;
- Branco/rosa: Parecida com o branco accima mencionado, mas com a particularidade de terem os olhos e orelhas vermelhos. Podem ocorrer casos em que podem aparecer manchas bege muito claro no branco, e nesse caso é chamado de mosaico dourado. Tal como os vermelhos anteriores, a reprodução entre dois indíviduos de cor branca ou derivados é impossível;
- Bege heterozigoto: Foi outra mutação importante que apareceu pela primeira vez em setembro de 1955 num rancho de Oregon, nos Estados unidos da América. O pêlo é de um creme brilhante, com olhos vermelhos, orelhas cor-de-rosa e patas e barriga brancas;
- Bege homozigoto: muito semelhante ao bege heterozigótico, mas com um pêlo mais brilhante e com a cor dos olhos de um rosa pálido com a íris branca. Note-se que o bege homozigótico tem 2 genes dominantes, ao contrário do heterozigótico que tem 1 dominante e um recessivo (veja adiante). Esta mutação bege é mais rara que a anterior;
Existem ainda outras mutações recessivas que são muito raras e que aparecem de vez em quando:
- Bronze (Tan): Resultado de um ébano ccom um bege. É todo da mesma cor, mas em vez de negro como o ébano é todo castanho escuro. Olhos, orelas e patas cor-de-rosa;
- Safira: De um tom cinzento azulado esscuro;
- Violeta: Nascidas pela primeira vez eem 1960 em Rodésia, África. Com um cinza muito claro misturado com púrpura também muito claro com a barriga branca;
- Veludo preto: Bob Gunning, um agriculltor do estado do Washington nos Estados Unidos da América, possuía, no ano de 1956, uma chinchila cinzenta muito estranha, com umas manchas mais negras ao redor das dos olhos e na boca. Após varias criações conseguiu aumentar a cor negra para toda a face e depois para a cabeça e costas. A esta nova mutação de cor, deu-se o nome de Gunning Black, mais conhecida por black velvet (veludo negro). A cor é negra nas costas e cabeça tornando-se gradualmente mais clara até o cinzento claro na barriga. Os olhos são negros e as orelhas são cinzentas. Não se deve reproduzir duas chinchilas veludo preto porque a cor é incompatível genéticamente originando animais deficientes ou que nascem mortos (devido a 1 gene letal);
- Veludo castanho (toque de veludo): O resultado do cruzamento de um veludo preto com um bege. Uma mutação que provavelmente apareceu no mesmo ano que os black velvet. É uma chinchila que pode ir do castanho claro (violeta) até ao castanho escuro. É também caracterizado pelos olhos vermelho escuros e pelas orelhas cor-de-rosa. Tal como os pretos e os brancos, também não é possível obter crias saudáveis com um casal veludo castanho devido ao gene letal.
Tudo leva a crer que as chinchilas veludo são muito diferentes das chinchilas comuns. Não muito diferentes, mas com particularidades interessantes.
O que levou o senhor José Santos a investigar estas diferenças foi uma observação num livro antigo brasileiro que mencionava o fato de que as chinchilas veludo preto eram muito mais espertas do que as cinzento standard, conseguindo escapar muito mais facilmente das gaiolas do que as suas parentes.
Depois de ter falado com diversos criadores que possuem chinchilas veludo preto nos seus grupos reprodutivos, verificou que, apesar de não ter sido alvo de algum estudo científico, e por isso nada provado, existem algumas diferenças significativas nas chinchilas veludo.
Na pelagem, nota-se facilmente que o pêlo de uma chinchila veludo é mais espesso, até lanozo. O que caracteriza as chinchilas veludo, tanto nas pretas como nas castanhas é a particularidade da cor mais escura descer pelas patas abaixo como que a formar uma meia sobre a cor mais clara. Por exemplo no veludo preto, o preto desce pela perna até à pata como uma polaina escura sobrepondo-se à pata cinzenta.
Uma outra diferença, que talvez venha em concordância com a maior esperteza focada no livro brasileiro, é que as chinchilas veludo são mais emotivas e sociáveis, tanto com os humanos como com as outras chinchilas. Muito criadores acham-nas muito temperamentais.
Mas as maiores diferenças notadas pelos criadores são no aspécto reprodutivo. Muitos dos criadores que têm chinchilas veludos notam que estas atingem a maturidade sexual muito mais tarde do que as outras chinchilas. Fato este especialmente notado nas fêmeas que muitas vezes têm a primeira ninhada aos 2 anos de idade, quando uma chinchila standard pode ter crias a partir dos 7 ou 8 meses de idade (prática não recomendável ). Outras das diferenças notadas são que as ninhadas são mais pequenas e que as crias nascem muito mais fracas. A taxa de mortalidade das crias veludo na primeira semana é maior do que no resto das chinchilas, especialmente na primeira ninhada o criador deve de estar muito atento às crias e à mãe.
As machas pretas e castanhas nas crias só aparecem perto do segundo mês de idade. As crias veludo preto nascem cinzentas como as cinzento standard e as veludo castanho nascem como os beges heterozigotos.
Cuidados: As chinchilas são animais excelentes para crianças, mas são delicados. Deve-se supervisionar o animal quando uma criança muito pequena brincar com a chinchila para evitar acidentes.
É muito importante deixar as chinchilas saírem diariamente da gaiola para passear, quanto mais tempo melhor. Por vários motivos: primeiro porque elas têm que se exercitar para se manterem saudáveis; segundo porque é nessa hora que o dono consegue interagir e conquistar a confiança da chinchila, que é desconfiada por natureza. Quanto mais tempo o criador puder passar com sua chinchila, solta, mais confiante ela vai se sentir em sua presença e se tornar um animal mais dócil. Não se deve deixar as chinchilas saírem para exercitar-se quando a temperatura for elevada, pois isso contradiz suas adaptações fisiológicas para baixas temperaturas.
O mais importante, é que o local escolhido para o passeio seja à prova de chinchilas, ou seja, sem fios elétricos, sem água (vasos sanitários sempre fechados), apresente os pequenos orifícios fechados, etc. Também é muito importante nunca deixar as chinchilas soltas sem supervisão, mesmo que seja por pouco tempo, ou as chances de acontecer um acidente são grandes.
As chinchilas gostam ter uma rotina bem definida, ou seja, ter horário certo para tudo (comer, passear, dormir, etc.). Como são animais de hábitos noturnos, deve-se evitar importuná-los durante o dia para que possam descansar. Em pouco tempo as chinchilas se acostumam com a rotina que lhes for imposta, mas uma vez estabelecida, deve-se procurar mantê-la.
É fundamental observar cuidadosamente as fezes, todos os dias. Elas devem ser abundantes e secas. Deve-se fornecer água fresca e filtrada à vontade para evitar desidratação.
As chinchilas precisam de um banho diário para manter o pêlo sedoso (especialmente em localidades úmidas), brilhante, mas sem o uso de água. Por isso, deve-se colocar nas banheiras cerca de 10 colheres (sopa) de carbonato de cálcio. O produto é um pó bem fino, que tira a sujeira e oleosidade do pêlo. É preciso trocar perodicamente (uma vez por semana é suficiente). É necessário ter o cuidado de observar se a chinchila não urinou dentro da banheira. Não deve-se oferecer areia ou talco para ela tomar banho. É aconselhável utilizar o produto específco para isso. O clima quente e úmido pode favorecer o desenvolvimento de fungos. Nunca se deve molhar a chinchila.
Os dentes das chinchilas crescem o tempo todo, então é preciso gastá-los. Deve-se colocar dentro da gaiola a casca de um côco (somente a casca) para que ela possa roer. Alguns tipos de madeira também podem ser colocados, mas é difícil encontrar madeiras sem tratamento com inseticidas.
Atenção: Não são todos os tipos de madeira que a chinchila pode roer. Deve-se consultar um criador, um Médico Veterinário ou um Zootecnista para maiores informações.
Dimorfismo sexual: Abaixo estão duas fotografias que podem ser de grande ajuda para os iniciantes.
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Viveiro: É preciso fornecer um local adequado para a chinchila, isto é, uma gaiola espaçosa, que fique em um lugar arejado e seco (onde não bata sol), e que tenha uma temperatura adequada. A temperatura ideal para as chinchilas é de 18 a 22 °C. Como elas não toleram temperaturas muito altas, deve-se colocar um ventilador ou, se possível, um ar-condicionado nos dias mais quentes, temperaturas acima de 30 °C podem ser fatais. Deve-se procurar mantê-las em ambiente refrigerado. Somente ventiladores não funcionam, pois elas não transpiram abundantemente.
Deve-se evitar expor a chinchila a luz solar. Deve-se utilizar gaiolas com bandejas para serragem (não aquelas com o fundo aramado). Há evidências de que animais que ficam em gaiolas sem bandejas para serragem apresentam grande estresse. É comum, nestes casos, que a chinchila comece a roer o próprio pêlo (é chamado de tricofagia).
Deve-se manter a gaiola e todos os acessórios sempre em perfeitas condições de higiene. Uma vez por semana, deve-se fazer a limpeza de tudo: retirar a bandeja da gaiola e os acessóros (comedouro, toca, etc) para lavar, de preferência com sabão neutro ou uma solução antisséptica, trocar a serragem (não se deve comprar serragem de serralherias, elas contém inseticidas para cupins que matam a chinchila; deve-se dar preferência à serragem específica).
Deve-se fazer periodicamente a limpeza dos comedouros e bebedouros. Não se deve deixar acumular alfafa úmida para que não haja diarréias. É preciso lavar bem o bebedouro com água quente (não se deve usar sabões ou detergentes no bebedouro). Deve-se remover a ração diariamente. Não se deve deixar restos de ração, alfafa, ou qualquer outro alimento no comedouro dee um dia para outro. Quando houver sobras, é preciso retirar e fornecer nova ração. Deve-se acondicionar a ração e outros alimentos em lugar fresco e arejado e fique atento para ver se não estão mofados.