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Joel S. Goldsmith foi um grande homem. Com sua íntima vivência na sabedoria do
Universo, ele praticava Logoterapia e ajudava muitas pessoas, canalizando curas
ao redor do globo.
Em seu livro "A Arte de Curar pelo Espírito" (Editora Martin Claret), Goldsmith
faz um pensamento sobre os dizeres do Mestre: "Amai-vos uns aos outros". O
texto, aparentemente simples de ser entendido e até contraditório às palavras do
Mestre, esconde o seu verdadeiro significado e mostra-se verdadeiro.
Fala Goldsmith:
Há diversos anos, em tempo de grande desespero, me veio o pensamento que eu
devia amar os que me odeiam e que deveria pagar ingratidão com amor; e minha
resposta foi esta: "Meu Pai, tal coisa me é impossível! Não sei como realizar
tal coisa. Posso, sim, fingir e dizer que amo aqueles que me condenam e odeiam,
combatem e maldizem - mas devo confessar sinceramente que não os amo; não sou
capaz de amá-los. Verdade é que não os odeio, porque compreendo a sua
mentalidade, que não lhes levo a mal.
Se eu não possuísse um pouco de compreensão por teu ilimitado amor, seria bem
capaz de fazer o mesmo que eles fazem, se estivesse em seu lugar; assim, porém,
não sinto vontade de os condenar, julgar e criticar. Até sou capaz de dizer:
"Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem" - mas isto de amá-los? Não, devo
confessar sinceramente que não os amo. Isto me é impossível. Mas, homens, então,
Pai, ama-os Tu através de mim. Se assim puder ser, seja feito assim; mas não
exijas de mim que eu ame esses homens, porque isto transcende a minha força".

Extraído de: "A Arte de Curar pelo
Espírito", Joel Goldsmith, Editora Martin Claret.
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