Introdu��o ] P�gina Superior ] Aterosclerose ] I Hipertens�o Arterial ] II Colesterol ] III Tabaco ] IV Diabetes ] V Obesidade ] [ VI Stress ] VII Sedentarismo ] VIII Alcoolismo ] IX Hereditariedade ] X Menopausa ] Consulta Externa ]

 

Preven��o Vascular

 

VI - STRESS

 

 

Por vezes acontece

ver-se um homem, sem querer, com os l�bios apertados,

e uma l�mina ba�a e agreste, que endurece

a luz dos olhos em bisel cortados.

Parece ent�o que o cora��o estremece.

Mas n�o.

Sabe-se, e muito bem, com fundamento pr�tico,

que esse vento que sopra e que ateia os inc�ndios,

� coisa do simp�tico.

Vem tudo nos comp�ndios.

Ant�nio Gede�o

 

 

Vem nos comp�ndios e � uma situa��o a que dificilmente se pode, fugir, que ningu�m pode controlar. � "psicossom�tico". Se � verdade que este termo s� nos foi oferecido, em 1818, por Heinroth, para explicar que "corpo e psique n�o s�o sen�o dois aspectos da mesma coisa, que aparece exteriormente como corpo e interiormente como psique e que estes dois aspectos do eu n�o s�o divis�veis", a problem�tica da influ�ncia da mente no corpo j� era, na Antiguidade, teorizada por Arist�teles: "alma e corpo, tal como me parece, s�o afectados um pelo outro; por um lado qualquer altera��o no estado da a1ma, produz uma altera��o na forma do corpo e altera��es na forma do corpo produzem altera��es no estado da alma".Vem nos comp�ndios e � uma situa��o a que dificilmente se pode, fugir, que ningu�m pode controlar. � "psicossom�tico". Se � verdade que este termo s� nos foi oferecido, em 1818, por Heinroth, para explicar que "corpo e psique n�o s�o sen�o dois aspectos da mesma coisa, que aparece exteriormente como corpo e interiormente como psique e que estes dois aspectos do eu n�o s�o divis�veis", a problem�tica da influ�ncia da mente no corpo j� era, na Antiguidade, teorizada por Arist�teles: "alma e corpo, tal como me parece, s�o afectados um pelo outro; por um lado qualquer altera��o no estado da a1ma, produz uma altera��o na forma do corpo e altera��es na forma do corpo produzem altera��es no estado da alma".

Os factores psicol�gicos podem, de facto, diminuir ou exacerbar a sintomatologia f�sica tal como a doen�a f�sica influencia o funcionamento ps�quico, dando origem a in�meras doen�as psicossom�ticas: No aparelho digestivo, a �lcera gastroduodenal surge quando a pessoa n�o pode suportar mais a tens�o que a obriga a lutar e a competir; tamb�m o in�cio da exacerba��o da colite ulcerosa est� habitualmente relacionado com uma amea�a ou dificuldades na rela��o com pessoas significativas ou ent�o um grande receio de ser privado da seguran�a interior; as "dores de barriga dos exames" s�o o resultado do aumento do peristaltismo e diarreia da crise de ansiedade. No aparelho respirat�rio demonstrou-se que uma crise de asma br�nquica pode ser desencadeada por um estado de tens�o, ou reac��o de c�lera ou de medo e a tuberculose pulmonar � muitas vezes precedida dum per�odo de luta contra a depress�o. No aparelho locomotor, exactamente na artrite reumat�ide, encontramos doentes, "tiranos cheios de boas inten��es", com uma personalidade de tend�ncia agressiva, procurando dominar os que est�o � volta e com tra�os marcados obcessivo-compulsivos. As alergias, eczemas, psor�ase, pelada, diabetes e hipertireoidismo, perturba��es da menstrua��o, s�ndromas ginecol�gicos dolorosos, perturba��es da fun��o reprodutora, aspectos psicol�gicos e psicopatol�gicos do controlo da fecundidade e aspectos somatops�quicos da cirurgia ginecol�gica, s�o outras tantas situa��es em que a Medicina psicossom�tica se reveste da maior import�ncia. No aparelho cardiovascular, o cora��o, simbolicamente a sede dos afectos, � talvez o �rg�o com mais investimento ps�quico e por isso S�o frequentes as altera��es funcionais a seu n�vel.Os factores psicol�gicos podem, de facto, diminuir ou exacerbar a sintomatologia f�sica tal como a doen�a f�sica influencia o funcionamento ps�quico, dando origem a in�meras doen�as psicossom�ticas: No aparelho digestivo, a �lcera gastroduodenal surge quando a pessoa n�o pode suportar mais a tens�o que a obriga a lutar e a competir; tamb�m o in�cio da exacerba��o da colite ulcerosa est� habitualmente relacionado com uma amea�a ou dificuldades na rela��o com pessoas significativas ou ent�o um grande receio de ser privado da seguran�a interior; as "dores de barriga dos exames" s�o o resultado do aumento do peristaltismo e diarreia da crise de ansiedade. No aparelho respirat�rio demonstrou-se que uma crise de asma br�nquica pode ser desencadeada por um estado de tens�o, ou reac��o de c�lera ou de medo e a tuberculose pulmonar � muitas vezes precedida dum per�odo de luta contra a depress�o. No aparelho locomotor, exactamente na artrite reumat�ide, encontramos doentes, "tiranos cheios de boas inten��es", com uma personalidade de tend�ncia agressiva, procurando dominar os que est�o � volta e com tra�os marcados obcessivo-compulsivos. As alergias, eczemas, psor�ase, pelada, diabetes e hipertireoidismo, perturba��es da menstrua��o, s�ndromas ginecol�gicos dolorosos, perturba��es da fun��o reprodutora, aspectos psicol�gicos e psicopatol�gicos do controlo da fecundidade e aspectos somatops�quicos da cirurgia ginecol�gica, s�o outras tantas situa��es em que a Medicina psicossom�tica se reveste da maior import�ncia. No aparelho cardiovascular, o cora��o, simbolicamente a sede dos afectos, � talvez o �rg�o com mais investimento ps�quico e por isso S�o frequentes as altera��es funcionais a seu n�vel.

Vive-se hoje, cada vez mais, sob press�o, raz�o porque o stress se tornou a doen�a da "moda". O mal estar psicol�gico, a doen�a f�sica, o comportamento inadequado, tudo � hoje explicado pelo stress. s� que quando se pretende abordar o tema duma forma rigorosa e cient�fica debatemo-nos com a grande dificuldade de conseguir uma defini��o adequada do conceito. O termo stress existe desde o s�culo XV e come�ou por ser usado no sentido de press�o ou constri��o f�sica aplicada tanto a subst�ncias inorg�nicas, como ao corpo humano. Aproximadamente em 1704 esse termo passou a descrever revezes, tens�es ou adversidades, press�o sobre uma pessoa. Por volta de meados do s�culo XIX, a no��o de stress foi alargada, passando a ser entendido como press�es sobre um �rg�o corporal ou sobre o poder da mente, ou seja, abrangendo a pessoa tanto sob o ponto de vista f�sico como ps�quico. No come�o deste s�culo foi real�ada a import�ncia do sistema nervoso vegetativo durante o stress, descrevendo-se a reac��o de emerg�ncia em que a sobreviv�nda do organismo � garantida pelo princ�pio da luta ou fuga: em caso de extremo perigo, o organismo ou confronta o perigo, ou foge. Em meados dos anos 30 foi considerado o stress, n�o como a presen�a de um agente ou de uma for�a, mas sim a resposta do pr�prio organismo a qualquer press�o. H� menos de meio s�culo foi identificado um conjunto t�pico de respostas do organismo perante o stress, denominado s�ndroma geral de adapta��o. Este � constitu�do por 3 est�dios: 1. Reac��o de alarme, que se inicia na presen�a de um agente indutor do stress; 2. Est�dio de resist�ncia, se o agente de stress, que iniciou a reac��o de alarme, persiste; 3. Fase de exaust�o, onde o corpo mais uma vez manifesta sintomas parecidos com os da reac��o de alarme, podendo constituir-se o que � usualmente denominando por doen�as de adapta��o.Vive-se hoje, cada vez mais, sob press�o, raz�o porque o stress se tornou a doen�a da "moda". O mal estar psicol�gico, a doen�a f�sica, o comportamento inadequado, tudo � hoje explicado pelo stress. s� que quando se pretende abordar o tema duma forma rigorosa e cient�fica debatemo-nos com a grande dificuldade de conseguir uma defini��o adequada do conceito. O termo stress existe desde o s�culo XV e come�ou por ser usado no sentido de press�o ou constri��o f�sica aplicada tanto a subst�ncias inorg�nicas, como ao corpo humano. Aproximadamente em 1704 esse termo passou a descrever revezes, tens�es ou adversidades, press�o sobre uma pessoa. Por volta de meados do s�culo XIX, a no��o de stress foi alargada, passando a ser entendido como press�es sobre um �rg�o corporal ou sobre o poder da mente, ou seja, abrangendo a pessoa tanto sob o ponto de vista f�sico como ps�quico. No come�o deste s�culo foi real�ada a import�ncia do sistema nervoso vegetativo durante o stress, descrevendo-se a reac��o de emerg�ncia em que a sobreviv�nda do organismo � garantida pelo princ�pio da luta ou fuga: em caso de extremo perigo, o organismo ou confronta o perigo, ou foge. Em meados dos anos 30 foi considerado o stress, n�o como a presen�a de um agente ou de uma for�a, mas sim a resposta do pr�prio organismo a qualquer press�o. H� menos de meio s�culo foi identificado um conjunto t�pico de respostas do organismo perante o stress, denominado s�ndroma geral de adapta��o. Este � constitu�do por 3 est�dios: 1. Reac��o de alarme, que se inicia na presen�a de um agente indutor do stress; 2. Est�dio de resist�ncia, se o agente de stress, que iniciou a reac��o de alarme, persiste; 3. Fase de exaust�o, onde o corpo mais uma vez manifesta sintomas parecidos com os da reac��o de alarme, podendo constituir-se o que � usualmente denominando por doen�as de adapta��o.

Stress

No tocante �s doen�as cardiovasculares, tem sido observado em alguns estudos que certos factores de risco, nomeadamente o aumento do colesterol, a tens�o arterial elevada e o tabagismo, considerados isoladamente, possuem um reduzido valor preditivo, n�o estando a sua presen�a frequentemente associada a uma maior incid�ncia de coronariopatia. Isso leva-nos a pensar que, para al�m dos factores de risco convencionais, poder�o existir outros ligados a situa��es emocionais ou � personalidade, ao stress psicossocial e a acontecimentos da vida. N�o s� os m�dicos, mas a popula��o em geral, est�o cientes da import�ncia que o stress pode ter como um problema social.No tocante �s doen�as cardiovasculares, tem sido observado em alguns estudos que certos factores de risco, nomeadamente o aumento do colesterol, a tens�o arterial elevada e o tabagismo, considerados isoladamente, possuem um reduzido valor preditivo, n�o estando a sua presen�a frequentemente associada a uma maior incid�ncia de coronariopatia. Isso leva-nos a pensar que, para al�m dos factores de risco convencionais, poder�o existir outros ligados a situa��es emocionais ou � personalidade, ao stress psicossocial e a acontecimentos da vida. N�o s� os m�dicos, mas a popula��o em geral, est�o cientes da import�ncia que o stress pode ter como um problema social.

Em cardiologia preventiva �, ent�o, fundamental ter em conta que o stress pode interactuar de maneira significativa com os tradicionais factores de risco cardiovascular:Em cardiologia preventiva �, ent�o, fundamental ter em conta que o stress pode interactuar de maneira significativa com os tradicionais factores de risco cardiovascular:

Com a diabetes - os indiv�duos diab�ticos podem, por stress, prejudicar um controlo anteriormente adequado da sua glicemia.Com a diabetes - os indiv�duos diab�ticos podem, por stress, prejudicar um controlo anteriormente adequado da sua glicemia.

Com o sedentarismo - as pessoas muito ocupadas deixam de fazer exerc�cio, por falta de tempo ou por se sentirem fatigadas para o fazerem.Com o sedentarismo - as pessoas muito ocupadas deixam de fazer exerc�cio, por falta de tempo ou por se sentirem fatigadas para o fazerem.

Com o alcoolismo - para os psicanalistas o �lcool � manifesta��o de um conflito n�o resolvido, tornado agente habitual de redu��o da tens�o e ansiedade, da produ��o de al�vio e bem estar.Com o alcoolismo - para os psicanalistas o �lcool � manifesta��o de um conflito n�o resolvido, tornado agente habitual de redu��o da tens�o e ansiedade, da produ��o de al�vio e bem estar.

Com a obesidade - o excesso alimentar constitui, muitas vezes, uma t�cnica para dominar as situa��es de stress, e o apetite parece ser influenciado por situa��es emocionais. A m� alimenta��o, o sedentarismo e o stress desencadeiam, nos indiv�duos predispostos, a obesidade.Com a obesidade - o excesso alimentar constitui, muitas vezes, uma t�cnica para dominar as situa��es de stress, e o apetite parece ser influenciado por situa��es emocionais. A m� alimenta��o, o sedentarismo e o stress desencadeiam, nos indiv�duos predispostos, a obesidade.

Com o colesterol - os indiv�duos sob stress podem comer mais ou manifestar altera��es dos seus h�bitos diet�ticos que conduzam ao aumento do colesterol.Com o colesterol - os indiv�duos sob stress podem comer mais ou manifestar altera��es dos seus h�bitos diet�ticos que conduzam ao aumento do colesterol.

Com o tabaco - as pessoas sujeitas a stress podem passar a fumar mais, elevando os n�veis plasm�ticos de carboxihemoglobina; a decis�o de fumar pode ser determinada por reac��o do stress; os que param de fumar referem, frequentemente, que arranjaram novas t�cnicas de dom�nio pessoal.Com o tabaco - as pessoas sujeitas a stress podem passar a fumar mais, elevando os n�veis plasm�ticos de carboxihemoglobina; a decis�o de fumar pode ser determinada por reac��o do stress; os que param de fumar referem, frequentemente, que arranjaram novas t�cnicas de dom�nio pessoal.

Com a hipertens�o - v�rios elementos emocionais concorrem para a g�nese da hipertens�o: vida agitada, tens�es prolongadas, subordina��o aos ideais superficiais da sociedade industrializada, maior efici�ncia, maior �xito e mais poder... realidade da vida de todos os dias.Com a hipertens�o - v�rios elementos emocionais concorrem para a g�nese da hipertens�o: vida agitada, tens�es prolongadas, subordina��o aos ideais superficiais da sociedade industrializada, maior efici�ncia, maior �xito e mais poder... realidade da vida de todos os dias.

Pela pr�tica cl�nica, os m�dicos sempre suspeitaram de que, nos doentes com enfarte de mioc�rdio, existiam caracter�sticas emotivas e cognitivas, tal como uma tend�ncia para envolvimento emocional na vida profissional, ou na forma de entender as situa��es, com uma agressividade reprimida, constante. Tal suspeita tomou foros de certeza s� h� pouco mais de 15 anos quando se descobriu que a doen�a coron�ria se encontra associada, com uma frequ�ncia particularmente elevada, a um conjunto espec�fico de tra�os emocionais cognitivos e comportamentais, definido como "tipo A", diferente do seu oposto, "tipo B", que possui baixo risco de coronariopatia.Pela pr�tica cl�nica, os m�dicos sempre suspeitaram de que, nos doentes com enfarte de mioc�rdio, existiam caracter�sticas emotivas e cognitivas, tal como uma tend�ncia para envolvimento emocional na vida profissional, ou na forma de entender as situa��es, com uma agressividade reprimida, constante. Tal suspeita tomou foros de certeza s� h� pouco mais de 15 anos quando se descobriu que a doen�a coron�ria se encontra associada, com uma frequ�ncia particularmente elevada, a um conjunto espec�fico de tra�os emocionais cognitivos e comportamentais, definido como "tipo A", diferente do seu oposto, "tipo B", que possui baixo risco de coronariopatia.

Ilustração de Jorge R. SilvaO Ilustração de Jorge R. SilvaO "tipo A" poder� definir-se como "um complexo comportamental-emotivo, manifesto ou latente, num indiv�duo que se encontra empenhado numa luta permanente e excessiva para obter um n�mero ilimitado de coisas no mais breve per�odo de tempo poss�vel, contra os esfor�os e resist�ncias das pessoas e situa��es que o rodeiam".

Os tra�os mais caracter�sticos do "tipo A" s�o a competitividade acentuada, a agressividade constante, a impaci�ncia, a intoler�ncia, a necessidade de exercer um dom�nio total e permanente sobre o meio ambiente e, em especial, a sensa��o de urg�ncia, como press�o constante.Os tra�os mais caracter�sticos do "tipo A" s�o a competitividade acentuada, a agressividade constante, a impaci�ncia, a intoler�ncia, a necessidade de exercer um dom�nio total e permanente sobre o meio ambiente e, em especial, a sensa��o de urg�ncia, como press�o constante.

EEstes tra�os emotivo-comportamentais est�o presentes, de forma cr�nica, em todas as actividades da vida, embora tendam a manifestar-se com maior evid�ncia no decurso da actividade profissional. Deste modo o "tipo A" recebe, do meio ambiente em que se encontra, est�mulos cont�nuos para manter a mesma forma de comportamento, podendo afirmar-se que, se bem que potencialmente pr�-determinado, o "tipo A" se manifesta dum modo mais ou menos prim�rio em rela��o aos tipos de interac��es em que se v� envolvido. Entre o "tipo A" e a coronariopatia existe uma rela��o altamente significativa tanto mais estreita quanto mais caracter�stico � o "tipo A" e duas vezes mais elevada do que no "tipo B".

Uma das caracter�sticas do "tipo A" consiste na presen�a duma situa��o cr�nica de tra�os comportamentais, habitualmente descritos como hostilidade, c�lera e agressividade que desempenham um papel importante na patologia cardiovascular.

A evid�ncia cl�nica parece demonstrar que o acidente coron�rio se seguem per�odos repetidos de stress ou acontecimentos de particular impacto emocional. H� uma incid�ncia bastante elevada de acontecimentos causadores de stress, do tipo emocional, imediatamente antes do aparecimento da coronariopatia, quer inerentes � vida profissional - despedimento, reforma ou conflitos agudos no trabalho - quer � vida pessoal - perdas, separa��es, mortes ou diverg�ncias familiares agudas -.

As situa��es de stress emocional prolongado (stress cr�nico) parecem desempenhar uma ac��o mais importante do que os acontecimentos isolados. H� uma influ�ncia dominante das frustra��es cr�nicas de tipo profissional - conflitos com colegas ou superiores, insatisfa��o cr�nica relativamente �s fun��es, acr�scimo de responsabilidade ou aumento de hor�rio e ritmo de trabalho - e, a n�vel familiar, s�o importantes os conflitos inter-familiares cr�nicos e as perdas; S�o talvez ainda mais interessantes os dados referentes � ac��o somat�ria de diversos factores de stress, em per�odos de tempo prolongado, e sua ac��o de potencializa��o pela presen�a concomitante de situa��es de stress cr�nico. Observa-se com efeito que, quanto mais intensa � a reac��o de stress ao enfarte do mioc�rdio, pior � o progn�stico a curto prazo e provavelmente tamb�m a longo prazo.As situa��es de stress emocional prolongado (stress cr�nico) parecem desempenhar uma ac��o mais importante do que os acontecimentos isolados. H� uma influ�ncia dominante das frustra��es cr�nicas de tipo profissional - conflitos com colegas ou superiores, insatisfa��o cr�nica relativamente �s fun��es, acr�scimo de responsabilidade ou aumento de hor�rio e ritmo de trabalho - e, a n�vel familiar, s�o importantes os conflitos inter-familiares cr�nicos e as perdas; S�o talvez ainda mais interessantes os dados referentes � ac��o somat�ria de diversos factores de stress, em per�odos de tempo prolongado, e sua ac��o de potencializa��o pela presen�a concomitante de situa��es de stress cr�nico. Observa-se com efeito que, quanto mais intensa � a reac��o de stress ao enfarte do mioc�rdio, pior � o progn�stico a curto prazo e provavelmente tamb�m a longo prazo.

O "tipo A" � um indiv�duo predisposto a hiper-reagir no plano psicobiol�gico a factores de stress emocionais de qualquer natureza. Face � configura��o geral do "tipo A", que vive numa situa��o permanente de luta e competi��o, � altamente prov�vel que os factores de stress emocionais, de qualquer tipo, sejam sobretudo apreendidos como sinais de perigo e amea�a que desencadeiem uma resposta adren�rgica. Por sua vez a actividade adren�rgica, frequente e persistente, actua no sistema cardiovascular reduzindo a reserva funcional. Como consequ�ncia directa da activa��o adren�rgica, resultante da amea�a, verifica-se uma subida do colesterol, dos triglicer�deos, dos �cidos gordos, da glicemia, da tens�o arterial e altera��es da agrega��o plaquetar. "tipo A" � um indiv�duo predisposto a hiper-reagir no plano psicobiol�gico a factores de stress emocionais de qualquer natureza. Face � configura��o geral do "tipo A", que vive numa situa��o permanente de luta e competi��o, � altamente prov�vel que os factores de stress emocionais, de qualquer tipo, sejam sobretudo apreendidos como sinais de perigo e amea�a que desencadeiem uma resposta adren�rgica. Por sua vez a actividade adren�rgica, frequente e persistente, actua no sistema cardiovascular reduzindo a reserva funcional. Como consequ�ncia directa da activa��o adren�rgica, resultante da amea�a, verifica-se uma subida do colesterol, dos triglicer�deos, dos �cidos gordos, da glicemia, da tens�o arterial e altera��es da agrega��o plaquetar.

Tanto o diagn�stico como a terap�utica das situa��es a que nos temos vindo a referir obrigam sempre � participa��o do bin�mio doente / fam�lia. A ac��o terap�utica deve incidir de prefer�ncia na preven��o da sa�de e n�o em dar relevo � doen�a.Tanto o diagn�stico como a terap�utica das situa��es a que nos temos vindo a referir obrigam sempre � participa��o do bin�mio doente / fam�lia. A ac��o terap�utica deve incidir de prefer�ncia na preven��o da sa�de e n�o em dar relevo � doen�a.

A terap�utica psicossom�tica, que n�o vamos aqui, naturalmente, escalpelizar, actua a n�vel do sistema nervoso central, modificando as condi��es emocionais ou cognitivas que provocam, mant�m ou favorecem as perturba��es som�ticas ou psicossom�ticas, e inclui f�rmacos, psicoterapia e terap�utica de relaxamento. A psicoterapia que consiste na modifica��o do estado emocional do doente, actuando sobre as suas estruturas cognitivas, n�o � somente o aconselhamento ou aTensão transmiss�o de seguran�a, mas uma t�cnica que implica forma��o e treino. No doente card�aco, uma rela��o psicoterap�utica � extremamente importante para reduzir e controlar o stress emocional resultante da doen�a. As terap�uticas de relaxamento devem ser consideradas como formas de psicoterapia, da qual diferem por tentar o alivio da ansiedade atrav�s do relaxamento dos m�sculos perif�ricos e da melhoria da capacidade de auto-controlo. Quando a ansiedade � preponderante podem prescrever-se medicamentos. Contudo, os doentes ansiosos cr�nicos, cujos sintomas se tornam cada vez mais dif�ceis de tratar, podem beneficiar, em termos de redu��o da necessidade de medica��o e de melhoria da sua sintomatologia, com a participa��o em grupos com actividades dirigidas quer para fins recreativos quer sociais. Igualmente o desporto parece ser uma boa forma de aliviar a tens�o, aumentar o vigor e manipular os sentimentos de agressividade e hostilidade. A tens�o, frustra��es e ansiedade podem tamb�m ser aliviadas pela pr�tica da actividade sexual, desde a masturba��o ao coito. Encorajar os doentes ansiosos a aumentarem a actividade sexual, pode lev�-los a reduzir muito a ingest�o de tranquilizantes. O pr�prio contacto f�sico pode dar mais seguran�a a estes doentes que ficam consideravelmente menos ansiosos depois de serem abra�ados pelo c�njuge ou depois de irem a uma massagem ou a um cabeleireiro. Nunca negue, a um doente ansioso, a esmola duma car�cia, porque o contacto das m�os, efectuado por v�rios tipos de profissionais, desempenha para muita gente um papel significativo na redu��o da ansiedade.A terap�utica psicossom�tica, que n�o vamos aqui, naturalmente, escalpelizar, actua a n�vel do sistema nervoso central, modificando as condi��es emocionais ou cognitivas que provocam, mant�m ou favorecem as perturba��es som�ticas ou psicossom�ticas, e inclui f�rmacos, psicoterapia e terap�utica de relaxamento. A psicoterapia que consiste na modifica��o do estado emocional do doente, actuando sobre as suas estruturas cognitivas, n�o � somente o aconselhamento ou aTensão transmiss�o de seguran�a, mas uma t�cnica que implica forma��o e treino. No doente card�aco, uma rela��o psicoterap�utica � extremamente importante para reduzir e controlar o stress emocional resultante da doen�a. As terap�uticas de relaxamento devem ser consideradas como formas de psicoterapia, da qual diferem por tentar o alivio da ansiedade atrav�s do relaxamento dos m�sculos perif�ricos e da melhoria da capacidade de auto-controlo. Quando a ansiedade � preponderante podem prescrever-se medicamentos. Contudo, os doentes ansiosos cr�nicos, cujos sintomas se tornam cada vez mais dif�ceis de tratar, podem beneficiar, em termos de redu��o da necessidade de medica��o e de melhoria da sua sintomatologia, com a participa��o em grupos com actividades dirigidas quer para fins recreativos quer sociais. Igualmente o desporto parece ser uma boa forma de aliviar a tens�o, aumentar o vigor e manipular os sentimentos de agressividade e hostilidade. A tens�o, frustra��es e ansiedade podem tamb�m ser aliviadas pela pr�tica da actividade sexual, desde a masturba��o ao coito. Encorajar os doentes ansiosos a aumentarem a actividade sexual, pode lev�-los a reduzir muito a ingest�o de tranquilizantes. O pr�prio contacto f�sico pode dar mais seguran�a a estes doentes que ficam consideravelmente menos ansiosos depois de serem abra�ados pelo c�njuge ou depois de irem a uma massagem ou a um cabeleireiro. Nunca negue, a um doente ansioso, a esmola duma car�cia, porque o contacto das m�os, efectuado por v�rios tipos de profissionais, desempenha para muita gente um papel significativo na redu��o da ansiedade.

A terap�utica adjuvante na coronariopatia, tanto na fase aguda como na convalescen�a, faz-se por meios farmacol�gicos, mas a psicoterapia, em termos de t�cnica de "suporte", pode ser bastante �til no doente coron�rio. Por vezes � necess�rio uma interven��o a n�vel familiar.A terap�utica adjuvante na coronariopatia, tanto na fase aguda como na convalescen�a, faz-se por meios farmacol�gicos, mas a psicoterapia, em termos de t�cnica de "suporte", pode ser bastante �til no doente coron�rio. Por vezes � necess�rio uma interven��o a n�vel familiar.

O problema fundamental da preven��o consiste em identificar, na popula��o de risco (idade, sexo, actividade profissional, etc.), os indiv�duos do "tipo A" e tentar modificar os seus esquemas comportamentais. Mas se � f�cil identific�-los, � bastante dif�cil tentar modificar o seu comportamento, porque os indiv�duos do "tipo A" "n�o se consideram doentes", em sentido psicopatol�gico, nem v�m necessidade de terap�uticas psico-biol�gicas de qualquer tipo. H� que fazer a sua abordagem, como preven��o emocional das coronariopatias, em v�rias fases: informa��o, sensibiliza��o, programa��o de mudan�a e refor�o positivo de mudan�a. problema fundamental da preven��o consiste em identificar, na popula��o de risco (idade, sexo, actividade profissional, etc.), os indiv�duos do "tipo A" e tentar modificar os seus esquemas comportamentais. Mas se � f�cil identific�-los, � bastante dif�cil tentar modificar o seu comportamento, porque os indiv�duos do "tipo A" "n�o se consideram doentes", em sentido psicopatol�gico, nem v�m necessidade de terap�uticas psico-biol�gicas de qualquer tipo. H� que fazer a sua abordagem, como preven��o emocional das coronariopatias, em v�rias fases: informa��o, sensibiliza��o, programa��o de mudan�a e refor�o positivo de mudan�a.

Embora n�o havendo a certeza de que a reversibilidade duma situa��o de stress reduza o risco de doen�a coron�ria, mas como parece ser poss�vel alterar certas situa��es facilmente reconhec�veis como resultado de circunst�ncias ocupacionais ou dom�sticas, sempre que se encontrem sinais exteriores de stress, no indiv�duo ou na fam�lia, deve melhorar-se a situa��o pelo aconselhamento, principalmente se estiverem presentes outros factores de risco. Por tal raz�o, face a problema t�o delicado, julgamos pertinentes algumas conclus�es e recomenda��es.Embora n�o havendo a certeza de que a reversibilidade duma situa��o de stress reduza o risco de doen�a coron�ria, mas como parece ser poss�vel alterar certas situa��es facilmente reconhec�veis como resultado de circunst�ncias ocupacionais ou dom�sticas, sempre que se encontrem sinais exteriores de stress, no indiv�duo ou na fam�lia, deve melhorar-se a situa��o pelo aconselhamento, principalmente se estiverem presentes outros factores de risco. Por tal raz�o, face a problema t�o delicado, julgamos pertinentes algumas conclus�es e recomenda��es.

 

Conclus�es:

 

1.    O stress agudo pode, ocasionalmente, em indiv�duos suscept�veis, precipitar um ataque card�aco.

2.    � dif�cil provar que o stress cr�nico contribua para o desenvolvimento da doen�a coron�ria.

3.    O stress pode ser dom�stico ou ocupacional, podendo reflectir a personalidade do indiv�duo.

4.    Os agentes indutores de stress podem produzir uma diminui��o da resist�ncia �s infec��es e, em certos casos, les�es org�nicas.

5.    � potencialmente prejudicial toda a situa��o de stress que seja frequente, intensa e/ou prolongada.

 

Recomenda��es:

 

1.    H� toda a vantagem em que o indiv�duo aprenda a diminuir a intensidade da reac��o de alarme do s�ndroma geral de adapta��o e n�o atinja a fase de exaust�o.1.    H� toda a vantagem em que o indiv�duo aprenda a diminuir a intensidade da reac��o de alarme do s�ndroma geral de adapta��o e n�o atinja a fase de exaust�o.

2.    � desej�vel que per�odos de stress intenso sejam intervalados com descanso, em que o organismo possa recuperar as for�as dispendidas. desej�vel que per�odos de stress intenso sejam intervalados com descanso, em que o organismo possa recuperar as for�as dispendidas.

3.    H� que aconselhar os doentes sobre os malef�cios do stress, principalmente se t�m outros factores de risco, pois eles podem vir a lucrar com o aconselhamento.3.    H� que aconselhar os doentes sobre os malef�cios do stress, principalmente se t�m outros factores de risco, pois eles podem vir a lucrar com o aconselhamento.

4.    Em indiv�duos jovens n�o se devem desencorajar, naturalmente, a iniciativa, a dilig�ncia, a lideran�a e o trabalho �rduo, s� porque tais qualidades poder�o corresponder a um tipo de personalidade mais propenso a doen�a coron�ria.4.    Em indiv�duos jovens n�o se devem desencorajar, naturalmente, a iniciativa, a dilig�ncia, a lideran�a e o trabalho �rduo, s� porque tais qualidades poder�o corresponder a um tipo de personalidade mais propenso a doen�a coron�ria.

5.   Se se identificar como "tipo A" ... acautele-se!5.   Se se identificar como "tipo A" ... acautele-se!

 

 

Vamos dizer n�o...

             ao stress.

 

Se te sentes a tremer,

E te salta o cora��o,

Antes de te aborrecer,

Ao "stress", diz que n�o!

 

Se pensas no IRS,

E ficas todo a ferver,

N�o d�s abrigo ao "stress",

Se te sentes a tremer.

 

Se o azar te bate � porta,

E te falta anima��o,

Se a vida te corre torta,

E te salta o cora��o,

 

Se a sorte corre ao inv�s,

E te sentes esmorecer,

Conta, primeiro, at� dez,

Antes de te aborrecer.

 

Se tens contas p'ra pagar,

Pensa na circula��o...

Em vez de te arreliar,

Ao "stress" diz que n�o!

 

 

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