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Entre a fé e a pós-modernidade 

Entrevista
exclusiva de Karl Marx para Limite XXI

Email Direção
FSS/UERJ: Faleiros

"Una
voce poco fa"

XX + I Teses

Stalinismo e violência

A "corrente hegemônica"
e Nelson Rodrigues

Falácia banal e
"inevitável subjetividade"

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Trabajo
Social y crisis de las ciencias sociales

Algunas
Cuestiones Disciplinares del Trabajo Social en el Uruguay Contemporâneo

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Fundamentos
Ontológicos, Fé e Pós-Modernidade:
Problematizando o Natural
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Emilio Enrique Dellasoppa /UERJ
Palavras chave:. Auto-denominada “corrente hegemônica”.
Serviço Social. Projeto éticopolítico.
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“Não
procuro encontrar, por trás do discurso,
alguma coisa que seria o poder e sua fonte, tal
como em uma descrição de tipo fenomenológico,
ou como em qualquer outro método interpretativo.
Eu parto do discurso tal qual ele é! Em
uma descrição fenomenológica,
se busca deduzir do discurso alguma coisa que
concerne ao sujeito falante; tenta-se encontrar,
a partir do discurso, quais são as intencionalidades
do sujeito falante – um pensamento em via
de se fazer. O tipo de análise que pratico
não trata do problema do sujeito falante,
mas examina as diferentes maneiras pelas quais
o discurso desempenha um papel no interior de
um sistema estratégico no qual o poder
está implicado, e para o qual o poder funciona.
Portanto, o poder não é nem fonte
nem origem do discurso. O poder é alguma
coisa que opera através do discurso, já
que o próprio discurso é um elemento
em um dispositivo estratégico de relações
de poder” . (M. Foucault. Diálogo
sobre o Poder. In: Michel Foucault. Estratégia,
Poder-Saber. Coleção Ditos e Escritos
IV. M. Barros da Motta (org). Editora Forense
Universitária. Rio de Janeiro. 2003.) |
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Este trabalho começou, três
anos atrás, após uma indicação.
Natural, vinda do “movimento”, dos nomes
dos candidatos da Faculdade de Serviço Social
da UERJ em uma eleição para o Conselho
Universitário. Natural porque até esse
momento ninguém tinha questionado esse tipo de
procedimento. A abordagem foucaultiana procuraria fazer
visível o que nos é familiar, enterrado
nos inúmeros pontos das redes do poder.
Digo procuraria porque naquele momento esta abordagem
não existia. Existia apenas (mais) um ponto de
resistência. “Mas, onde há poder,
há resistência”. (Foucault, 1986:116)
Quem recebe uma “indicação”
está “dentro” do poder. Não
tem como fugir. Na minha condição de duplamente
estrangeiro (não nasci no Brasil nem sou assistente
social) questionei a indicação com uma
email denominado “Resistência à nomeação
no Cyberespaço”, conclamando a votar em
branco. Imediatamente depois de questionar via email
a “nomeação” recebi um email
do então Diretor da Faculdade, onde, entre outras
colocações, afirmava que “...Não
vejo vantagens em censurar antes ou boicotar depois.
Nos dois casos há uma intervenção
política. Não as qualificaria nem de democráticas
nem de autoritárias. Apenas de políticas.”
(Almeida, 2001). Novamente, estávamos enfrentados
ao (autoritarismo) natural. A partir desse momento,
nunca mais pararam meus questionamentos, que foram se
ampliando até atingir dimensões nunca
imaginadas no início, definindo os limites de
um objeto de pesquisa.(1) Não
posso descrever aqui este processo que se inicia em
abril de 2001. Os interessados podem consultar a minha
página na Internet, onde se encontram muitos
dos materiais produzidos em torno desta questão
(2). Os leitores podem se surpreender
por não encontrar textos da “auto-denominada
corrente hegemônica no serviço Os leitores
podem se surpreender por não encontrar textos
da “auto-denominada corrente hegemônica
no serviço social” (Adchss) (3).
Mas esses textos não existem, porque, na interpretação
foucaultiana da lógica da censura (Foucault,
1986:102), este texto, que o leitor está lendo,
também não existe.(4) Portanto,
nada do que foi colocado foi (até hoje) respondido.
Este trabalho procura tirar a estabilidade da ordem
mascarada no cotidiano e das pessoas que produzem e
obedecem a essa ordem nas suas realidades locais.
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1
No fui o primeiro em explicitar resistências.
As professoras Dayse de Paula Marques da Silva ( FSS/UERJ)
e
Teresa Porzecanski (Universidad de la República,
Uruguai) já tinham-se manifestado, em relação
a uma diversidade
de questões.
2 http://www.geocities.com/dellasop
3 Sobre a questão hegemônica,
apenas para citar uma colocação: “Afirmamos
que o Serviço Social no Brasil, em sua trajetória,
identifica como seu objeto de intervenção
o enfrentamento da questão social, e para isso
constrói propostas profissionais e políticas
que se baseiam em pressupostos teórico-metodológicos
da vertente crítica, que hoje é hegemônica
na profissão.” (Conselho Pleno do CRESS-
5ª Região AOS ASSISTENTES SOCIAIS: O CRESS
ESCLARECE. Salvador, 02 de abril de 2002.)
4 Para as vozes discordantes, estabelece-se
“A lógica da censura.”. Segundo Foucault
esta lógica adota três formas: “...afirmar
que isso não está permitido, impedir que
isso seja dito, negar que isso exista”. O email
da professora Elaine Rosetti Behring é um exemplo
da aplicação desta lógica na Adchss.
Mas há um grave problema por trás, não
resolvido: “No fundo havia duas grandes heranças
históricas do século XX que não
haviam sido assimiladas, e para as quais não
se tinha instrumento de análise. Essas duas heranças
negras eram o fascismo e o stalinismo.” (Foucault,
2003:225) O email da professora Behring refere-se, além
das questões colocadas acima, à minhas
críticas públicas (e via Internet) |
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