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m suas
esculturas, mestres helênicos como Fídias e Praxíteles utilizaram os famosos
mármores de Paros e Pentelikon, considerados os melhores do mundo, ao lado do
de Carrara, usado por Michelangelo, Canova e outros escultores. Esses mármores
atendem bem às exigências refinadas do cinzel do escultor, mas ressentem-se
muito da ação de agentes atmosféricos. Mármore é uma rocha carbonática, formada pelo
metamorfismo de calcários. De constituição calcítica, pode ainda conter
dolomita. É produto de metamorfismo de contato ou regional de sedimentos
calcários. Em sentido amplo, mármore é rocha calcária ou não-calcária que
permite polimento para uso como pedras de construção ou ornamentação. São três os grupos principais em que se classifica o
mármore: calcário recristalizado por metamorfismo; calcário tipo travertino,
rocha formada por precipitação química, à custa de material carbonático
contido em solução nas águas das fontes de regiões calcárias; e o
serpentinito, tipo de rocha em geral pobre em carbonato de cálcio, mas que
adquire ótimo polimento e pode ser usado como mármore verdadeiro. O travertino
normalmente mostra faixas de diversas cores, o que lhe confere belíssimo efeito
ornamental. Outro tipo de mármore muito usado é o brechóide, matéria-prima
dos chamados mármores artificiais, conhecidos pela denominação italiana de
terrazo. Contém fragmentos angulosos cimentados pelo próprio calcário e pode
ser britado em pedaços pequenos que depois são unidos com cimento branco ou
colorido. Comercialmente, os mármores em geral são
classificados de acordo com a textura, a uniformidade do grão e o tom
predominante. Há mármores brancos (de fundo creme ou azulado), beges, azuis,
fundos negros, fundos rosas, cinza-pérola (salpicado ou em ramos), amarelos,
vermelhos, verdes e violetas. Extraído em pedreiras ao ar livre, o mármore é
destacado da massa da jazida por meio de serragem com um fio helicoidal sem fim,
com um abrasivo e água. Depois de isolado, é fracionado por ferramentas
pneumáticas e deslocado por aparelhos de elevação. Em fábricas
especializadas, os blocos são cortados em espessuras variadas e depois
cinzelados e polidos.
Aplicações
e produção.
Usa-se o mármore na escultura (sobretudo o mármore
branco), na construção (monumentos, pedestais, fachadas, colunas e
acabamentos), na decoração interna (tampos de mesa, lareiras, objetos
decorativos diversos), na arte religiosa e nos monumentos funerários. As sobras
são aproveitadas na ornamentação de fachadas e pavimentos, na fabricação de
lajes artificiais e, pulverizados, na indústria de saponáceos. Como os
calcários, certos mármores são utilizados para a fabricação de cimento e
cal virgem. O mármore ocorre em diversos países europeus, como
Itália, Grécia, França, Espanha, Portugal, Alemanha e Noruega. Os Estados
Unidos produzem mármores brancos e cinzentos; o México, avermelhados; e o
Uruguai, verdes, vermelhos e pretos. Ainda hoje são extraídos os mármores
brancos da Itália (Carrara) e da Grécia (Paros e Pentelikon). Conhecidos como
mármores estatuários, possuem grãos finos e translúcidos. O mármore da
Argélia, de Oued-Abdallah, redescoberto em 1849, é o mesmo mármore-ônix
usado nos edifícios romanos e cartagineses. Não é, em sentido estrito, nem
mármore nem ônix, mas alabastro, ou gipsita, uma rocha de sulfato de cálcio.
Os mármores-ônix são em geral marrons ou amarelos, devido à presença de
óxido de ferro. As principais jazidas brasileiras de mármore estão
no Espírito Santo (Cachoeiro de Itapemirim), em Minas Gerais (Ouro Preto,
Sabará, Sete Lagoas, Pedro Leopoldo, Jaboticatubas, Mar de Espanha) e no Rio de
Janeiro (Campos dos Goitacases). Os mármores de Ouro Preto são coloridos --
rosa, vermelho, verde e creme -- e o de Campos é branco. No Paraná, há as
jazidas de Bocaiúva do Sul, Cerro Azul (onde o mármore é travertino, em
várias cores), Rio Branco do Sul e Castro, onde há camadas de dolomitas.
Outros estados produtores são Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina e São
Paulo. No Brasil, as ocorrências de mármores de origem metamórfica
associam-se aos terrenos pré-cambrianos. |
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