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utilização das ligas de cobre e estanho
no fabrico de armas, peças decorativas e utensílios de toda espécie data de
tempos pré-históricos e determina o início da idade do bronze, que sucedeu ao
período neolítico. Bronze é qualquer liga metálica cujo principal
componente é o cobre, ao qual se incorporam estanho, chumbo ou alumínio. De
acordo com a proporção que contenham de cada componente, os diferentes tipos
de bronze apresentam propriedades também diversas, como dureza, plasticidade,
resistência à tração e à corrosão etc. Assim, o bronze que contém dez por
cento de estanho é muito resistente aos agentes corrosivos. Quando se
acrescenta alumínio à combinação, a faculdade anticorrosiva diminui, mas
aumenta notavelmente a resistência mecânica.
Modernamente, o bronze é utilizado na fabricação de
molas de elevada resistência, braçadeiras, tampões, tubos flexíveis, anéis,
argolas e varetas para soldagem. Tem outras numerosas aplicações em
metalurgia. A adição de fósforo ao bronze que contém entre 1,5% e 10% de
estanho dá origem ao bronze fosforoso, que aumenta a fluidez do metal fundido
e, portanto, facilita as tarefas de filtragem em sua elaboração. Além disso,
o fósforo confere à liga grande resistência ao desgaste e dureza,
propriedades que a tornam aplicável no fabrico de engrenagens e argolas. O chumbo acrescentado ao bronze líquido forma uma
mistura em que fica distribuído em pequenas partículas, originando o bronze ao
chumbo. Nesse caso, o metal pesado atua como autolubrificante em peças
submetidas a desgaste por deslizamento. As ligas em cuja composição entra o alumínio em
lugar do estanho denominam-se bronzes ao alumínio. Podem conter outros
elementos, como silício, ferro e níquel, que aumentam sua resistência
mecânica. Empregam-se na fabricação de ferramentas manuais que não emitem
faíscas, tais como as utilizadas em refinarias. São usadas também na
fabricação de motores de avião, gaxetas para válvulas, velas e anéis para
automóveis. O bronze ao manganês, composto aproximadamente de
sessenta por cento de cobre, quarenta por cento de zinco e 3,5% de manganês, é
aplicado na fabricação de hélices de barco. O bronze ao silício tem até
quatro por cento desse elemento, que melhora a resistência mecânica e à
corrosão, ao mesmo tempo que facilita a soldagem. Emprega-se na fabricação de
acessórios elétricos, eixos, roletes de turbina, correntes e, em geral, em
todos os processos industriais que se desenvolvem em ambientes corrosivos.
Usos artísticos. O bronze foi utilizado na
criação de objetos artísticos desde a remota Antigüidade. É feita desse
material grande parte das obras clássicas que perduraram até a atualidade.
Exemplos disso são as estátuas do "Posêidon da Beócia" ou as dos
"Cavalos gregos" da basílica de São Marcos em Veneza, magníficos
exemplares da escultura grega em bronze, ou a "Loba capitolina",
mostra da técnica escultórica dos etruscos, herdada pelos romanos. A utilização do bronze como material para
esculturas, presente também nas culturas chinesa e japonesa antigas, alcançou
expressões sublimes durante o Renascimento. Entre as obras principais figuram
as portas do batistério de Florença, realizadas por Lorenzo Ghiberti; o "Davi" de Donatello e o "Perseu" de Benvenuto Cellini. A importância artística do bronze manteve-se ao longo dos séculos até alcançar a época moderna, em que se converteu no meio de expressão escultórica de artistas como o francês Rodin e, posteriormente, o americano Calder e o italiano Boccioni. |
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