| Criminologia
positivista Século XIX |
Adchss
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| Caracteriza-se pelo seu método |
Caracteriza-se por seu método : reivindica “o método de
Marx” |
| Abordagem positivista |
Abordagem positivista, com roupagens “dialéticas”. Totalidade
como categoria chave para o processo de conhecimento.
Defesa de verdades objetivas sobre os fenômenos.
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| Considera seu método o único método cient’fico |
Considera seu método como o único método cientfico
nas ciências sociais |
| Toma como modelo as ciências naturais. Episteme moderna.
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Toma como modelo o marxismo do século XIX. Episteme
moderna |
| A verdade científica poderá ser atingida pelo método:
qualquer um pode usar. Reivindica a neutralidade
científica, |
A verdade científica só poderá ser atingida pelo método
marxista como definido pela Adchss e pelo ponto
de vista de classe do proletariado (Existe um
mirante privilegiado, não há neutralidade
científica) |
| O ponto de vista da neutralidade está baseado na razão
cartesiana-positivista |
O ponto de vista do proletariado está baseado nafé dos
já convencidos. Constitui uma aposta
histórica. |
| Interpretação mecanicista da sociedade |
Uma das interpretações marxistas da sociedade |
| Acredita no determinismo social: interpretação causal
da ação humana |
Acredita no determinismo social interpretação causal da
ação humana |
| Torna-se doutrina não criticável, instrumentalizada para
a defesa do status quo na sociedade capitalista
de finais do século XIX |
Toma-se doutrina não criticável, instrumentalizada para
a defesa do status quo em favor do grupo
da pequena burguesia dominante no campo acadêmico
e corporativo |
| Normaliza um modelo explicativo desqualificando todos
os outros |
Normaliza um modelo explicativo desqualificando todos
os outros |
| O processo político usa o critério de aceitação da teoria
para outorgar poder (reconhecimento acadêmico,
postos na hierarquias burocráticas e/ou corporativas,
financiamentos, etc.) |
O processo político usa o critério de aceitação da teoria
para outorgar poder (reconhecimento acadêmico,
postos na hierarquias burocráticas e/ou corporativas,
financiamentos, etc.). Endogamia extrema
na reprodução social do grupo. |
| Como objeto, ofenômeno criminal é analisado a partir
do paradigma etiológico, apenas quando
fenômeno definido por uma norma, |
Como objeto, todo discurso ou ação é analisado
a partir do Projeto Etico-político (PEPO),
para determinar sua verdade/falsidade e sua
adequação política. |
| A ação do criminoso é ininteligível |
A dissidência (acadêmica e/ou política) é ininteligível
porque “não se entende o que quer dizer” ou
“onde está querendo chegar” |
| Os proletários são úteis, os excluídos, perigosos. |
Os que concordam, são “construtivos”, os que ousam discordar,
“destrutivos” |
| Os excluídos não tem voz, discurso. |
Os discursos dos dissidentes são falsos, ou estéreis,
porque não pertencem ao paradigma hegemônico.
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| Os atos violentos das classes perigosas não podem ser
ignorados. |
Os discursos dos dissidentes devem ser ignorados tanto quanto possível,
para “não
dar palco a quem não merece. “. Aplicação sistemática da
“lógica da censura” |
| Questão criminal identificada biologicamente no criminal
|
“Questão da dissidência” identificada biologicamente no
dissidente. |
| Existe um consenso social da maioria, hegemonizado
pela classe dominante |
Existe um consenso social da maioria expresso
na hegemonia da Adchss |
| O consenso social é um fato social, sociologicamente
verificável |
O consenso social, na forma da hegemonia da Adchss é um
fato social, sociologicamente verificável
|
| Toda sociedade expressa valores e crenças aceitas pela
maioria: isto é um fato natural |
Os diversos âmbitos acadêmicos e profissionais devem aceitar/expressar
valores e crenças aceitas pela maioria, na figura
da Adchss |
| Classificação:
A violação do consenso pelo fato criminal só
poderá ser obra de quem, precisamente por ser
minoria, é alguma coisa diferente da maioria
|
Classificação:
A violação do consenso pela dissidência só poderá
ser obra de quem, precisamente por ser minoria,
é alguma coisa diferente da maioria |
| A
diversidade criminal tem um fundamento ontológico-natural
|
A
diversidade tem como fundamento um projeto político
diferente, com realidade ontológica |
| Investigam-se
as causas e fatores (individuais e sociais)
que levam ao comportamento criminoso |
Investigam-se
as causas e fatores (individuais e sociais)
que levam ao comportamento dissidente |
| A
diferença deve ser procurada na pessoa do criminoso,
na sua natureza bio-psíquica, no seu caráter,
na sua história pessoal, suas circunstâncias
|
A
diferença é procurada na pessoa do dissidente,
na sua natureza bio-psíquica, no seu caráter,
na sua história pessoal, suas circunstâncias.
|
| Exclue-se
a investigação sobre as razões políticas do
processo de definição que define um comportamento
como criminoso |
Exclue-se
a investigação sobre as razões políticas do
processo de definição que define um comportamento
como criminoso (dissidente) |
| Construe-se
uma explicação biológica para um problema essencialmente
político |
Construe-se
uma explicação biológica para um problema essencialmente
político/acadêmico e nega- se toda possibilidade
de que o pluralismo se expresse |
| Naturalização:
E natural que a maioria reaja neutralizando
os que violam seus valores |
É
natural que a maioria reaja neutralizando os
que violam seus valores |
| A
questão criminal é temida por ser considerada
um sintoma de um problema social |
A
questão da dissidência é temida porque expõe
as fragilidades e erros teóricos e expõe o projeto
particular de um grupo |
| Os
resultados da criminologia são universais. Episteme
moderna. |
Os
resultados da produção teórica da ADCHSS são
universais, a-históricos e estão acima de qualquer
análise de classe. Episteme moderna. |
| A
questão criminal deve ser enfrentada pelo sistema
jurídico e pela repressão: 1 |
A
questão dos indivíduos dissidentes deve ser
enfrentada pelo silêncio, pelo isolamento, e
pela repressão utilizando-se dos mecanismos
burocráticos disponíveis. (Lógica da censura)
|
| A
questão criminal deve ser enfrentada pelo sistema
jurídico e pela repressão: II |
A
mediação polítca esta fundamentada em um
conjunto de políticas patrimonialistas, clientelistas,
de “ação entre amigos” que se baseia na endogamia
e
é legitimada como defesa social (natural) do
grupo
hegemônico |
| Representação:
a limitação da cidadania das classes subaltemas
e das mulheres está justificada
teoricamente e naturalizada |
Representação:
Democracia formal, democracia “delegativa” (
O ‘Donnell). Utilização de diversos mecanismos
(tipo Lei Saraiva) para fabricar representações
favorecendo minorias partidárias. Naturalização
fragmentária e/ou precária, quando há questionamento.
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| Discurso
claro e preciso |
Psitacismo
sistemático no discurso. Pleonasmo. |
| Coerência
teórica com o modelo. |
Fragilidade
teórica. Erros de interpretação por falta de
acesso às fontes originais e/ou comentários.
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| A
“plebe” não é destinatária do discurso da criminologia,
apenas objeto. |
A
“plebe” é a destinatária fundamental do discurso
da Adchss. |
| Alguns
pontos colocados acima estão exagerados em demasia
( Massimo Pavarini) |
Os
pontos colocados acima são uma versão diluída
da realidade (E. Dellasoppa) |
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Para
a Adchss os pontos da coluna à esquerda não
existem, porque, segundo o que é ensinado em
relação à criminologia marxista “..ainda não
existe bibliografia suficiente sobre o tema.”
(sic) |
| Fonte
dos pontos da coluna acima: Adaptados pelo autor
de: Pavarini, Massimo: Controly dominación.
Teorías criminológicas burguesas y proyecto
hegemônico. Buenos Aires. Siglo XXI Editores
Argentina. 2002. |
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