TORRE DE BABEL

  PAGINA INICIAL
  CARROS EX�TICOS
  MUSEU BOSTON

  TELEPORTAC�O
  ALQUIMIA
  ALBERT EINSTEIN
  ARCA DA ALIANCA
  AREA 51
  ASTECAS
  ASTROLOGIA
  BIG BANG
  BERMUDAS
  BOMBA ATOMICA
  QUEM FOI BUDA
  BURACO NEGRO
  CHUPA CABRA
  CAMELOT
  CRANIOS DE CRISTAL
  DINOSSAUROS
  EGITO
  ESFINGE
  ESPACO
  EXTRATERRESTRES
  EXORCISTA
  ALMAS GEMEAS
  SANTO GRAAL
  HALLOWEEN
  HAPA NUI
  LEMURIA
  NEIL ARMSTRONG
  MAIAS
  A CIDADE INCA
  MITOLOGIA
  MURALHA DA CHINA
  LAGO NESS
  NIAGARA
  A ARCA DE NOE
  MARAVILHAS
  NOSTRADAMUS
  PLATAO
  ROSWELL
  SALEM
  SANTOS DUMONT
  SOCRATES
  STONEHENGE
  U.S.A
  VIKINGS
  TEMPL�RIOS
  XADRES
  VAMPIROS

O atual aceleramento da globaliza��o, que se soma ao fato da humanidade ter concordado, desde o s�culo XIX, em obedecer no mundo inteiro o mesmo hor�rio - o de Greenwitch -, em ter adotado o mesmo calend�rio - o ocidental crist�o - , e, ter eleito uma assembl�ia mundial - a ONU -, funcionando desde 1947, leva-nos a crer que, durante o futuro mil�nio, a Terra se unificar�, permitindo que os homens voltem a falar uma linguagem s�.

"Eis que todos constituem um s� povo e falam uma s� l�ngua. Isso � o come�o de suas iniciativas! Agora, nenhum des�gnio ser� irrealiz�vel para eles."

Jeov�, um pouco antes de confundir a linguagem dos homens (G�nesis,11)

Construindo a torre:

Em tempos imemoriais, num vale da Mesopot�mia, os cl�s dos descendentes dos filhos de No�, Sem, Cam e Jaf�, em sua marcha para o Oriente, se encontraram e se puseram a construir uma enorme torre, a torre de Babel. Empilharam, para tanto, milhares de tijolos, colando-os uns sobre os outros, com betume, para fazer com que um dia o seu �pice penetrasse nos c�us. Provavelmente a inten��o deles era agradecer � divindade por terem escapado ao terr�vel dil�vio que tudo arrasara em tempos remotos. Mas n�o foi assim que Jeov� entendeu. N�o viu aquele colosso se erguer no meio do nada como um poss�vel agrado a ele, mas sim como prova da soberba dos homens. Queriam rivalizar-se com Ele. Resolveu intervir. Desceu em meio aos construtores e num gesto Dele todos come�aram a dizer palavras em l�nguas diferentes. Ningu�m mais se entendeu.

As l�nguas separaram a humanidade...

A confus�o come�ou em Babel:

Tamanha foi a desaven�a entre os humanos, que cada grupo resolveu partir para um canto distinto da terra. Desse desentendimento de Jeov� com os homens teriam nascido as confus�es que conhecemos e que padecemos. Um Deus que temia a for�a daqueles a quem dera vida, agora os enfraquecia pela eternidade afora, dando um idioma diferente a cada um deles. Foi certamente pensando nisso que Jean Jacques Rousseau, no seu Ensaio sobre a Origem das L�nguas, afirmou que elas nasceram das paix�es (dos rancores herdados dos tempos da Torre de Babel) e n�o das necessidades. Ou, como ele mesmo sentenciou, "n�o � a fome ou a sede, mas o amor, o �dio, a piedade, a c�lera que lhes arrancaram as primeiras vozes... para repelir um agressor injusto, a natureza imp�e sinais, gritos e queixumes."

Em Busca do Entendimento Perdido---

Recuperar os salvos do dil�vio:

Desde ent�o, tudo levava a crer que in�meras tentativas de reunir a humanidade, seja em que projeto for, redundavam em fracasso. Neste tempo todo, n�o faltaram profetas, nem poetas, conquistadores ou estadistas, fil�sofos gregos ou humanistas renascentistas, racionalistas ou revolucion�rios, messias de toda a ordem, que n�o tentassem reparar o estrago feito por Jeov� nas antigas terras da Babil�nia, e fazer com que a humanidade reencontrasse uma maneira de falar a mesma l�ngua, ou pelo menos se sentasse ao redor da mesa e, mesmo por sinais, tentasse recuperar o entendimento perdido pelos tataranetos de No�. E eles foram in�meros.

A disc�rdia esteve sempre presente...

A par�bola dos cegos:

Fosse S�crates ou Buda, Conf�cio ou Zoroastro, Jesus ou Maom�, Alexandre ou C�sar, Augusto ou Constantino, Dante ou Petrarca, Erasmo ou Las Casas, Kant ou Marx, n�o houve um s� deles que, reconhecendo a ess�ncia comum da humanidade, n�o propusesse algum tipo de restaura��o da unidade extraviada. Por�m, toda vez que os ouvidos dos homens e das mulheres estiveram atentos, sintonizados com o apelo para que voltassem a se reencontrar na terra de Senaar, alguma po��o de disc�rdia era ministrada para estragar tudo, para voltar a cegar os homens, gerando um novo desconcerto.

Do Otimismo ao Novo Dil�vio:

Certamente que n�o se vivia num para�so nos finais do s�culo XIX. O colonialismo do homem branco empalmara o mundo, mas todos se sentiam otimistas quanto ao futuro. Haviam inventado de tudo; as m�quinas a vapor espalhavam-se para todos os cantos; a locomotiva e o tel�grafo corriam o mundo; o telefone dava os seus primeiros chiados, e a expectativa de vida aumentara em um quarto ao longo daquele s�culo. Jules Verne, ap�stolo do progresso, previa maravilhas: homens no centro da Terra, homens viajando para lua, o capit�o Nemo no fundo do mar. Os Daimler-Benz e Mister Ford, por sua vez, anunciavam uma era motorizada para breve. O Progresso era a nova divindade a ser celebrada. A situa��o parecia ser t�o tranq�ila que at� os principais monarcas europeus, o rei da Gr�-Bretanha, o kaiser da Alemanha e o czar da R�ssia, Dicky, Willy, Nicky, como popularmente os chamavam, eram todos primos irm�os. Quem poderia suspeitar de um desastre ou imaginar uma briga de fam�lia naquelas propor��es.

A Torre Novamente em Ru�nas:

Os tijolos do novo mundo de paz estavam todos sendo empilhados pela tecnologia e pela prosperidade geral para erguer o edif�cio comum da civiliza��o no estupendo s�culo XX que se avizinhava, esperan�oso. E num zaz, tudo se foi num ver�o de 1914. Desta vez, n�o tratou-se s� de uma torre desmanchada, pois, em seguida, um dil�vio de sangue humano inundou a Terra. Por duas vezes, a primeira em 1914-18 e a segunda em 1939-45, a venenosa disc�rdia fez o seu estrago, obrigando a que as palavras usadas ent�o fossem vertidas em balas, petardos e bombas at�micas.

A Cautela no Erguimento da Nova Babel...

Os homens, adorando um combate, faceiros em poder matar-se por motivos nobres, autorizados pela p�tria, pela causa, pela na��o, imp�rio ou ra�a, n�o se fizeram de rogados. Ao som das cornetas e dos tambores tribais, quase exterminaram com a civiliza��o. Agora, novamente pacificados, ultrapassado mais de meio s�culo sem guerras mundiais, reflu�do o dil�vio de 1945, o vozerio dos sobreviventes vindo de todos os lados ergue-se a favor do retorno � era pr�-Babel. Mas que desta feita a humanidade se cuide, que fale baixinho, sem grandes alardes, que use pl�sticos no lugar de pedras e silenciosas ferramentas de pau na constru��o da nova torre - s�mbolo de uma humanidade unida - para que barulho algum ou estrid�ncia outra possa de novo despertar a ira de um deus. Se agir assim, isso a permitir� fazer com que, finalmente, nenhum dos seus generosos des�gnios seja irrealiz�vel.

Hosted by www.Geocities.ws

1 1