ANTIFONA DA SEMANA SANTA
ANTIFONA
DO LEVITICO
QUATRO
ESTAÇÕES:
Primavera - Verão - Outono
- Inverno
FILOSOFIA DA ARTE PALAVRA & MÚSICA
Lâminas do Rosarium Philosophorum
Alegorias
de abril
Lâminas do Rosarium Philosophorum
PHILOSOPHORVM
CONCEPTIO SEV PVTRE
Factio
Hye ligen rönig
und röningin dot
Die sele scheydt sich mit groffer not
ARISTOTELES REX ET
Philosophus
Vnquam vidi aliquod animatum crescere
Nsine
putrefaetione, nisi autem Fiat putri
dum inuanum erit opus alchimicum.
“Aqui jazem o Rei e a Rainha;
a alma pesarosa abandonou-os.”
Nascidos de uma pedra, como deuses
reinaram sobre os corpos aflorados
do reino mineral que a todos gera
para dormirem concluído o ciclo
de purificação no invisível
fogo que anima a vívida energia
na identidade. A dupla realeza
inerme em sua queda elementar
destituiu-se da ciintilação
do Espírito que habita a natureza
real agora inerte sobre a laje
com os braços compondo o duplo corpo.
ROSARIVM
ANIMAE EXTRACTIO VEL
Impregnatio
Hye teylen sich die vier element/
Aus dem leyb scheydt sich die sele behendt
“Aqui separam-se os quatro elementos:
A alma ligeira abandona o corpo.”
No entanto o filósofo concebe
a reunião das partes para a obra
de regeneração do putrecível.
Aflorando a crescer nunca se viu
Um corpo sem a vida palpitar
como durante a alquímica experiência
com o mercúrio, fugitiva prata,
que o sal retém para de novo a vida
manifestar-se. A negridão do vôo
do corvo com as fezes se mistura
à urina e ao mênstruo, só então
se realiza a amarela solução.
EPIGRAMAS LATINOS ANÔNIMOS
Accipe ovum & ígneo percute gládio
EPIGRAMMA VIII.
Est avis in mundo sublimior omnibus, Ovum
Cujus ut inquiras, cura sit uma tibi.
Albumen luteum
circumdat molle vitellum,
Igneo (ceu mos) cautus id ense petas:
Vulcano Mars addat opem, pullaster & inde
Exortus, ferri victor & ignis erit.
Prova de fogo do ovo filosófico:
Vibra atento com firmeza a espada.
A ave de cujo vôo dentre todos
os vôos o mais alto é o ovo, do qual
aqui cuidamos, se refere a ti.
Pura, a clara protege a fulva gema
no núcleo em formação. O embrião
resiste ao inimigo pondo à prova
sua força. A gema é a ave e o ovo,
a forja e o raio do marcial Vulcano
a serviço de um deus. Igual ao frango,
o rijo lutador em sua origem
possui o gládio vitorioso, o fogo,
que tudo verga, sendo o vencedor.
Hic est Draco caudam suam devorans.
EPIGRAMMA XIV.
D ira fames Polypos ducuit sua rodere crura,
Humanaque homines se nutriisse dape.
Dente Draco caudam dum mordet & ingerit alvo,
Magnâ parte sui fit cibus ipse sibi.
Ille domandus erit ferro, fame, cárcere, donec
Se voret & renomat, se necet & pariat.
Tal o Dragão ao devorar a cauda,
a fome prenuncia o que se mostra
como excrescência, excesso a demonstrar
o que o Dragão, comendo, representa,
comparado ao virtuoso que se nutre
do sacrifício. Com os próprios dentes
o Dragão ao morder a longa cauda
ingere o ventre. De si descuidado,
ultrapassa o alimento a necessária
porção. Assim transforma-se em veneno
o corpo, que ao nutrir-se se devora.
Cabe ao homem tornar de ferro a fome,
o cárcere engolir e vomitar
pois assim ajustando-se renasce.
Naturam natura docet, debellet ut ignem.
EPIGRAMMA XX.
Flamma, vorat quae cuncta, velut Draco, gnaviter ursit
Virginis eximium vi superare decus:
Hinc
lachrymis suffusa virodum fortè videtur
Ille fuit miserae ferre paratus opem.
Protinus hane
clypeo velans contendit in hostem,
Et docuit tantas spernere mente minas.
A Natureza ensina a natureza
a debelar o fogo, pois a flama
devora o hesitante, cuja máscara
de Dragão na verdade oculta o zelo
polar do cauteloso, tal o urso,
que teme do dever desencumbir-se,
deixando extravasar o núbil pejo
em lágrimas, de modo a se tornar
mais forte e mais visível o verdor
do próprio medo. Assim então ferido
pelo aguilhão se predispõe à obra
que hábil o protege o suficiente
a fim de não tornar-se pois da mente
que tanto o ameaça presa fácil.
Fac ex maré & foemina circulum inde quadrangulum,
Hinc triangulum, fac circulum & habebis
lap Philosophorum
EPIGRAMMA
XXI.
Foemina masque unus fiant tibi circulus, ex quo
Surgat, habens aequum forma quadrata latus,
Hine Trigonum ducas, omni qui parte rotundam
In
sphaeram redeat: Tum Lápis ortus erit.
Sires tanta tuae non mox venit ob via menti,
Dogma Geometrae si
capis, omne scies.
Fazer surgir no interior do círculo
duas figuras: uma de mulher,
outra de homem. Traçar lados iguais
de um quadrado de modo a equilibrarem-se
nessa forma as linhas harmoniosas
de um triângulo, o qual por sua vez
se mantém sob as curvas de uma esfera
ou círculo maior - assim se tem
a origem filosófica da Pedra,
a ocultar em sua breve relação
matemática o Uno ou princípio
do múltiplo, do qual só com a idade
o neófito se instrui, pois a leitura
do Dogma está nessa Geometria.
Hermaphroditus
mortuo similis, in tenebris
jacens, igne indiget
EPIGRAMMA
XXXIII.
Ille biceps gemini sexus, en funeris instar
Apparet, postquam est
humiditatis inops:
Nocte
tenebrosâ si conditur, indiget igne,
Hunc illi praestes, & modo vita redit.
Omnis in igne latet lapidis vis, omnis in auro
Sulfuris, argento Mercurit vigor est.
Igual ao morto o hermafrodita jaz
onde não medra o fogo. Sexo gêmeo,
de fúnebre aparência, o bicéfalo
possui o corpo de umidade falto.
Carente de calor, então nas trevas
do nada permanece a proteger
a própria forma, pois igual à noite
tenebrosa o morto o seu vazio
guarda como a ocultar o que lhe falta.
Assim disposto é ele protetor
da ausência, tal a noite oculta a forma,
o ardor oculta o seu calor na pedra
de enxofre, a roda oculta o raio, o raio
o ouro, o mercúrio fugitivo a prata.
Draco mulierem, & haec illum interimit,
Simulque sanguine perfunduntur.
EPIGRAMMA L.
Alta venenoso fodiatur tumba Draconi,
Cui mulier nexu sit bene vincta suo:
Ille maritalis dum carpit gaudia lecti,
Hae moritur cum qua sit Draco tectus humo.
Illius hinc corpus
morti datur, at que cruore
Tgitur: Haec operis femita vera tui est
.
O Dragão e a mulher mutuamente
se devoram, cobrindo-se de sangue
venenoso na tumba que ambos cavam
prisioneiros da mesma relação
escolhida, de tantas alegrias,
para morrer cobertos pelo sangue
que ao sepultar com seu calor os corpos
faz ligar como laços recobertos
o fogo que os devora como a atar
a alegria do gozo sob o teto
a espargir com o rútilo fulgor
a tintura que aumenta após a morte:
Este o caminho pelo qual se opera,
Este é de ti o curso verdadeiro.