ANTIFONA DA SEMANA SANTA
ANTIFONA
DO LEVITICO
QUATRO
ESTAÇÕES:
Primavera - Verão - Outono
- Inverno
Lâminas do Rosarium Philosophorum
Alegorias
de abril
ANTIFONA
DO LEVITICO
I
No
corpo está / a devoção /
de Deus
O
Senhor une/ a errância do corpo/
à ave no ninho
O Senhor / é Salvação
A Morada/ é templo de labor/
e oração da rainha
É licor do templo / ao filho de
Deus
A alma da carne/ é o sangue
O vento/ que escapa pela boca/
é movimento
No vento está/
a alma unida/ ao Pai
O amanhã / é descoberta / do
filho/ a caminho
Do Espírito/ aflora o anel / de
prata da lua/ a
mediar / os opostos/ e restaurar os acordes/
de
Deus
Afastar do terror/ os martelos da morte/ é
a
Essência/ do pensamento / em direção ao Salvador
No regresso/ está o sacrifício/
a emoldurar/ o vôo
A ave é ritmo / e harmonia
Íris nascente/ a habitar/ os
sentidos/ e a matéria
Imitação da ave/ a refletir o
real
Na imagem/ está a realidade/
na língua está/
o
leite a manar
No hálito/ o ar é suspiro/
e soluço
A ave/ no sonho/ é flor
O vôo da ave/ é fuga no deserto
Eterna é a Aliança
Ave cura o cego/ com um ramo/ na mão
Hóstia/ de pão ázimo / pane angelorum/ é a Páscoa
A broa/ hérkos Achaión/
é pão de milho
Pão fermentado/ de senteio/
é manjar suave
Pão d´água é manjar/ de cheiro
suave
A persuadir Amor/ à passagem no
monte/ a deusa
Peitos / assiste aos pares / de opostos
Sopra na areia/ o vento
Transforma a água/ em vinho
O vinagre na boca/ aplaca os
pedados / do mundo
A espada trespassa / n´alma o
sinal/ da salvação
A flauta do pastor/ é redenção
O pastor leva / a foice ao monte/
onde viça o carvalho
Plenitude/ é liberdade
Ausência/ imperfeição
Escolha / é liberdade
Necessidade / é liberdade
Dizer é Justiça
Igualdade/ é liberdade
Ato é fazer / ser o que é/ a
Liberdade
Toca o reino/ da ave o Senhor
Presságio da lua/ cheiro de mel /
uivo ao Senhor
O Senhor sonha/ pastoreio no monte
O raio atravessa/ a ramagem negra/
dos cabelos
Cheia de graça/ é a Morada/
do Senhor
A tanger as cabras/ no campo traz /
o pastor nos
dedos/ a flauta de cheiro /
suave
As lavouras do sonho / são
manjares maduros
Jorra da cicatriz/ os vestígios
do fogo
Rota de vertigem/ é manjar suave
Ceifar a espiga/ é o fim da
ave
A massa é manjar / de cheiro suave
Suaves aos dedos / são as
migalhas/ de trigo e flor/
ao colher o aroma / da ave
Pomba no monte/ ao Senhor
Arcano a regar/ o rebanho
O rei expõe na dança/ o assomo à montanha
Mergulha nas águas/ do sonho
II
A mão sobre a cabeça/ é expiação e oferta/
de sangue
O fogo sobre o altar/ a lenha sobre
o fogo/ as
pernas
lavadas / com água/ é de cheiro suave oferta/
Oferta
de ave/ rola, pombinho/ o sangue espremido/
fendidas
as asas/ em cima do altar/ sobre a
lenha/ no
fogo é oferta/ ao Senhor
Farinha e azeite/ é oferta diante/ do
Senhor
O sangue em roda/ é oferta pacífica/ de sacrifício
Unir-se ao Senhor/ é o fim da ave
Geme o filho / na tormenta/ com a
debulha/ da
Da
ave/ é o manjar/
de cheiro suave
O gozo/ é vibração/
e tormento/ no monte
Glória/ ao Senhor
Alto o vôo/ eleva-se/ na distância/ a conduzir/ as
primícias/ da Morada ao Senhor
O céu/ é a plenitude/ da ave
Estar unida/ ao Senhor/ é o fim /
da ave
Sublime/ é a Morada
No jardim/ o arrulho/ do pombinho/ percorre o
reino/ à procura/ do Senhor
O Espírito Santo/ é consagrado/ ao Salvador
Contém o magma/ da rocha o fogo / da ave a
animar/
o vôo em direção/ ao Senhor
Do
hímen é o fulcro/ dos lábios a fala/ do arrulho o
manjar/
de cheiro suave
Ao Senhor/ pertence o exílio/ da
ave
No âmago/ do vôo está/ a distância/ a produzir/ o sonho
O quadrado da luz/ matéria de energia/ e Amor a ave/ transporta/
à Morada do Senhor
Oferta de flor/ de farinha/ em memorial / sobre o altar
Oferta
queimada/ de cheiro suave
Oferta
santíssima/ é a graça da ave/ Sobre o altar
Bolos
asmos/ amassados e untados / com azeite
Veste de linho/ porás junto ao
altar
Em lugar limpo/ o fogo arderá
Lenha acesa/ a cada manhã / é
queimada/ em
oferta/
pacífica
O fogo não se apagará
Coisa santíssima/ é a expiação da culpa
Tudo que tocar será santo
Uma caçoila trará/ cheiro suave ao Senhor
Rola ou pombinho/ carne de sacrifício
/ comerás no
dia/
do oferecimento
Queimado
no fogo/ comerás a oferta/ voluntária
de
sacrifício
Da carne do sacrifício/ pacífico o que comer/ não será iniqüidade
Com fogo é queimado / o que é do Senhor
Oferta de sacrifício / pacífico trazido / com as mãos
A espádua alçada tomei/ do sacrifício pacífico
Esta é a porção/ das ofertas queimadas
Pombo ou rolinha
Estatuto perpétuo/ é a oferta ao Senhor
Esta é a lei da oferta/ manjares das consagrações/
do sacrifício pacífico
Oferta cozida/ de flor de farinha/ em pedaços é manjar/ de cheiro
suave
Sacrifício pacífico/ às graças da Morada/ é oferta
sem mancha/ diante do Senhor
A mão sobre a cabeça/ diante do filho/ a espargir o
sangue/ sobre o altar
A gordura e os rins / queimados no fogo / sobre
a lenha de cheiro/ suave ao Senhor
Delícia é o manjar/ de cheiro suave/ sobre as ramas/ negras
no chão
Em pedaços partidos/ escorre o azeite/ sobre a oferta/ de manjar
ao Senhor
Oferta de fermento/ e mel das primícias/ subirá ao Senhor
Primícias de espigas/ verdes são manjares /
tostados ao fogo
Primícias de espigas /cheias sobre elas/ o azeite e o
incenso/ em oferta dos grãos/ trilhados ao Senhor
Hálito de flor do bico/ da pombinha sobre as águas/
negras na lenha,ao fogo/ é oferta ao Senhor
Perpétua é a Geração
O filho molha o dedo/ no sangue espargido/
perante o Senhor
O sangue sobre as pontas/ do altar, o resto do
sangue/ derramado no altar/ do holocausto/
à porta da tenda
Sacrifício pacífico/ se queimará sobre o altar / do holocausto
O couro e toda a carne/ a cabeça e as pernas/ as entranhas lavarás/
em lugar limpo e queimarás/ com o fogo sobre a lenha
O erro e o pecado/ oferecerás ao Senhor/ por
expiação,
neles porás/ a mão sobre a cabeça/
e o sangue trarás/ perante o Senhor
Gordura de sacrifício/ pacífico é queimada/ sobre o
altar/ por cheiro suave/ ao Senhor
A cabrinha pelo pecado/ fará expiação/ de cheiro suave
Rolas ou pombinhos/ são holocaustos/ para expiação
do pedado/ como oferta/ suave de manjares
É lei do holocausto/ queimar sobre o altar/ toda a noite até pela
manhã
com o fogo do altar / a arder nele