UNIDADE 2: Encontro e desencontro entre fe religiosa e razao moderna
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AS SETE MAIORES DESCOBERTAS CIENTÍFICAS DA HISTÓRIA
Este é o nome do livro que  relata alguns dos principais acontecimentos da ciência que contribuíram,de certa  forma, para mudanças radicais no comportamento humano
As sete principais  descobertas que esse livro se refere são:
1) Gravidade e física - Isaac Newton
2) Átomo - Ernest Rutherford e Niels Bohr
3) Relatividade - Albert Einstein>
4) Big-Bang - Edwin Hubble
5) Evolução - Charles Darwin
6) Célula e genética - Walther Flemming e Gregor Mendell
7) DNA - Francis Crick e James Watson
1) Gravidade e física - Isaac Newton
Gravidade e as Leis Básicas da Física
As  filosofias antigas morreram lenta e relutantemente durante a Renascença. À  medida que Copérnico, Tycho e Kepler gradualmente provaram que as teorias de  Aristóteles e Ptolomeu sobre o universo estavam erradas, as pessoas perceberam  que a Terra não era a o centro do universo e que ela se move ao redor do Sol.  Mas as forças da razão defrontaram-se com as forças da política e do poder -  desafiar os ensinamentos rigorosamente aristotélicos da Igreja católica romana  custou a Giordano Bruno, a vida e a Galileu, a liberdade.
Então, na segunda metade do  século XVII, naquela que foi considerada a maior realização intelectual  individual da história científica, Isaac Newton descobriu e descreveu a lei da  gravitação universal e as leis básicas da física clássica. Cada partícula de  matéria atrai com gravitacionalmente todas as demais partículas e matéria com  uma força que é quantificada na fórmula matemática de Newton. Como corpos  imensos compostos dessas partículas, o Sol atrai cada um dos planetas de nosso  sistema solar e a Terra atrai a Lua, Se você largasse este livro. a Terra o  puxaria com a mesma força invisível.
A gravitação universal, as  leus do movimento e outras regras quantitativas desenvolvidas por Newton  assinalaram o início da física moderna e formaram o paradigma sobre boa parte da  ciência moderna foi construída. A razão triunfou, e o mundo foi mudando para  sempre.
2) Átomo - Ernest Rutherford e Niels Bohr
O fim  do mundo
Durante o  século XIX aceitava ? se a "hipótese contrativa", de William Thompson (1824 ?  1907), segundo o qual o Sol obteria energia por um encolhimento de sua massa. Se  esta teoria estivesse certa, o Sol poderia emitir esta energia por apenas 20  milhões de anos, ao se descobrir que a evolução da Terra teria se iniciado a  mais de 20 milhões de anos esta teoria foi posta de lado.
Em 1896 foi descoberta a  emanação espontânea de energia de materiais radiativos, por Henri Bercquerel,  mas apenas 10 anos depois Einstein apresentou sua fórmula (E = mc²),  compreendendo se a verdadeira relação entre matéria e energia e a verdadeira  fonte de luz e calor do Sol. Com esta teoria Einstein estava propondo que tanto  a massa como a energia são destrutíveis, contradizendo a Lei da Conservação da  energia.
Fundamentados nesta novas  teorias, os cientistas compreenderam que o Sol estava criando energia fundindo  átomos de hidrogênio para formar átomos de hélio. Quando isso ocorre, massa  converte se em energia. Mas a idéia a idéia de que esta energia pudesse ser  utilizada, permaneceu como uma especulação curiosa e intrigante durante 27 anos  porque não havia como testá-la.
No início da década de  1930, como já havia se descoberto que a força nuclear era muito forte, os  cientistas descobriram que era impossível reproduzir o processo de fusão nuclear  do Sol, mas poderia empregar a grande quantidade de energia por meio da fissão  nuclear. Isto se deve porque Henri Becquerel e Ernest Rutheford vinham, por meio  de bombardeio com partículas alfa, retirando prótons de núcleos atômicos, desde  o inicio do século.
Com a compreensão maior das  forças que mantinham o núcleo do átomo, os cientistas precisariam de um  dispositivo que artificialmente projetasse prótons contra núcleos a uma grande  velocidade. Essa colisão foi obtida pela primeira vez em 1932, pelos físicos Sir  Jonh D. Cockcroft e Ernest Walton, trabalhando com Ernest Rutherford, criaram o  primeiro dispositivo de de colisão atômica. Eles realizaram a primeira divisão  artificial atômica completa de um núcleo atômico. A energia ganha foi pequena,  mas foi a primeira demonstração da teoria de Einstein.
Em 1932 James Chadwick  descobriu a existência do nêutron no núcleo do átomo. Os cientistas perceberam  rapidamente que a "bala" para se atingir os núcleos ideal seria o nêutron, pois  ele não estava carregado eletricamente. Em 1935 o físico italiano Enrico Fermi  concebeu algumas idéias que procuraram demonstrar que. Quando a grande massa do  nêutron colidisse contra o núcleo alvo, a força natural de repulsão entre  prótons passaria a ser maior do que a força nuclear forte que mantém coesa a  gotícula nuclear.
No começo de 1939, a fissão  nuclear ainda permanecia na teoria. Mas os cientistas perceberam que sem a  "reação em cadeia" seria necessária mais energia para acelerar o projétil do que  se obteria com a fissão.
A matemática alemã  descobriu como se obter a fissão e a reação em cadeia de um elemento pesado,  bombardeando com nêutrons átomos de urânio e descobrindo que havia ocorrido uma  pequena reação em cadeia.
Em 1939, Einstein,  atendendo ao pedido de alguns cientistas, devido ao seu reconhecimento,  importância e credibilidade como físico, assinou uma carta ao presidente  Roosevelt. Por causa desta carta o presidente então criou um comitê para estudar  as perspectivas da energia atômica para fins militares. Após a resposta positiva  deste comitê o exército e a Marinha, em janeiro de 1940, receberam a primeira  subvenção para a pesquisa atômica.
Em agosto de 1942,  Roosevelt incubiu o exército dos do EUA e o general Leslie R. Groves de, com o  apoio da Grã Bretanha e do Canadá, organizar esforços para a utilização da  energia atômica pelas forças armadas. Esta ação ficou conhecida como projeto  Manhatan. Em outubro de 1942, J. Robert Oppenheimer foi nomeado diretor do  Laboratório de Pesquisas Atômicas. Ele começou a trabalhar com um pequeno grupo  de físicos nucleares. Mantendo rigoroso segredo, foram reunidos os melhores  físicos nucleares disponíveis para trabalhar nos laboratórios do país e em uma  instalação no deserto do novo México.
Em 2 de dezembro de 1942,  eles cautelosamente aumentavam uma pilha de 3,6 metros de urânio e grafite para  mais um teste. Quando retiraram as hastes de controle de cadmio, o medidor que  registrava a liberação e o bombardeio de nêutrons começou a pular  freneticamente. Isto é, ocorreu a reação em cadeia, eles reinseriram as hastes  de controle para extingüir as atividades.
Assim que a reação em  cadeia passou a ser uma realidade plausível, foram montadas instalações secretas  em uma área de 181 quilômetros quadrados em Oak Ridge, Tenesee, e em uma  extensão de terra isolada de 2600 quilômetros quadrados (chamada Hanford  Engineer Works) a norte de Pasco, Washington. Os cientistas de Los Alamos  receberam a seguinte tarefa: projetar a bomba atômica.
De imediato eles  defrontaram com uma questão essencial: Quanto urânio ou plutônio seriam usados  na bomba? Se fosse usado urânio de menos, os nêutrons escapariam desse material  sem gerar a reação em cadeia necessária, se fosse urânio de mais, o material  explodiria instantaneamente, destruindo Los Alamos e todas as 5 mil pessoas que  estavam ali.
Após dois anos de trabalho  produziram o material necessário para a construção da bomba. Na madrugada de 16  de julho de 1945, a bomba foi colocada no topo de uma torre de aço de trinta  metros. Oppenheimer e seu grupo estavam na sala de controle a 9,6 quilômetros  dali enquanto outros cientistas e observadores estavam em casamatas e abrigos a  dezesseis quilômetros do local. Após a contagem regressiva, uma bola de fogo  disparou em direção ao céu, os observadores foram banhados por um clarão  dourado, cinza, púrpura e azul cem vezes mais intensado que a luz do Sol em uma  dia claro. A detonação equivalia a 20 mil toneladas de dinamite. A torre de aço  se evaporou e a areia do deserto ao redor fundiu se transformando em vidro.
Em 6 de agosto de 1945,  três semanas depois do teste de Los Alamos, um bombardeio B ? 29, cruzou o  oceano pacífico e lançou uma bomba, que continha urânio, sobre Hiroshima, no  Japão, às 8:15 da manhã. Ela detonou dois terços da cidade e matou 140 mil dos  350 mil habitantes. Uma segunda bomba, semelhante a bomba de plutônio dos  testes, deveria ser lançada em Kokura no Japão, em 11 de agosto, mas foi adiada  por 2 dias devido ao mal tempo. O B ? 29, que transportava a bomba ficou  sobrevoando a cidade por 10 minutos sem localizar o alvo por entre as nuvens.  Dirigiu ? se a cidade de Nagasaki, às 11:02 da manhã a bomba destruiu metade da  cidade e matou 70 mil dos seus 270 mil habitantes.
3) Relatividade - Albert Einstein
Filósofo - Cientista
Albert   Einstein nasceu em 14 de março de 1879, em Ulm, na Alemanha. Cerca de um ano  mais tarde, devido a falência da firma do pai a família mudou se para Munique  para viver com o tio de Einstein, Jakob. Ele freqüentou escolas que impunham  disciplinas rigorosas e onde desenvolveu sua repulsa pela disciplina cega e à  educação rígida. Como se vê em suas críticas aos Estados totalitários e à  autoridade militar. As histórias de seu fraco desempenho escolar na época são  verdadeiras.
Na sua infância algumas  influências o levaram a estudar a relatividade, uma bússola portátil que mostrou  a ele que o espaço não era vazio como o ensinaram, seu amor pelo violino que lhe  deu a percepção sobre a estrutura matemática da música, seu tio Jakob, que lhe  despertou o interesse pela ciência e seu outro tio Cäsar Koch que percebeu e o  apoiou o interesse pela ciência.
Einstein desejava continuar  seus estudos de física e matemática, matriculando se na renomada Escola  Politécnica de Zurique, na Suiça. Apesar da sua idade não lhe permitir o  ingresso, ele escreveu um texto sobre magnetismo que prenunciava a relatividade  e graças aos amigos da famíli, o trabalho chegou nas mãos do diretor da escola.  Acarretando na sua admissão. Seu objetivo era tornar se professor de física  matemática. Devido a problemas com os professores ao terminar o curso ele foi  preterido ao cargo de professor assistente no departamento de física da  academia, pondo um fim ao seu sonho de ser um professor de física matemática.
Em 1903, então trabalhando  no Departamento Suíço de Patentes, em Berna e dando aulas particulares de física  para estudantes casou-se com Mileva Maric. Dois anos depois escreveu um  artigo intitulado: "Sobre a eletrodinâmica de corpos em movimento". Com base em  cálculos matemáticos mencionados no artigo Einstein concluiu que se a luz sempre  se move com a mesma velocidade no espaço livre, independente do movimento da  fonte, a passagem do tempo tem que ser relativa, e não absoluta. Os conceitos e  provas dessa conclusão tornaram - se conhecidos como teoria especial da  relatividade. Em um ensaio relacionado a esse artigo, ele estabeleceu a  equivalência entre massa e energia, mais tarde representada pela  fórmula E =  mc². Essa foi a mais importante conclusão de Einstein de sua teoria especial da  relatividade.
Em 1905 ele publicou um  total de 5 ensaios sobre temas inteiramente diversos. Três deles estavam entre  os maiores da física. O ensaio concernente à explicação quântica do efeito  fotoelétrico conquistou lhe o prêmio Nobel dezesseis anos mais tarde. O  terceiro ensaio continha a teoria especial da relatividade, acrescentando o  espaço tempo como a Quarta dimensão do universo.
Em 1907 ele iniciou sua  carreira acadêmica tornando-se instrutor do departamento de física teórica da  Universidade de Berna, ainda trabalhando no Departamento de Patentes. Em 1914,  já morando em Berlim e trabalhando com o apoio da Academia Prussiana de  Ciências, escreveu uma carta revelando sua admiração à mesma. Esta admiração  mútua que iria ser apagada ao iniciar-se a primeira grande guerra. O que  transformou Einstein em um pacifista.
Como conseqüência da  guerra, sua mulher e seus dois filhos não puderam retornar a Berlim depois das  férias de verão na Suíça em 1914. Isto acabou acarretando o divórcio. Einstein  passou a pronunciar contra o militarismo alemão e o nacionalismo em geral.
Em 1919 Einstein casou-se  com Elsa Lowenthal, e viveu em Berlim com ela e duas filhas que Elsa tinha de um  casamento anterior. Naquele ano a Royal Society of London anunciou que com base  em fotografias do eclipse solar de 29 de maio de 1919, fizeram os cálculos que  comprovaram as previsões feitas por Einstein em sua teoria com respeito a  deflexão da luz das estrelas. Sua vida pública mudou drasticamente. Ele tornou-se símbolo da ciência e o mestre do intelecto do século XX.
Com o ressurgimento do  militarismo alemão e acompanhado de um nível sem precedência de anti semitismo,  Einstein pensou em desligar-se por completo da Alemanha. Após prever a 2²  grande guerra suas relações com a academia terminaram abruptamente. Em outubro  de 1933 ele assumiu um cargo na faculdade de matemática no Instituto de Estudos  Avançados da Universidade de Princetown, em New Jersey.
Após declarações de seu filho em 1920 e a morte de sua esposa em 1936 ele teve  sua imagem abalada. Sua tranqüilidade em New Jersey seria abalada então pela  assinatura da carta que daria inicio ao projeto Roosevelt em 1939 o que viria a  degradar ainda mais sua imagem. Culminando em declarações feitas na televisão em  1950, sobre a bomba H.
Apesar de suas opiniões  sociais e políticas não produzissem um impacto significativo, avaliado por sua  contribuição permanente à nossa compreensão do universo, Albert Einstein sempre  permanecerá como uma figura grandiosa na ciência. Ele censurou governos  fracassados e as políticas opressivas de selaram o destino de milhões. Podemos  defini-lo da seguinte forma: Einstein, o alemão que odiou a Alemanha, o  sionista que tentou fazer a paz com os árabes, o pacifista que influenciou o  surgimento das armas nucleares e o solitário introvertido que tornou um porta-voz no cenário mundial.
4) Big-Bang - Edwin Hubble
O ovo cósmico
Em 1781, o astrônomo  britânico autodidata Sir William Frederick Herschel descobriu o planeta Urano, o  primeiro a ser descoberto desde os tempos pré históricos. Depois de mais de  vinte anos de observação sistemática com os telescópios existentes, Herschel  catalogou 2500 conglomerados de estrelas na galáxia da Via Láctea.
Nas décadas iniciais do  século XX, com base no trabalho de Harlow Shapley e Robert J. Trumpler, chegamos  à compreensão atual da Via Láctea. À medida que os astrônomos continuavam a  mapear o céu, começaram a perceber a incrível vastidão na qual vivemos, e também  se deram conta da infinidade do universo em que vivemos. Só nesta galáxia  existem cerca de 300 bilhões de estrelas. Além das estrelas e planetas existem  no universo enormes nuvens de hidrogênio e poeira que os astrônomos ainda estão  trabalhando em detectar e medir.
No ano de 1612, o astrônomo  alemão Simon Marius, redescobriu uma área pálida no espaço remoto. Ela passou a  ser chamada de Nebulosa de Andrômeda: acreditava-se ser uma nuvem luminosa de  gases e poeira na galáxia da Via Láctea.
O astrônomo Edwiun Powell  Hubble, foi o pioneiro nos estudos sobre Andrômeda. Depois de se formar em  matemática e astronomia em 1910 na Universidade de São Paulo, obteve Ph.D. em  astronomia na Universidade de Chicago em 1917. Mais tarde foi trabalhar no  Observatório Mount Wilson, na Califórnia, onde foi possível enxergar um vasto  número de estrelas individuais de Andrômeda, que é o mais distante objeto  visível a olho nú. Isto provou que a Nebulosa não consistia apenas de gases  poeira e novas. Hubble descobriu ainda milhares de outras nebulosas que também  eram galáxias.
Nos fins do século XIX,  astrônomos e físicos começaram a desenvolver um método para determinar o  movimento de aproximação ou afastamento das estrelas e outros corpos celestes  com relação à Terra, conforme a luz percebida aqui na Terra. Embora a luz seja  feita de fótons e o som de vibração do ar, ambos assemelham-se no aspecto de  se apresentarem em comprimento de onda que podem ser metidos. Uma mudança na  onda luminosa em direção ao vermelho ocorre porque a estrela está se afastando  do observador na Terra.
Com essa informação de  mudança do aspecto luminoso, Edwin Hubble fez sua Segunda descoberta da  astronomia no século XX. Em 1927, combinando os estudos anteriores sobre o  aspecto luminoso, Hubble descobriu que a mudança para o vermelho das galáxias em  recessão aumenta proporcionalmente à distância com relação à Terra. Em outras  palavras, o universo está se expandindo e com as estrelas mais distantes se  movendo mais rápido. O ritmo da expansão é representado pelo cálculo que é  denominado constante de Hubble. Segundo os cálculos atuais as galáxias estão se  expandindo a uma velocidade de aproximadamente 16 à 32 quilômetros por segundo  para cada milhão de anos-luz de distância da Terra.
Se imaginarmos e  calcularmos matematicamente a expansão em sentido contrário todas as galáxias  encontrariam se uem um único ponto, considerado o principio do universo. A  maioria dos estudiosos concorda que o tempo zero ocorreu cerca de 15 bilhões de  anos.
Em 1927, depois de tomar  conhecimento sobre a teoria da expansão do universo, Georges Edward Lemaitre  apresentou a teoria que hoje é generalizadamente aceita pelos astrônomos e  especialistas. Ele afirma que no tempo zero o universo era somente uma massa  minúscula que ele denominou de "ovo cósmico" ou "super átomo", nada mais  existia, o ovo cósmico estava sujeito a própria atração gravitacional,  contraindo e comprimindo-se cada vez mais, em algum momento com uma  temperatura elevadíssima e o volume mínimo ocorreu uma grande explosão. Lemaitre  afirmou que a recessão das galáxias é prova visível dessa explosão. Essa teoria  foi aperfeiçoada por George Gamow e publicada em 1948 em um artigo intitulado:  "A origem dos elementos químicos", no qual Gamow utilizou pela primeira vez o  termo Big Bang. Esta teoria hoje, de tão aceita é chamada de teoria padrão.
Embora o Big Bang Ter  ocorrido há cerca de 15 bilhões de anos, foram precisos vários bilhões de anos  só para que as galáxias adquirissem sua atual configuração no universo. Ainda  não há consenso se o universo ira continuar de expandindo indefinidamente.
O ovo cósmico se formou  predominantemente átomos de hidrogênio, seguido pelo segundo átomo mais simples,  o hélio. Esses dois elementos representam cerca de 99% do universo. Trilhões  vezes trilhões vezes trilhões de interações de átomos de hidrogênio, átomos de  hélio e outras partículas elementares ocorreram para formar elementos diferentes  do hidrogênio e do hélio ? contudo, esses outros elementos químicos que ocorrem  naturalmente perfazem menos de 1% de todo o universo.
No princípio, a terra era  extremamente quente e não tinha atmosfera. Formou-se então a primeira  atmosfera primitiva, que continha sulfeto de hidrogênio e outros gases de  material derretido. Onze bilhões de anos depois do Big-Bang, a sopa primordial  da Terra deu origem as primeiras moléculas orgânicas. Em 1992, quando astrônomos  encontraram uma estrela com dois planetas a 1300 anos-luz da Terra, foi o  primeiro sistema como o sistema solar descoberto.
As especulações sobre a  vida em outras partes do universo deram uma guinada em 1996, a NASA anunciou a  descoberta de moléculas orgânicas fossilizadas e possíveis células em um  meteorito de Marte. Devido alguns elementos químicos contidos neste meteorito  alguns biólogos afirmas ser esta uma prova inequívoca de que existia água na  superfície de Marte, mais ou menos na época que a Terra começou a se formar.
Devido a quantidade de estrelas e a essas evidências nos levam a crer que a  existência de vida em nosso planeta possa não ser exclusiva. Entre a tecnologia  em desenvolvimento, os astrônomos estão prevendo o surgimento de uma nova era na  astronomia, a Segunda vinda de Colombo, na qual encontraremos novos mundos.
5) Evolução - Charles Darwin
A evolução e o principio da Seleção natural
Das sete  maiores descobertas científicas, três destacam-se por mudar completamente nossos  conceitos fundamentais sobre a vida e o universo.:
1) A gravidade e a física do universo;
2) O Big- Bang;
3)E a teoria da evolução de Darwin.
A evolução está longe de  ser uma teoria - é um princípio além do questionamento e do debate. Não  obstante, com seu programa destrutivo e irracional, os criacionistas do século  XX, saídos diretamente da Idade das Trevas, esforçaram-se para colocar a emoção  antes da razão e fazer da evolução uma questão discutível. A verdade é que todas  as formas de vida atêm um ancestral em comum e, mediante um  processo que  "seleciona" naturalmente as características importantes para a sobrevivência,  cada espécie, inclusive a humana, gradualmente se adapta ao seu meio em mudança.
Nos 140 anos desde que  Darwin escreveu A origem das espécies, avançamos extraordinariamente na  compreensão de como a evolução funciona, incluindo-se descobertas, no século XX,  de fósseis de predecessores do Homo sapiens e dos mecanismos precisos da  evolução revelados na célula e no DNA, que examinaremos a seguir. Além disso,  várias descobertas inesperadas em outras áreas vieram completar o quadro. Por  exemplo, a placa tectônica na mudança das condições ambientais, o que, por sua  vez, põe em ação a seleção natural.
A descoberta de Charles  Darwin equivale à de Newton em importância, e assemelha-se a esta porque os dois  cientistas desenvolveram suas proposições apoiando-se pouquíssimo em seus  predecessores. A obra de ambos foi em grande medida individual, incrivelmente  original e abrangente. Darwin já foi chamado "Newton da biologia", pois Newton  abriu a porta para nossa compreensão do universo, e Darwin, para nossa  compreensão da vida.
6) Célula e genética - Walther Flemming e Gregor Mendell
A Célula e Genética
A origem  da vida na Terra a reprodução dos seres vivos e a teoria da evolução de Darwin  foram convertidas à sua base física e química no século 20 convertidas ao  ponto de conseguirmos observar os anteriormente insondáveis fatores da  hereditariedade, mola mestra e mecanismo da evolução. Pela primeira vez, pudemos  compreender o inter-relacionamento destes três elementos da vida : origem,  reprodução e evolução.
A descoberta da célula,  de seu núcleo e de seus processos de divisão
Em 1665, o cientista Robert  Hooke cunhou o termo "célula" antes que qualquer célula viva houvesse realmente  sido vista. Só na década 1670, Van Leeuwenhoek criou lentes potentes. Em 1673,  ele abriu um mundo novo podendo observar células(adotando termo de Hooke).
A teoria celular só começou  desenvolver-se em 1831. nesse ano, o botânico Robert Brown observou o ponto de  controle da célula, denominando-o "núcleo", e identificou essa estrutura como o  elemento comum de todas as células vegetais. Logo os núcleos foram descobertos  em células animais, e o fluxo do "protoplasma" foi observado em células vivas  em 1835.
Biólogos descobrem os  órgãos da célula
Cientistas começaram a  identificar outras partes do mecanismo interno da célula. Na verdade, as células  contêm um conjunto de órgãos distintos denominados organelas.
Núcleo: Sede da cromatina. Comando celular.
Ribossomos: Síntese de proteínas.
Reticulo endoplasmático: Armazenamento, transporte e síntese de alguns    lipídios.
Aparelho de Golgi: Armazenamento, empacotamento e secreção de substancias destinadas à exportação.
Lisossomos: Digestão intracelular de material endógeno ou exógeno.
Mitocôndrias: Respiração celular
Membrana: Regula as trocas entre a célula e o meio.
Cada célula contem apenas um núcleo, mas varias unidades das demais organelas,  alem das organelas mencionadas acima, as células vegetais contem cloroplasto,  que são muito semelhantes às mitocôndrias, porem criam energia por meio da  fotossíntese
Biólogos determinas as  fases da divisão celular
Em 1879, Walther Flemming  conseguiu identificar um material filiforme no núcleo das células. Observando  esse material durante a divisão celular, ele mostrou que os filamentos  encurtavam e se dividam longitudinalmente em metades, cada uma delas movendo-se  para lados opostos de duas novas células idênticas. Ele deu a esse processo de  divisão celular o nome de "mitose".
A vida de uma célula  consiste nos cinco estágios a seguir :
Interfase : A célula está representada em interfase, antes da duplicação dos  cromossomos e dos centríolos. A     duplicação dos cromossomos ocorrerá no final  da interfase.
Prófase : Condensação dos cromossomos já duplicados. Migração dos centríolos  para pólos opostos. Aparecimento das fibras do fuso. Desaparecimento dos  núcleos. Desaparecimentos da carioteca.
Metáfase : Centríolos em pólos opostos na célula. Cromossomos condensados,  situados na região mediana da célula, presos pelo centrômero a fibras de ambos  os pólos.
Anáfase : Afastamento das cromátides irmãs e migração para pólos opostos.
Telófase : Descondensação   dos cromossomos. Reaparecimento dos nucléolos.  Reconstituição das cariotecas. Desaparecimento das fibras do fuso. Citocinese.
As bactérias tornam-se o  primeiro ancestral comum de todas as formas de vida
Nos 3 bilhões de anos seguintes, os únicos seres vivos na  Terra foram organismos unicelulares. Assim como o primeiro RNA e os organismos  multicelulares que evoluíram depois, esses animais unicelulares passaram por  seus próprios processos evolutivos distintos. Essas primeiras células evoluíram  para espécies bacterianas das quais evoluíram todos os outros seres vivos,  inclusive a vida vegetal e animal. Bactérias são criaturas unicelulares e  possuem todas as organelas, exceto um núcleo bem definido. A maioria das  espécies bactérias é inofensiva a outras formas de vida, inclusive aos humanos,  ou é vital para a existência desses seres. Certos tipos de bactérias são  conhecidos por causarem doenças. Essas bactérias patogênicas podem infectar  praticamente todas as regiões do corpo humano. Eles estão simplesmente vivendo  no meio especifico no qual evoluíram e se adaptaram, reproduzindo-se e se  dividindo como qualquer outro organismo.
A ascensão mental e física dos humanos a partir de uma  única célula é espantosa
O poder  superior de do cérebro humano é um resultado da seleção natural, assim como  quaisquer outras características que proporcionam uma vantagem para a  sobrevivência. Como vimos antes os nossos ancestrais mais remotos que vagueavam  pelas planícies  africanas já sobreviviam mais pela astúcia do que pela força  bruta ou pela velocidade. Somos igualmente complexos no físico. Entre os 60  trilhões de células que compõem o corpo de cada um de nós, encontramos não  apenas as células que estão organizadas em tecidos, mas também milhões de  células isoladas quais dependemos para sobreviver:
* Macrófagos alveolares consomem partículas inaladas de poeira e as transportam  para fora dos pulmões, traquéia acima e, finalmente, para fora do corpo.
* Outros tipos de macrófagos migrantes percorrem nossos vasos sangüíneos,  recolhem células sangüíneas mortas e engolem organismos potencialmente  infecciosos.
* Outros macrófagos e células sangüíneas combatem células que se tornaram  cancerígenas.
* As células sangüíneas brancas mais conhecidas, que enxergamos em forma de pus,  ingerem bactérias, células de tecido morto, protozoários e outros corpos  estranhos.
Embora apresentem muitas características semelhantes às de  bactérias e ácaros e às de amebas e protozoários unicelulares de vida livre,  elas são produto dos genes humanos. Em outras palavras, nosso próprio DNA e  programado para criar esses "animálculos animados". A questão sobre  inevitabilidade ou acaso pode nunca vir a ser respondidas conclusivamente.  Porém, aproximando-nos do final do século no qual alcançamos a compreensão da  célula e de seu funcionamento, vemos que os cientistas conseguiram determinar os  processos físicos que foram responsáveis pela auto-replicacão e pelo crescimento  e que impeliram os organismos unicelulares originais a evoluir para vegetais,  animais e humanos complexos.
Mendel formula os princípios básicos da genética
George Mendel teve um papel central na erradicação das  velhas crenças sobre as características hereditárias e na consolidação do estudo  da hereditariedade como uma ciência biológica. Mendel estabeleceu cinco  princípios que se aplicam igualmente a todos os seres vivos e se mantêm até  hoje:
1. Cada característica física de um organismo vivo é produto de um "fator  hereditário" especifico, que Mendel concebeu como algum tipo de partícula.
2. Esses fatores hereditários existem aos pares nos seres vivos.
3. Com respeito a cada uma dessas características, apenas um dos dois fatores  existentes na mãe e um dos dois existentes no pai são transmitidos a cada um dos  filhos.
4. Existe uma probabilidade igual de que qualquer um dos fatores da mãe e  qualquer um dos fatores do pai seja herdado pelos filhos.
5. Alguns fatores são dominantes, outros, recessivos.
Nasce a ciência da genética
O geneticista americano Walter S. Sutton apresentou  primeiras provas conclusivas de que os cromossomos contêm as unidades da  hereditariedade e que eles ocorrem em pares distintos. Enquanto a mitose  relaciona-se à vida cotidiana de vários tipos de células, a meiose lida com os  processos fundamentais da genética e da evolução. A partir de 1903, os seguintes  cientistas desenvolveram as descobertas de Darwim, Mendel, Flemming, Weismann e  Sutton e refinaram nossa compreensão dos princípios que atuam quando a prole  herda dos pais sua constituição genética. :
* Herma Nilsson-Ehle: Esse geneticista sueco realizou pesquisas com variedades de trigo e outras  plantas, refinando e confirmando os cinco princípios medelianos da  hereditariedade. No decorrer de sua carreira, ele abriu novos campos de pesquisa  sobre os genes e cromossomos e desenvolveu o conhecimento sobre as mutações.
* Edward M. Esat : Seu  trabalho pioneiro com genética dos vegetais e botânica iniciado em 1900 concluiu  que mutações espontâneas nos próprios genes eram responsáveis por certas  mudanças ao longo das gerações dessas plantas na ausência de mudanças nas  condições ambientais. Essa característica que sofreu mutação é transmitida à  prole.
* Thomas Hunt Morgan : Esse  geneticista e zoólogo fez a monumental descoberta de que os cromossomos não são  estruturas permanentes. Em 1909, ele adotou a palavra "gene" para referir-se a  um dos "fatores hereditários" de Mendel. Com três de seus alunos, Morgan não só  confirmou a teoria de Suttonde que cada cromossomo portava uma coleção de genes  enfileirados como contas em um cordão, mas descobriu que a posição de cada uma  dessas contas podia ser "mapeado" e identificado em regiões precisas dos  cromossomos. Mais importante foi o fato de Morgan e seu grupo terem sido os  primeiros a provar que durante o estágio em que os cromossomos emparelham-se e  se contraem eles podem trocar material genético entre cromossomos de origem  materna e paterna, como observado no estágio da prófase na meiose. Esse processo  chama-se cruzamento. O material genético recombinado é transmitido às gerações  subseqüentes. Morgan e seus colegas provaram que o processo da variação, que  explica circunstancialmente a evolução, não se deve a mutações significativas  ocorridas em cada nova geração, mas à recombinação das "contas em uma cordão" -os  genes. Morgan estabeleceu uma nítida relação entre Darwin e Mendel, e descobriu  que os fatores de Mendel têm uma base física na estrutura cromossômica.
* R.F. Fisher, J.B. S.H :  Na década de 1920, esse geneticistas, versados em matemática, calcularam, cada  um por si mas simultaneamente, que as pequenas variações oriundas de  recombinações cromossômicas, juntamente com as mutações espontâneas deduzida por  Edward East, podiam explicar  matematicamente as grandes mudanças em organismos  vivos no decorrer dos intervalos de tempo deduzidos com base nos indícios  fosseis e requeridos para a evolução pela seleção natural. Seis décadas depois  de a Sociedade para o Estudo da Ciência Natural de Brno ter gravemente deixado  passar despercebida a importância das estatísticas de Mendel, esses três  indivíduos introduziram o tema da genética populacional e forneceram uma base e  uma explicação matemática à seleção natural. O Livro de Ronaldo Fisher, The  genetical theory of natural selection, publicado em 1930, mostrou  particularmente que a lenta mas constante mudança nos genes e cromossomos  explica a evolução darwiana.  Sewall Wright realizou um trabalho pioneiro em  genética populacional matemática e teoria evolucionista.
* Bárbara McClintock : Esse  geneticista realizou uma serie de experimentos sobre a cor de sementes de milho,  os quais forneceram informações novas e conclusivas sobre a recombinação, a  realidade e as características de grupos de ligação de genes, e a relação entre  genes especifico.
7) DNA - Francis Crick e James Watson
A Estrutura da molécula de DNA
Identificação dos ácidos nucléicos e da molécula certa  inaugura a genética molecular. Em 1869, o bioquímico suíço Friedtich Mieschner  aventou pela primeira vez que todos os núcleos celulares provavelmente possuíram  uma química especifica. Em anos subseqüentes, ele descobriu varias substâncias  do núcleo, as quais separou em proteínas e moléculas ácidas ? daí o termo  "ácidos nucléicos".
Um químico natural da  Rússia, Phoebus A. T. Levene, também foi um pioneiro no estudo de ácidos  nucléicos. Em 1909, Levene identificou corretamente a ribose como açúcar de um  dos dois tipos de acido nucléico, o acido ribonucléico, e certos componentes do  outro acido nucléico, o acido desoxirribonucléico. Ele e muitos de seus colegas  estavam convencidos de que, com ácidos nucléicos e proteínas no núcleo, as  complexas e abundantes moléculas de proteínas armazenavam todas as informações  genéticas nos cromossomos. A teoria do Levene sobre o propósito do DNA - meramente manter unidas as moléculas de proteína - revelou-se incorreta.
O trabalho que levou à  correção dessa suposição equivocada teve início em 1928 com bacteriologista  inglês Fredrick Griffith.
Outro bacteriologista,  Oswald T. Avery, juntamente com seus colegas, percebeu a importância do trabalho  de Griffith e passou dez anos tentando identificar o agente que era a essência  da transformação genética na bactéria. Finalmente, em 1944 Avery e seus  colaboradores publicaram os resultados de suas extensas pesquisas, os quais  mostraram  claramente que era DNA, e não a proteína ou RNA, que permitia o  transporte das informações hereditárias. Esse trabalho inaugurou a ciência da  genética molecular.
Bioquímico natural da Áusrtia Erwin Chargaff determinou as  proporções dos quatro compostos presentes no DNA : adenina (A), citosina (C),  guanina (G) e timina (T). Em 1950, ele determinou as quantidades proporcionais  exatas das bases de DNA em cada molécula : guanina citosina e adenina igual a  timina. Portanto, a quantidade de guanina e adenina combinadas é igual à  citosina e timina combinadas.
Alfred D. Hershey ,na década de 1940 e no início da década seguinte, corroborou  a conclusão do grupo de Avery de que o DNA, e não a proteína, é o material  genético.
 Os ácidos nucléicos apresentam-se em dois tipos : DNA (ácido  desoxirribonucléico) e RNA (ácido ribonucléico). As bases são as mesmas em ambas  as moléculas, com exceção do uracil, que substitui a timina no RNA.
Descoberta da hélice dupla de DNA
Foi descoberta a hélice dupla de DNA pelos Crick e Watson.  As duas cadeias helicoidais antiparalelas, com a ?coluna vertebral? de açúcar e  fosfato na parte externa e as bases (adenina, timina, guanina e citosina) no  interior. Devido aos ângulos em que as substâncias químicas do DNA se ligam umas  às outras, todas as moléculas de DNA consistem em duas faixas paralelas  espiraladas, como corrimão de uma escada em espiral ? daí o nome que  imediatamente se celebrizou com a descoberta de Crick-Watson : a hélice dupla.
Compreendendo o DNA
As proteínas compõem-se  unicamente de aminoácidos. Os aminoácidos organizam-se ao redor das quatro  ligações do átomo de carbono. Ou seja, o carbono tem valência 4, o que significa  que ele possui quatro elétrons sem par na casca externa, e isso lhe permite  fazer essas ligações e torna o átomo e o elemento químico mais importante da  biologia. Embora existem apenas vinte variedades de aminoácidos, longas  repetições de seqüências múltiplas permitem dezenas de milhares de combinações  de aminoácidos para formar uma grande variedade de proteínas. De fato, existem  cerca de 50 mil tipos de diferentes de proteínas em nosso corpo. Os mesmos vinte  aminoácidos em 50 mil combinações diferentes estão ligados aos outros em longas  cadeias dobradas sobre si mesma.
As proteínas não são  simplesmente substâncias benéficas que obtemos da carne de outros alimentos. São  moléculas complexas que apresentam um conjunto extraordinário de propriedade e  funções, e sendo componentes de elementos estruturais como o colágeno,  hormônios, transportadores de oxigênio e anticorpos, além de serem enzimas  essenciais e catalisadoras na própria molécula de DNA.
O gene é uma região do DNA  que controla uma característica hereditária especifica, como cor do cabelo,  altura, forma de nariz e milhares de outros traços. A seqüência especifica das  bases que compõe o gene geralmente corresponde a uma única proteína ou RNA  complementar.
No DNA, o comprimento de  cada filamento é 600 mil vezes maior do  que a largura. Quando célula, núcleo e  cromossomo dividem-se, cada filamento serve de gabarito para a formação de um  novo filamento correspondente em cada um das novas células graças à estrutura e  ao emparelhamento das bases descobertos por Crick e Watson.
Isso explica a segunda  característica fundamental do DNA, aquela que geralmente associamos à hélice  dupla : a capacidade de replicar-se. Em outras palavras, quando o DNA duplica-se  no interior de cada célula que está sofrendo uma divisão celular , sua  capacidade de controlar as funções das células e do corpo dirigindo a produção  de proteínas também se duplica.
Isso leva nos de volta à  principal função do DNA : produzir proteínas. Como os precisos genes evoluíram  de modo a ficar protegidos no núcleo da célula, é necessário que se produzam  copias ativas dos genes que possa sair do núcleo e dirigir a produção de  proteínas em outras partes da célula. Assim é preciso uma espécie de "projeto"  do gene. Esse projeto é feito pelo outro acido nucléico, o RNA, que se compõe de  A, C, G e uracil em vez de timina. A RNA-polimerase é a enzima especifica capaz  de dividir o DNA no meio dos "degraus". Em outras palavras, ela "abre o zíper"  das bases bem no meio - em suas ligações de hidrogênio - e transforma a hélice  dupla em duas hélices simples com "meios degraus" expostos, rompendo as ligações  entre os dois filamentos que unem A com T e C com G.
Como os aminoácidos têm de  unir-se lado a lado para formar proteínas, as seqüências desses códons de três  letras ao longo dos filamentos de DNA determinam as proteínas que são exclusivas  a cada um de nós.
* Uma ou mais seqüências especificas de três beses representadas por três letras  resultam na criação de cada um dos vinte aminoácidos.
* Os aminoácidos  combinam-se em uma ordem especifica para formar os 50 mil tipos de proteínas do  corpo humano. Cada uma dessas combinações de códons é um gene.
Todos os 100 mil genes  humanos estão configurados nos 46 cromossomos humanos que se localizam em cada  núcleo de cada célula. Eles se enovelam nessa forma reconhecível durante a  divisão celular.
Ao formar esses códigos, a  RNA-polimerase desloca-se ao longo da molécula de DNA, abrindo-a como um zíper e  permitindo que as moléculas se RNA que se encontram soltas no núcleo juntem-se e  se emparelhem ao longo dos agora expostos pontos onde estão A, C, G e T dos  filamentos originais de DNA. De fato, o RNA forma uma transcrição exato do DNA.  Essa copia denomina-se RNA mensageiro.
Quando RNA-polimerase  chega ao "sinal de parada" que existe na extremidade de cada gene, desprende-se  juntamente com o recém-produzido RNA mensageiro, o qual sai do núcleo e segue  para um dos muitos ribossomos na célula. O ribossomo lê a mensagem do RNA e, de  acorda com a seqüência especifica de bases no códon, ele reúne uma serie de  aminoácidos provenientes das reservas que flutuam soltas pela célula. Essa ação  cria, da "estaca zero", uma proteína especifica "escrita" na linguagem  codificada originalmente pela seqüência de bases de três letras existente no DNA  que permaneceu no núcleo da célula. Cada uma dessas novas proteínas reflete uma  pequena porção dos longos filamentos de DNA que contêm todos os códigos de três  letras para as milhares de proteínas diferentes.
Do mesmo modo como a  RNA-polimerase se deslocou ao longo dos pares de bases G-C e A-T exposto do DNA  para criar o RNA mensageiro, o ribossomo desloca-se ao longo do RNA mensageiro  para criar uma proteína. Passo a passo, cada proteína vital formada em nosso  corpo é produzida dessa maneira. Neste exato momento, milhares de ribossomos em  cada célula de seu corpo estão efetuando milhões de reações que estão fazendo os  aminoácidos relacionados uniram-se formando cerca de 2 mil novas moléculas de  proteína a cada segundo. Cada proteína, ao sair do ribossomo e emergir da  célula, apresenta uma forma especifica dobrada e retorcida, determinada pela  ligação química dos aminoácidos dos quais ela é feita. Essa forma e composição  química dos aminoácidos dos quais ela é feita. Essa forma e composição química  permitem aos 50 mil tipos diferentes de proteínas executar sua funções  especificas no corpo.
Como os ácidos nucléicos  dirigem a produção de proteínas e a seqüência de proteínas é única em cada  pessoa, é o DNA que, em ultima analise, controla todas as características  hereditárias.
As seqüências codificadoras que causam a formação de  pêlos em um camundongo são semelhantes, mas não idênticas, às seqüências  formadoras de cabelos em uma cabeça humana. Analogamente, as seqüências  codificadoras que fazem com que os cabelos se formem em duas cabeças humanas têm  mais semelhança entre si do que com as seqüências formadoras dos pêlos do  camundongo, porém não são idênticas. Essa é chave para compreender o material  hereditário e a função do DNA, e a razão de os biólogos moleculares referirem-se  à frase "DNA produz RNA, que produz proteínas" como o "dogma central". A  descoberta de Crick e Watson foi o ponto culminante de oitenta anos de pesquisas  realizadas por numerosos cientistas.
O Conhecimento da estrutura leva a leitura do código
O trabalho de Crick e Watson permitiu que de imediato se  percebesse a possibilidade de ler e interpretar o plano genético de qualquer  organismo incluindo seres humanos.
 Quando as pesquisas do bioquímico Fredrick Sanger nos permitiram iniciar o  seqüenciamento do RNA, na década de 1960, tornou-se teoricamente possível  entender toda a enorme quantidade de informações contidas no DNA, e não apenas  exemplos isolados. Isso levou a um interessemos realmente conhecer a relação  entre cada gene e cada características física, inclusive doenças de case  genética. Em 1975, Walter Gilbert foi o primeiro a aplicar um tratamento químico  especifico ao DNA. Por meio novo método, Sanger tornou teoricamente possível determinar todo o  "texto" que governa a hereditariedade de qualquer organismo vivo, inclusive o  humano.
Começa o projeto genoma
* Dezembro de 1989 : cientistas do MIT descobrem um gene  que acreditam ser crucial para o desenvolvimento das defesas imunológicas  humanas, denominado gene ?RAG-1?. A descoberta lança uma nova luz sobre as  complexidades do sistema imunológico, o qual é vital para todos os aspectos da  saúde e do desenvolvimento humano.
* Agosto de 1991 : um  esforço de pesquisa conjunto de cientista da Faculdade de Medicina Johns Hopkins,  do Instituto do Câncer de Tóquio e da Universidade de Utah identifica o gene que  origina o câncer do cólon. Esse gene é denominado APC. Essa descoberta permitirá  aos médicos detectar um tumor no cólon no estágio mais incipiente possível.
* Março de 1993 :  pesquisadores anunciaram que a doença de Huntington resulta de inexplicadas  ?gagueiras genéticas?,  expansões no tamanho de um gene especifico no cromossomo  4, que acrescentam filamentos extras do aminoácido glutamina à proteína que o  gene normalmente codifica.
*Agosto de 1993 :  pesquisadores do Centro Medico da Universidade de Duke anunciam que as pessoas  nascidas com uma variante de um gene chamado APOe têm maior propensão a  desenvolver o mal de Alzheimer por volta dos setenta anos  de idade do que as  pessoas que apresentam outras versões do mesmo gene.
* Junho de 1995 : uma  equipe da Universidade de Toronto anuncia que um gene do cromossomo 14 é  responsável por até 80% dos casos familiares do mal de Alzheimer.
* Agosto de 1995 :  pesquisadores do Centro de Ciência da Saúde da Universidade de Texas informam  que o gene BRCA1 tem um papel fundamental no câncer de mama.
*Dezembro de 1995 :  cientistas britânicos anunciam a descoberta de um segundo gene associado ao  câncer de mama, o BRCA2.
*Fevereiro de 1996 :  cientistas identificam o gene que codifica uma variedade de proteínas da  superfície celular que se deslocam para o cérebro e ajudam a regular o peso  corporal; lançam hipótese de que a obesidade resulta de mutação nesse gene  receptor.
* Marco de 1996 :  pesquisadores da Universidade de Ciências da Saúde do Oregon informam que  células sadias do fígado transplantadas para fígados doentes produzem a enzima  FAH, ausente nesses organismos doentes. É uma nova esperança para a terapia  genética direcionada para o fígado, que poderá reduzir a necessidade de  transplantes desse órgão.
* Março de 1996 :  pesquisadores de cinco grandes centros médicos anunciam ter encontrado um gene  que aumenta o risco de doença  renal e outros distúrbios associados ao lúpus. A  versão defeituosa desse gene codifica uma proteína que é menos eficiente em sua  função imunológica do que uma versão normal do gene.
* Abril de 1996 : biólogos  moleculares anunciam  ter encontrado o gene humano causador dos sintomas de  envelhecimento e modificar a participação desse no surgimento de doenças  cardíacas, câncer e osteoropose.
Periodicamente, pesquisadores do Projeto Genoma publicam  um "mapa" do genoma humano. Eles identificaram a localização física de mais de  15 mil dos 30 mil marcos ao longo dos filamentos de material de DNA que formam  nossos cromossomos.
O projeto gera esperanças, medo e controvérsia
O projeto genoma  originalmente foi concebido e continua a ser motivado principalmente pela  esperança de curar ou reduzir essas doenças. Mas o projeto humano não deixa de  enfrentar oposição.
O código genético hoje é  compreendido a tal ponto que remodelar o genoma humano e dirigir suas instruções  é algo exeqüível no futuro próximo. Muitas pessoas vêem um grande potencial na  aplicação desse conhecimento à cura de doenças e à melhora da condição humana,  enquanto outras opõem-se violentamente a essa engenharia e terapia genética com  argumentos éticos e científicos. De fato, em outubro de 1993 Robert Stillmas,  especialista em fecundidade do Centro Medico da Universidade George Washington,  clonou embriões humanos usando métodos que são comuns na reprodução controlada  de gado e outros animais. Esse foi um experimento de laboratório, e não foi  realizado com uma gravidez, mas de fato indicou a possibilidade de gêmeos  idênticos serem formidáveis questões éticas e legais.
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