Dois dias depois, assaltam e tomam rapidamente a cidade de Damietta(figura
acima), onde Luis ignorando que a cidade deveria ser dada ao rei de
Jerusalém, a transformou em um arcebispado sobre o controle do
patriarcado latino de Jerusalém. Mas o exército não
avançou mais, Luis aprendeu a lição da quinta cruzada
e não atacaria na época das cheias do Nilo. Só
marcharia novamente quanto as águas recuassem. E, durante os
meses do verão de 1249 Damietta se tornou a capital de Outremer.
Neste meio tempo o mundo islâmico chocado pela perda da cidade,
começava a agir. as-Salih mesmo moribundo agia, como seu pai
há três décadas, oferecendo Jerusalém em
troca da devolução da cidade, mas Luis recusava-se a barganhar
com um infiel.
Com o Nilo retrocedendo em fins de outubro e com a chegada, neste período,
de reforços da França, era hora de avançar. Foi
sugerido um ataque a Alexandria, que se tomada faria dos cruzados os
senhores de toda costa mediterrânea do Egito, contudo um dos irmãos
do rei foi contra e Luis tomou seu partido e como na quinta cruzada
decidiram avançar para Cairo. No dia 20 de novembro o exército
partiu em direção a cidade. Parecia que a sorte estava
com eles, pois no dia 23, o sultão falecia na cidade fortificada
de Mansurá, que seria a primeira defesa dos muçulmanos
contra os cruzados em direção a Cairo.
No dia 7 de dezembro houve uma batalha perto da aldeia de Fariskur,
onde a cavalaria egípcia foi rechaçada e os templários
contrariando ordens, perseguiam os fugitivos para demasiado longe e
encontraram dificuldades para se reunir a seus companheiros. Fora outra
pequenas escaramuças, o exército continuou em marcha e
no dia 23 acamparam em frente a Mansurá, separados apenas por
uma serie de canais do Nilo. No inicio de fevereiro, foram informados
sobre a existência de um vau e se puseram em marcha. No dia 8,
a vanguarda do exército sobre o comando de Roberto de Artois,
atravessava o vau. A despeito das ordens dadas de esperar o resto do
exército, Roberto, achando o acampamento árabe desprotegido
atacou, junto com uma forças de Templários. Apesar do
sucesso inicial e de matarem o comandante do acampamento os árabes
lograram em armar uma cilada, contra atacar, derrotar os cruzados e
matar Roberto.
Ao saber da noticia, Luis avançou com a principal parte de
suas tropas, mas foi atacado e derrotado pelo exército sarraceno
comandado pelo líder dos mamelucos e futuro sultão Baybars.
Apesar da dupla derrota, Luis não recuou e continuou o cerco
a cidade. Ele terminou em março, pois havia mais fome e morte
entre os cruzados do que entre os árabes, e o próprio
Luis caía enfermo e resolveu recuar para Damietta. Mas foi atacado
e capturado pelos mameluco.
Após dois meses de negociações ele foi libertado
em troca de Damietta e do pagamento de 360 mil libras. Ele imediatamente
retornou à Acre para se reorganizar e planejar o futuro da cruzada.
Neste período os mamelucos se revoltam contra o sultão
e o depõem. Baybars subiu ao poder criando a dinastia dos mamelucos
que futuramente poriam um fim a Outremer.
Procurando ganhar tempo, Luis se alia aos mamelucos que ainda lutavam
contra os sírios que tentavam restaurar a antiga dinastia. Enquanto
fortificava as defesas, ele entrava em contato com os Mongóis,
que pelas lendas como a de Prestes João seriam aliados naturais
dos cristãos, contra os muçulmanos. Assim como os muçulmanos,
os cruzados enviaram embaixadas pedindo auxilio, mas o Khan mongol pouco
se interessava em alguma das partes. No caso da embaixada de Luis que
tambem procurou convertê-lo ao cristianismo, ele não só
negou as propostas, como sugeriu a submissão de Luis a ele.
Em 1254, a falta de dinheiro, problemas internos na França e
a morte de sua mãe, que ficara na regência, obrigaram a
Luis a retornar. Sua cruzada fracassou, mais sua fama se espalhou pela
Europa e muitos já o consideravam um santo, o que lhe deu uma
autoridade ainda maior que o sagrado-imperador.
Ele poderia ter fracassado mais não desistira e, em 1270, uma
nova cruzada seria criada por ele.