A Idade Média Européia
O período no qual existiram a ordem dos Cavaleiros Templários
e as cruzadas, é comumente conhecido como Idade Média. Ela
se estendeu de 456, ano da queda do Império Romano ocidental, até
1453, queda de Constantinopla. Foi nesse período tumultuado que
surgiram as modernas nações européias.
Após a queda do império romano a civilização
ocidental ruiu e em lugar de um poder centralizado, surgiram pequenos
lordes que se enfrentavam. Apenas nos Bálcãs e no Oriente
Médio, áreas controladas pelo Império romano oriental
(depois chamado de Império Bizantino) ainda havia ordem. Essa situação
perdurou pelos séculos V-VII, quando os primeiros estados começaram
a serem criados, graças ao surgimento de reis fortes e o trabalho
da igreja. Neste período surge no oriente uma nova religião
que começa a avançar rapidamente: o islamismo.
Nesta época, após uma longa guerra contra os persas, o Império
Bizantino estava fragilizado, e portando sem condições de
defender seu território, o que facilitou a conquista árabe
(bastou um exército de poucos mais de 5000 homens para dominar
o Egito uma das mais populosas províncias do império). No
ano 638 Jerusalém depois Damasco, Antioquia. Apenas as fortes muralhas
de Constantinopla impede que ela caia. Os persas não tiveram a
mesma sorte e foram dominados, assim como toda a costa africana e a península
Ibérica. Por volta do ano 717 o império árabe estendia-se
do norte da índia até o sul da França, mais já
não era um império unido e logo se fragmenta em vários
reinos, que teoricamente responderiam ao califa em Bagdá.
Do século VIII ao IX a expansão muçulmana à
Europa é contida, e eles são expulsos do sul da França
e do extremo norte da Espanha. É o começo da reconquista.
No ano 800, Carlos Magno é sagrado Sacro Imperador Romano (império
que inicialmente compreendia França, Paises Baixos, Alemanha e
norte da Itália, e que depois perderia a França). Após
a morte de Carlos Magno o Império se divide e não impede
o saque de Roma por piratas muçulmanos, em 846. Nos dois próximos
séculos começam a surgir às nações,
mas não como as conhecemos, pois no feudalismo lealdades pessoais
eram ainda mais fortes do que um conceito abstrato de Estado.
No Oriente o Império Bizantino recupera partes dos territórios
perdidos, principalmente a Anatólia, Ásia menor, Armênia
e, durante alguns anos, a Terra Santa e parte da costa africana. Mas no
geral mantém boas relações com o Califado de Bagdá
e os Sultões fatimidas do Egito. Por causa disso dos séculos
IX a XII o Oriente Médio era o centro da nossa civilização.
Mas o surgimento de dois grupos começava a mudar a situação.
No ocidente os normandos (vikings que se misturaram com a população
do norte da França e se tornaram cristãos), que avançavam
pela Europa conquistando a Inglaterra, Sicília e sul da Itália,
e no oriente, os turcos seljúcidas, que conquistaram sua independência
e atacavam tanto Bizâncio como o califado. Em breve eles se enfrentariam
nas cruzadas.
Neste período há uma estabilização de poder
na Europa a igreja reina absoluta, apesar de ter que lutar pelo poder
contra os imperadores germânicos. Os maiores reinos eram França,
Inglaterra (controlada pelos normandos que nominalmente eram servos do
rei francês), Sagrado Império Romano-Germânico (na
verdade um amontoado de pequenos reinos e feudos, praticamente independentes),
e no oriente O Império Bizantino, que seguia a religião
ortodoxa cristã que se separou totalmente da católica romana
no cisma de 1054, e o califado.
Mas a situação no Oriente muda completamente em 1071, após
a batalha de Manzikert, onde o exército turco destrói completamente
o exército bizantino. Logo Bizâncio perde toda a Ásia
menor e os turcos fixam sua capital a apenas 100 milhas de Constantinopla.
Além de avançarem sobre Bizâncio os turcos rumam à
Terra Santa ocupando Jerusalém em 1080.
O Império é salvo da destruição com a subida
do Imperador Alexius I que mantém os Bálcãs e parte
da costa turca. Mas vendo que não tem forças para avançar
ainda mais pede ajuda ao Ocidente. Dava-se inicio as cruzadas.
Durante elas, a Europa muda completamente, nações como França
e Inglaterra saem fortalecidas, surgem outras como Portugal e os reinos
espanhóis (ainda não unificados), as cidades-estados italianas
despontam como centros culturais e comerciais no lugar do império
Bizantino que é destruído. Além disso, pensamentos
“heréticos” fazem a igreja criar a inquisição,
que mata dezenas de milhares de pessoas, muitas delas, judeus.
Já perto do final da Idade Média temos o sangrenta guerra
dos cem anos (entre as famílias reais inglesa e francesa pelo trono
francês, que durou de 1337 até 1453, tendo conseqüência
em toda a Europa), cujo furor, nem mesmo foi abalado pelo o horror da
peste negra que ceifou um terço da população européia.
O final da guerra bem como a queda de Constantinopla marcam o fim da Idade
Média.