Portugal e os Templários

Como visto anteriormente, o primeiro local onde os Templários, travaram uma batalha foi na Península Ibérica e logo, ganhavam grandes propriedades nesta região. E, um dos locais onde eles mais se fizeram presentes, foi no então Condado de Portugal, que neste período começava a se tornar um reino independente. Em 1128, Dom Alfonso Henriques vence as tropas leoneses na batalha de São Mamede, e se declara rei de Portugal. Apesar de não participarem desta batalha os Templários portugueses o apóiam e em 1139, auxiliam o rei na batalha de Ourique , onde os portugueses vencem um grande exército mouro. Por sua devoção, Dom Alfonso consegue o apoio de São Bernardo, e após a tomada de Santarém, Dom Alfonso funda o mosteiro Cisterciense de Alcobaça São Bernardo também foi peça chave para o tratado de Zamora em que o reino de Leão reconhece a independência de Portugal, por isso São Bernardo é considerado o fundador espiritual de Portugal.    

Essa “irmandade” entre os Templários e Portugal rendeu muitos frutos. Logo a maior parte das terras e castelos ibéricos dos Templários eram em Portugal. Sua presença e influência foi tanta que a cidade de Castelo Branco tem esse nome por ter surgido em torno de um castelo Templário, que era chamado pelo povo de “castelo dos de branco”.A Ordem tambem ajudou na tomada de Lisboa em 1147, e conforme os portugueses, iam ganhando terras aos mouros, os templários recebiam mais doações como recompensa pelo seu auxilio. Em 1160 recebem a fortaleza de Tomar que se torna a sede do templo em Portugal.   

Além de ajudarem a combater os mouros, os templários com sua influencia e riqueza, indiretamente ajudaram a manter Portugal independente dos reinos de Leão e Castela. E os reis portugueses nunca esqueceram disto. Quando Filipe, o Belo começou seu ataque aos Templários, segundo as crônicas da época conservadas na Torre do Tombo em Lisboa: “ El-Rei Diniz indignou-se vivamente no trato dado aos Tempreiros da Francia”. E ignorou as recomendações de Filipe, que exigia “o castigo severo dos culpados”, e quando o papa ordenou a prisão dos templários o rei simplesmente os deixou em seu castelo, e proibiu que a Inquisição os captura-se. Com isso Portugal se tornara um porto seguro da Ordem, muitos dos que escaparam a captura fugiram para lá (alguns estudiosos sustentam que parte da frota templária se refugiou na cidade do Porto). Após o concilio de Salamanca que inocentou os templários, mas não evitou a dissolução da Ordem, para proteger os antigos templários e evitar que seus bens e terra ficassem com o Papa ou com o rei Francês, Dom Diniz funda a Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo, vulgo Ordem de Cristo.    

Essa Ordem foi peça chave para as futuras expedições navais de Portugal, pois ela herdou todos os bens e terras dos Templários na verdade pode se disser que a ordem de Cristo é (pois ela existe até hoje) a Ordem dos Templários com outro nome e reduzida somente a Portugal, pois todos os templários portugueses e os que se refugiaram lá entraram para a Ordem, que foi reconhecida pelo papa em 1319.  

    Entre os muitos tesouros e bens que os templários que fugiram trouxeram à Portugal, estavam cartas náuticas e manuais de construção navais. Conhecimento que os templários adquiriram dos árabes e dos gregos e extremamente valiosos e secretos agora estava nas mãos portuguesas. A era das grandes navegações estava para se iniciar. Bartolomeu Dias o primeiro navegador a cruzar o cabo das Tormentas (hoje da Boa esperança) era membro da Ordem e o infante Dom Henrique, o navegador,(imagem ao lado) fundador da Escola de Sagres foi grão-mestre da Ordem, que ajudava tanto com homens quanto financeiramente as expedições de Portugal Vasco da Gama era membro da Ordem, assim como Pedro Álvares Cabral, que no comando de 13 caravelas (cujo design muitos creditam ser uma adaptação das naus templárias )em cujas velas, estava blasonada a Cruz de Cristo outrora emblema templário, em 21 de abril de 1500 aporta em Porto Seguro, descobrindo assim a terra de Vera Cruz, o Brasil Com isso os Templários e seus sucessores os cavaleiros de Cristo,

não só ajudaram a formar o reino de Portugal e a transformá-lo em uma potência comercial, como foram peças-chaves para as grandes navegações e o descobrimento do Brasil.

 

 
 
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