O
município, antigo Arraial do Tejuco, está
localizado no vale do Jequitinhonha , região
norte de Minas Gerais, a 292 km de Belo Horizonte.
Sua população é de 43,4 mil habitantes
e a economia gira em torno do turismo, comércio
e mineração.
A descoberta de ricas jazidas de ouro próximas
à cidade do Serro, entre os rios Grande e Piruruca,
atraiu os primeiros exploradores à região
da atual Diamantina. Em 1713 foi fundado o Arraial
do Tijuco (tijuco, em tupi, significa lama).
A cidade, que nasceu como o Arraial do Tijuco, no
início do século XVIII, formada pelo
encontro do colonizador português, que trouxe
a influência ibérica marcada por traços
de todos os povos que passaram pela penísula
(gregos, fenícios, romanos, visigodos, árabes
e normandos); com os escravos, inclusive negros muçulmanos
provenientes do Golfo de Benin. Além desses,
vieram negociantes e aventureiros de todo o mundo
em busca dos diamantes, deixando um herança
singular que hoje ainda se vê na culinária
típica (que conta também com pratos
milenares criados pelos nativos da região),numa
arquitetura única, na seresta e nas festas
populares.
A região diamantina chegou a ser considerada
um Estado dentro do Estado, tal a sua riqueza, gerada
pela extração das pedras que, no início,
eram confundidas com cristais de pequeno valor. De
marcadores para os jogos da época, os pequenos
cristais diamantes revolucionaram a região,
enriquecendo os exploradores e, juntamente com o ouro
extraído das minas mineiras, antecipou a Revolução
Industrial. Mas o pouco dos diamantes que aqui ficou
contribuiu para que a região fosse enriquecida
com vasto acervo patrimonial histórico e cultural.
O grande impulso para o crescimento urbano e econômico
do arraial foi a descoberta de jazidas de diamante
por volta de 1720. Bernardo da Fonseca Lobo, reconhecido
como o primeiro a encontrar a pedra, levou em 1726
alguns diamantes ao governador da província,
sediada em Ouro Preto, e a notícia logo chegou
à Coroa Portuguesa. Em 1729, o rei D. João
V cancelou todas a concessões e instituiu o
monopólio particular na extração
da pedra, que até então vinha sendo
explorada livremente. Foi fundado o Distrito Diamantino,
com sede no Tijuco e subordinado a comarca do Serro
Frio, com a função de oficializar o
controle da extração.
Os contratadores eram autorizados a minerar com até
seiscentos escravos, e também se tornaram os
responsáveis pela coleta de impostos.
Outro cargo importante era o Intendente que, a partir
de ordens vindas de Portugal, procurava regular e
fiscalizar a extração nas lavras. Muitos
deles envolveram-se com corrupção e
contrabandos. A Indendência dos diamantes foi
implementada em 1734 e marcou mais um passo da Coroa
na tentativa de regular o fluxo de riquezas na região.
Este processo culminou com a criação,
em 1771, da Real Extração dos Diamantes,
que estabeleceu um monopólio oficial.
A partir da segunda metade do século XIX, Diamantina
(nome que a vila recebera em 1831), com o esgotamento
das jazidas, inicia um período de decadência
econômica. Companhias estrangeiras ainda exploraram
as lavras com ajuda de máquinas, num investimento
que mostrou-se inviável após a descoberta
de grandes jazidas na África do Sul. Intensificou-se
então a agricultura de subsistência e,
já no início do século XX, a
indústria textil surgiu como nova opção
econômica.
Se
as pedras escassearam, como ocorreu com o ouro no
Circuito do Ouro, a riqueza histórica e cultural
se valorizaram em proporção inversa.
Dentro do conceito de circuito turístico, o
dos Diamantes adquire importância irrefutável.
Oferece momentos importantes da nossa história,
tanto pelo Arraial do Tejuco, quanto por ter sido
uma das rotas da Estrada Real. Contou com personagens
políticas, como Juscelino Kubitschek, que revolucionou
o Brasil, e lendárias, como Chica da Silva.
O acervo cultural e histórico, que elevou Diamantina
a Patrimônio Histórico da Humanidade
em 1999 pela UNESCO, e a ampla diversidade de atrativos
naturais, explorados de forma sustentável,
como estabelece a política para o turismo em
Minas, inovadora e pioneira, inspirada no turismo
mediterrâneo, terão reflexos sócio
econômicos na região.
Diamantina respira música o ano inteiro. Terra
do músico Américo Lobo de Mesquita,
na cidade proliferam os grupos musicais. A Seresta
é sua marca registrada, a Vesperata, uma inovação
e o Circuito de Corais, sua mais nova criação.
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