Em
meados de 1696, o bandeirante paulista Salvador Fernandes
Furtado de Mendonça descobre ouro junto a um
ribeirão onde acampou, sendo erguida em seguida
uma capela em homenagem a Nossa Senhora do Carmo,
dando início ao Arraial do Ribeirão
do Carmo, que cresce rapidamente devido a abundância
do metal encontrado. Mais tarde, outros moradores
se fixaram fazendo surgir novos povoados como Camargos,
Cachoeira do Brumado, São Sebastião,
Furquim e Bento Rodrigues.
A circulação da notícia da descoberta
de ouro, trouxe milhares de aventureiros para a região,
o que causou vários conflitos pela posse da
terra e do ouro. Após a guerra dos emboabas,
em 1709, a capitania sofre sua primeira mudança
administrativa, se separando do Rio de janeiro e passando
a ser denominada Capitania Unida de São Paulo
e Minas dos Cataguás. O governador Antônio
de Albuquerque Coelho de Carvalho escolhe o Arraial
do Carmo como sede de seu governo devido ao grande
número de paulistas revoltosos na região.
Em 1711 o arraial é elevado a Vila Real de
Nossa Senhora do Carmo.
Em 1720 amotinados de Vila Rica, organizados por Pascoal
da Silva e Felipe dos Santos vem a Vila do Carmo,
sede do governo, encontrar com o Governador Dom Pedro
de Almeida, o Conde de Assumar e se mostram revoltados
contra a cobrança de impostos e os planos de
construção de uma casa de fundição.
Assumar reúne grande tropa e ocupa Vila Rica,
aprisionando e castigando os revoltosos, sendo Felipe
dos Santos executado. Nesse ano Minas passa pela segunda
alteração administrativa, se desmembrando
de São Paulo, Vindo a se transformar na Capitania
de Minas Gerais passando nesse momento a capital da
capitania da Vila de Nossa Senhora do Carmo para a
Vila Rica.
Em 1745 a Vila de Nossa Senhora do Carmo foi elevada
a categoria de cidade com o nome de Mariana, em homenagem
a esposa do rei de Portugal D. João V, Dona
Maria Ana da Áustria, e vindo no mesmo ano
a ser transformada em bispado, sendo seu primeiro
bispo Dom Frei Manoel da Cruz. Na ocasião seu
perímetro urbano planejado pelo coronel português
José de Alpoin. Em 1945 foi declarada monumento
nacional, tendo seu acervo arquitetônico e paisagístico
tombado.
Todo ano, no dia 16 de julho, dia de Minas Gerais
a capital do Estado é transferida simbolicamente
para Mariana. Seus casarios e as ladeiras, guardam
traços da arquitetura colonial do século
XVIII. Entre sues atrativos culturais estão
igrejas muito importantes no cenário barroco
rococó Brasileiro como a Catedral Basílica
da Sé, a Basílica de São Pedro
dos Clérigos, e as igrejas de São Francisco
de Assis, Nossa Senhora do Rosário e do Carmo,
onde estão obras do artista marianense considerado
o Aleijadinho da pintura, o Mestre Athayde e casarões
de rara beleza Como a Casa do Barão de Pontal
na Rua Direita, Casa de Câmara e Cadeia na Praça
Minas Gerais e a casa Capitular, hoje o Museu Arquidiocesano
de Arte Sacra.
A Rua Direita, segunda rua mais antiga da cidade,
caracterizada pelas suas importantes construções
coloniais. O conjunto arquitetônico desta rua
é um dos mais bem preservados da cidade. Encontra-se
nela a Casa do Barão de Pontal, ex-governador
de Minas. Também nesta rua, fica a Casa Setecentista,
em estilo colonial, construída no final do
século XVIII. Atualmente pertence a Secretaria
do patrimônio Histórico e Artístico
Nacional. Aí encontram-se guardadas coleções
de preciosos documentos dos Séculos XVIII e
XIX. Chama atenção ainda na rua Direita,
a casa que pertenceu a Alphonsus de Guimarães,
onde hoje está instalado o museu que guarda
inúmeros pertences deste poeta simbolista.
Mariana também tem um grande potencial para
o turismo ecológico. Entre os atrativos estão
as cachoeiras do Brumado , Serrinha, Bombaça,
Ducha e a Garganta do Diabo.
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