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Sua fundação em 1711 foi resultado da aglutinação, para fins administrativos, de uma série de povoados (arraiais) dedicados ao garimpo do ouro na área da Serra do Itacolomi, processo iniciado em 1698 pelo paulista Antônio Dias de Oliveira. Povoados como o do Padre Faria, do Ouro Preto, do Antônio Dias, do Passa Dez, do Morro de São Sebastião, do Caquende, do Ouro Podre e outros foram unificados com o nome de Vila Rica de Albuquerque, pelo governador da capitania Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. O desenvolvimento da produção de ouro nos garimpos da Vila teve sua fase mais importante entre 1730 e 1760.

Em função dessa enorme riqueza, desde o início de sua ocupação, a área foi palco de inúmeras lutas, primeiramente, no período 1708-1710, entre os garimpeiros paulistas que ali se instalaram e os Emboabas, portugueses moradores do Rio de Janeiro e nordestinos que acorreram à região, tão logo correu a notícia da existência das jazidas de ouro. Em seguida, em 1720, em virtude de conflitos de interesse entre os produtores locais e o governo português, que ampliou suas atividades fiscais na área, culminando com a execução de Felipe dos Santos, a prisão de Pascoal da Silva Guimarães e a destruição do Arraial do Ouro Podre, conhecido agora como Morro da Queimada.

No final do século XVIII (1788-1792), quando a produção de ouro da região já apresentava franco declínio, uma nova tentativa de rebelião foi organizada contra as atividades fiscalizadoras do governo português, alimentada também por motivações de independência política e econômica, por parte da sociedade de Vila Rica. A chamada Inconfidência ou Conjuração Mineira foi abortada em seus primeiros passos e um processo organizado pelo governo de Portugal condenou e sentenciou os principais organizadores da conjuração. Em 1792, Joaquim José da Silva Xavier, conhecido como o Tiradentes, foi condenado à morte por enforcamento e ao esquartejamento posterior; os demais foram presos e enviados ao degredo na África.

Apesar da decadência econômica ocorrida com o esgotamento do ouro, no século XIX a cidade ainda era politicamente importante, pois em 1823 foi elevada a capital da província de Minas Gerais, com o nome de Ouro Preto. Sua função educacional iniciou-se em 1839, com a fundação da Escola de Farmácia, e foi ampliada em 1876 com a criação da Escola de Minas. Em 1897 sua função de capital foi transferida para a recém construída Belo Horizonte e posteriormente assumiu sua função de centro histórico, com o processo de tombamento realizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1938. Em 1969 sua função educacional foi ampliada, com a criação da Universidade Federal de Ouro Preto.

Da década de setenta em diante intensificou-se sua função turística, motivada pelos trabalhos de restauração do acervo artístico e arquitetônico da cidade e pela organização sistemática dos festivais de inverno da Universidade, nos meses de junho e julho. É a cidade cuja fisionomia atual reflete com mais pureza o passado colonial brasileiro. A unidade de seu aspecto arquitetônico se deve em parte ao empobrecimento, que não permitia novas construções, e à vigilância do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Em 1897, a sede do governo estadual foi transferida para Belo Horizonte e Ouro Preto transformou-se em "cidade monumento". A cidade de Ouro Preto, tombada pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade, em 1980.

Entre os principais atrativos culturais da cidade de Ouro Preto encontram-se os monumentos religiosos e civis como igrejas, museus, casarões e chafarizes onde são encontradas obras de arte de valor histórico e beleza singular. Neles podem ser encontradas obras de Antonio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, que nasceu em Ouro Preto em 1738 e se tornou o mais famoso escultor brasileiro, retratando em suas obras o estilo barroco e rococó mineiro.

 

 


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