SINOPSES
DONZELAS DE FINAS CANELAS
3� Lugar no Concurso Nacional de Literatura, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Paran� - Categoria: Romance.

   O livro tem como palco a regi�o amaz�nica, onde vive o rapaz Joaquim P�ncaro Sobrinho, um dos maiores mentirosos do planeta. Sua obsess�o � encontrar mulheres de tornozelos delgados, pois, segundo teoria pr�pria s�o as mais fogosas da estirpe humana.
   O jovem sai em busca de um tio-padrinho muito rico numa cidade distante, onde o mesmo possui uma famosa ind�stria de sabonetes. Torna-se vendedor dos produtos do tio e sai pelas selvas mais ermas com uma maleta de cosm�ticos, aproveitando da profiss�o de caixeiro para buscar o que tanto almeja: mulheres de finas canelas. Encontra pelo caminho tipos estranhos, figuras ex�ticas num ambiente cheio de encantos, lendas e toda magia da amaz�nia. 
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do Romance
LANCINANTE AGONIA
1� Lugar no Pr�mio Gralha-Azul de Literatura - Categoria: Conto.

   Obra de estrutura circular. Passa-se em �poca n�o especificamente definida, mas presumivelmente nos primeiros anos da d�cada de 60.
   Ana � uma adolescente de classe m�dia-alta que, inexplicavelmente, surge em companhia de dois tipos s�rdidos batendo � porta de uma choupana em noite de terr�vel tempestade.
   Uma senhora, igualmente estranha, abre a porta e lhes d� abrigo. Iniciam-se os contrapontos: a vida de Ana, a fam�lia repressora e religiosa, a cria��o ciosa e mimada, a identidade dos homens que a acompanham, quem � a mulher que os acolhe, o tempo presente (na choupana) - onde a menina � violada na presen�a da anfitri� que, alheada ao que ocorre, embala o seu beb�. H� na narrativa um tom r�stico e atemporal - algo de faulkeriano.
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do Conto
AS N�PCIAS DE JULI�O
Categoria: Cr�nicas. Livro de cr�nicas editado com o apoio do Jornal Di�rio Popular (PR)

   Trata-se de uma compila��o das melhores cr�nicas publicadas no jornal durante os tr�s anos em que a "Coluna de Domingo" foi mantida. � uma obra bem-humorada, cujo prop�sito fundamental � o entretenimento. Um mosaico divertido e diversificado, com personagens populares e suas vis�es peculiares sobre a vida, o mundo e as situa��es cotidianas.
   Obteve um consider�vel volume de vendas para o tamanho do mercado paranaense, ao qual foi exclusivamente destinado.  
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Contos
A PROV�NCIA DE P�
Categoria: Romance. Editora: Publisher Brasil.

   Num vilarejo pobre e distante ocorre uma morte ins�lita. O cad�ver � encontrado sobre o leito do casal com o ventre dilacerado por um roj�o junino de tr�s bombas. As autoridades locais interessadas numa r�pida solu��o para o caso prendem a esposa do morto - uma estranha r� confessa.
   � ent�o que um m�dico de forma��o acad�mica prec�ria regressa a aquele lugarejo, do qual, anos antes sa�ra para estudar. Imediatamente toma conhecimento do fato e o associa � psicologia, algo que chama de "a nova ci�ncia". Mesmo sem possuir nenhum conhecimento nessa �rea ele envereda por tortuosos caminhos, tentando interpretar preceitos de Freud e Jung.
   D�-se o conflito entre lei, ci�ncia, religi�o e toda moral provinciana pr�pria � �poca e lugar. A linguagem � simultaneamente l�rica e vigorosa.
   Talvez seja obra para ser lida num �nico f�lego.
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do Romance
CONFISS�ES DO TEMPO
Categoria: Novela. Livro in�dito em escala comercial. Alguns exemplares foram produzidos artesanalmente e distribu�dos entre cr�ticos, editores, profissionais da �rea de letras e amantes da leitura.

   A obra � composta por duas novelas relativamente curtas acerca dos instantes finais da vida - quando tudo parece correr diante dos olhos. � nesse clima amb�guo de sonho/realidade que ambas as novelas transcorrem, oferecendo ao leitor v�rias possibilidades, inclusive a de crer ou n�o. A forma da narrativa segue os padr�es do realismo m�gico.

   A primeira novela, intitulada "Pen�ltimo Del�rio" (Conting�ncias do Descalabro) � narrada na primeira pessoa por um falso frei em seu pr�prio vel�rio. N�o se tem certeza se ele � catal�ptico, delira, sonha ou se est� de fato morto. O ritmo da sua narrativa � intenso em longos par�grafos, ora de comisera��o, ora de arrependimento e den�ncia.
   O falso frei n�o apenas revela sua ascens�o esp�ria naquela comunidade interiorana e ing�nua que o acolheu num passado remoto mas tamb�m aponta os pecados e mazelas sociais de v�rias personalidades ali presentes a vel�-lo.

   A segunda novela intitula-se: "Nunca � Tarde, Amor" (Infort�nio das Cegas Paix�es).
   Sob o mesmo foco da "quase morte", a obra traz um protagonista moribundo, com s�rios problemas psicol�gicos que durante toda a vida velou pela alma e imagem p�stuma de sua avozinha querida. Criatura incestuosa e matriarca de uma fam�lia em decad�ncia. A morte da av� ocorre durante a inf�ncia da personagem central que imagina ver sua alma a lhe transmitir um sigiloso sinal.
   Por obra disso, torna-se um assassino e em sua juventude fica sexualmente obcecado por velhinhas, transformando-se em um terr�vel man�aco em certas noites de ano.
   �, em s�ntese, uma novela imaginativa que mostra a degrada��o humana, o incesto, a opress�o, a viola��o e enfim, um amor inesperado e surpreendente.
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das Novelas
50 ANOS DE JORNALISMO
Categoria: Biografia. Editora: Di�rio Popular.

   Trata-se de uma obra comemorativa pela passagem dos 50 anos de jornalismo do profissional Abdo Kudri. Um dos mais bem sucedidos jornalistas e propriet�rio de jornal do Estado do Paran�. A trajet�ria de um filho de imigrantes que nasceu muito pobre em Paranagu�, litoral paranaense. A hist�ria de um menino cheio de sonhos que vendia jornais nas ruas de sua cidade para auxiliar no sustento da fam�lia, os passos subsequentes at� tornar-se jornalista e, finalmente, o exerc�cio de uma carreira brilhante. Mais que uma simples obra biogr�fica, o livro � um documento vivo da luta pela profiss�o no sul do pa�s, bem como um exemplo de persist�ncia diante dos obst�culos e amor ao jornalismo.
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da Biografia
LEALDADE INFINITA
Categoria: Romance. Livro in�dito em escala comercial. Alguns exemplares foram produzidos artesanalmente e distribu�dos entre cr�ticos, editores, profissionais da �rea de letras e amantes da leitura.

   A obra tem como cen�rio um bairro real da periferia paulistana nos �ltimos anos da d�cada de sessenta, portanto ainda embrion�rio. Alguns itens hist�ricos, como nomes de ruas e fundadores do lugar constam do enredo a fim de dar � narrativa um car�ter mais aut�ntico. Em dados momentos, a realidade permeia a fic��o e at� a alicer�a.
   O tema central do livro � a lealdade entre dois adolescentes, sendo que um deles leva essa virtude �s �ltimas consequ�ncias. A admira��o pelo amigo, a covardia nata e o desejo de crescer integrado a uma suposta malandragem, afloram a todo momento em sua personalidade fr�gil.
   H� na obra um romantismo e ingenuidade pr�prios � �poca em confronto com a mis�ria de um bairro que apenas principia sua futura ebuli��o.
   Os valores morais ditados pela fam�lia do protagonista confrontam-se com a verdade pr�tica do "novo tempo". � necess�rio estar integrado - ainda que de forma inocente - aos valores sociais impostos pela rua.
   Ser valente, implac�vel, rebelado � lei, num c�digo de conduta obscuro e d�bio que, se por um lado beira a marginalidade e a arrog�ncia, por outro eleva virtudes como a amizade e a honra.
   Ao protagonista cabe vencer as contradi��es �ntimas, revelar coragem e atestar masculinidade mesmo que com atos insanos. Essa � a torrente por qual correram gera��es inteiras naquele universo pobre de adultos desesperan�osos e jovens em busca de identidade.
   H� enormes abismos psicol�gicos e sociais a serem transpostos, o tom onipresente da religi�o com seus pecados e ditames, os arroubos das paix�es juvenis em nome das quais tudo � poss�vel, inclusive matar.
   � nesse plano quase on�rico - de tempestades intimas - que se passa o livro, com um clima ora suave e terno, ora absurdo e violento. � o ritmo dos pr�prios sentimentos conturbados dos personagens a partilhar suas agruras, ambi��es e inseguran�as.
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do Romance
M�NIMO QUASE NADA (Noveletas, Cacos, Ciscos e Nem Isso)
Categoria: Conto. Livro in�dito em escala comercial. Alguns exemplares foram produzidos artesanalmente e distribu�dos entre cr�ticos, editores, profissionais da �rea de letras e amantes da leitura.

   Obra de literatura concisa, por�m contundente. Os textos figuram em ordem decrescente (Noveletas, Cacos, Ciscos e Nem Isso) como uma chama que se extingue, e, no entanto, � capaz de provocar inc�ndio. Talvez possa ser considerado um livro minimalista.
   Os contos ou minicontos (estes apenas com uma ou duas linhas) abordam aspectos da ingenuidade humana - ou surpresa e espanto - ante a situa��es corriqueiras e fatos inerentes � pr�pria vida.
   Um brevi�rio que exp�e em r�pidos flashs as esperan�as, os sonhos, as aspira��es e a realidade de pessoas simples. Gente que o progresso empurrou �s bordas das grandes cidades. Um distanciamento n�o s� geogr�fico, mas do pr�prio tempo presente. Assim, uma simples cerveja pode ter os quilates de um diamante ou uma paix�o adquirir a tempestividade de uma guerra - n�o se trata apenas do deslocamento f�sico das personagens, mas tamb�m do deslocamento de suas pr�prias realidades.
   A ingenuidade, a pureza e o modo simples de ser, s�o sempre abordados aqui por um �ngulo inusitado, e o resultado pode ser justamente inverso �s suas origens: nefasto e devastador.
   Enfim, o leitor encontrar� na obra a ilus�o, a paix�o, a pequena vingan�a, o banal, o sexo, o amor, a crueldade. Um pouco de tudo, quase nada do vasto universo humano.
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dos Contos
DI�RIO DAS TORMENTAS
Categoria: Conto. Livro in�dito em escala comercial. Alguns exemplares foram produzidos artesanalmente e distribu�dos entre cr�ticos, editores, profissionais da �rea de letras e amantes da leitura.

   Um livro de contos narrado sempre na primeira pessoa que traz relatos intimistas e de forte teor psicol�gico. S�o confiss�es, desabafos, neuroses, vis�es, conjecturas, conversas, desejos e mon�logos interiores levados ao leitor atrav�s de diferentes personagens.
   As "Tormentas" que d�o origem ao t�tulo da obra s�o vozes, anseios e afli��es de cada personagem, o lado interior de cada ser humano: inclusive de n�s pr�prios.
   A realidade e a imagina��o fundem-se num s� elemento, seja de desejo, solid�o, desespero, etc. Assim, por exemplo, n�o se sabe se um aleijado abandona o corpo para voar sobre os campos porque tem esse dom, se abandona porque travou um pacto com o al�m ou se a sua narrativa � a tradu��o do mais puro desejo de locomo��o - ou ainda um clamor desesperado pela morte.
   Ao contr�rio do que se possa imaginar, Di�rio das Tormentas, n�o � uma obra de estilo pesado, s�rdido ou que explora trag�dias. � antes de tudo um conjunto de contos que nos obriga a pensar nas contradi��es, nos faz sorrir de pequenas bobagens trazidas pelo pensamento. Ou de grandes quest�es que parecem insol�veis at� que se desmanche um simples la�o com as pontas dos dedos. �, antes de tudo, � um livro que nos lembra que tamb�m somos uma obra - por�m, � pena, muitas vezes fechada entre duas capas e muito apertadinho num canto da estante.
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dos Contos
ENSAIOS - GAZETA DO POVO
Por mais de um ano publicou um ensaio semanal no jornal Gazeta do Povo, o maior do Estado do Paran�.

   Os ensaios publicados tinham sempre o tom de reflex�o. An�lises sobre os mais variados temas, fossem hist�ricos, sociais ou culturais. Foram considerados bons pelo p�blico leitor mais bem informado, em geral pessoas de elevado n�vel s�cio-cultural. Infelizmente, a falta de tempo impediu o prosseguimento desta linha de contribui��es, uma vez que os artigos sempre exigiam pesquisas sobre os temas abordados. Fui informado por uma professora de filosofia que um dos ensaios esteve por meses no mural de uma universidade paranaense - o que, convenhamos, � motivo de orgulho para qualquer autor.
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Ensaios
CR�NICAS - DI�RIO POPULAR
Cr�nicas publicadas na coluna dominical deste autor no jornal Di�rio Popular - PR

   As cr�nicas publicadas neste jornal seguiam a linha do bom-humor, das grandes surpresas finais e do cotidiano de personagens hilariantes em situa��es diversas, mas sempre inusitadas.
   A "Coluna de Domingo" manteve-se por tr�s anos consecutivos, tendo excelente aprova��o por parte do p�blico leitor.
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Cr�nicas
REVISTAS AFRICANAS
Categoria: Publica��o M�dia.
   Colaborador das revistas africanas Economia & Mercado e TAAG, ambas publicadas em Angola.
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Cr�nicas
Trechos das Obras
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