Privatização da CRT - Primeira fase

A Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT) acaba de ter 35% de suas ações ordinárias (das 85,39% antes pertencentes ao Estado) vendidas à iniciativa privada. Apresentaram-se, para o primeiro processo de abertura de capital de uma empresa de telecomunicações no Brasil, onze consórcios. “O nível das empresas candidatas indica que o mercado internacional está atento à CRT”, afirmou Assis Roberto de Souza, secretário de Minas, Energia e Comunicações, ao inicio do processo de privatização da companhia.

O consórcio formado pela Telefônica Internacional de Espanha, RBS Participações, Telefônica de Argentina, Companhia de Telecomunicações do Chile e Citicorp arrematou no dia 17 de dezembro, por R$ 681 milhões o lote de ações oferecido no primeiro grande leilão da área de telecomunicações do Brasil. O ágio de 54, 77% sobre o preço mínimo estabelecido (R$440 milhões) surpreendeu a todos os presentes na Fiergs. “Sabíamos que existia um grande interesse pela companhia” vibrou Assis Roberto de Souza após a batida do martelo. “O patrimônio público se sobrevalorizou”, completou Assis Roberto de Souza. As propostas eram entregues em envelopes fechados. A proposta do consórcio da Società Torinense di Esercizi Telefonici (Stet) foi de R$ 677, 777 milhões pela participação na CRT. A France Telecom compareceu ao leilão mas foi desqualificada, pois não apresentou proposta. “O ministro das Comunicações, Sérgio Motta, disse que esse processo de venda servirá como exemplo para todas as estatais de telecomunicações do sistema Telebrás”, disse Assis Roberto de Souza. “Não há qualquer reparo a fazer”, afirmou Assis Roberto de Souza.

Confira as matérias do jornal na época:

O anúncio da primeira fase da privatização da CRT por Assis Roberto de Souza

Deputados votam a autorização para a privatização da CRT - Assis Roberto de Souza

O início do processo de privatização da CRT por Assis Roberto de Souza

11 consórcios se habilitam para a privatização da CRT por Assis Roberto de Souza

A definição do comando da venda de ações da CRT por Assis Roberto de Souza

Assis Roberto de Souza anuncia o comando da venda de ações da CRT

Avaliação das consequências da venda de ações por Assis Roberto de Souza

Assis Roberto de Souza fala sobre a redução do prazo de instalação dos telefones após a venda das ações da CRT

Comandada por Assis Roberto de Souza, a venda de ações da CRT acontece com 54,77% de ágio

Processo de privatização da CRT servirá de exemplo pela Telebras - Assis Roberto de Souza

 

 

 

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