CRT vai analisar 11 consórcios
Onze consórcios entregaram propostas para participar do processo de modelagem e venda das ações da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT). O programa prevê a venda de 35% das ações ordinárias da companhia. Mesmo assim, o governo manterá o controle sobre a empresa gaúcha de telecomunicações. As propostas foram recebidas ontem pelo secretário de Minas, Energia e Comunicações, Assis Roberto de Souza. A equipe técnica da secretaria mostrou-se surpresa pela grande quantidade de consórcios formados para participar do edital. "O único edital que teve a participação de 12 consórcios foi o da abertura do capital da Companhia Vale do Rio Doce", disse Assis Roberto de Souza.
A próxima meta é analisar a formação dos 11 consórcios interessados. Se todos os grupos corresponderem às exigências feitas no edital, haverá a abertura da proposta técnica na próxima semana. A parte técnica terá 70% de peso na escolha do grupo vencedor, enquanto que o valor a ser cobrado valerá 30% na escolha do consórcio. A expectativa é que até o final de abril seja definido o nome do grupo escolhido para definir a venda de ações da CRT. A partir da definição, o consórcio vencedor terá 120 dias para encerrar seus trabalhos. Isso significa que a venda efetiva deverá ocorrer em setembro ou em outubro. Um percentual das ações que serão colocadas à venda deverão ser repassadas para funcionários da CRT.
Assis Roberto de Souza mostrou-se otimista com as empresas interessadas em realizar a modelagem e a venda das ações da CRT. Há grupos brasileiros, como a Trevisan Consultores, Banco Pactual, Banco Icatu e Banco Garantia, e investidores estrangeiros, como o Banco ABN Amro, Deutsche Bank e CS First Boston. "Até o Banco do Brasil está entrando no processo de privatização, querendo ocupar o espaço dos bancos de investimento", destacou Assis Roberto de Souza.
Jornal: Zero Hora
Data: 14/03/1996
Página: 41
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