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Marcha
histérica
Para
Adam & Victor (1998), Rowland (1997), os distúrbios histéricos da
marcha pode aparecer em associação à paralisia histérica de uma ou
ambas as pernas. A marcha é geralmente bizarra, facilmente reconhecida
e diferente de qualquer distúrbio da marcha causado por patologias orgânicas.
Em alguns pacientes, porém, os distúrbios histéricos da marcha podem
ser de difícil identificação. Na hemiplegia histérica, os pacientes
arrastam a perna afetada pelo chão atrás do corpo e não fazem a
circundução da perna nem a usam para sustentar peso, como na
hemiplegia devida a uma lesão orgânica. O paraplégico histérico não
pode arrastar bem as pernas e, em geral, dependem de bengalas ou muletas
ou fica no leito ou em uma cadeira de rodas; os músculos podem estar flácidos
ou rígidos, com o desenvolvimento de contraturas. A marcha histérica
pode assumir outras formas dramáticas. Alguns pacientes parecem estar
andando sobre pernas de pau, ouros assumem posturas distônicas extremas
e outro vagueiam amplamente em todas as direções, sem cair,
demonstrando, na realidade, por suas rotações, uma capacidade normal
de fazer os ajustes posturais rápidos e apropriados. A astasia-abasia,
em que os pacientes, embora incapazes de ficar de pé ou caminhar, usam
as pernas mais ou menos normalmente enquanto aos demais aspectos, é
quase sempre uma condição histérica. Quando estes pacientes são
colocados sobre seus próprios pés, podem empreender alguns passos e,
em seguida, ficam incapacitados de avançar as pernas; oscilam em todas
as direções e caem ao chão, quando não são auxiliados. Por outro
lado, não devemos presumir que o paciente que manifesta um distúrbio
da marcha, mas sem qualquer outra anormalidade neurológica esteja
necessariamente sofrendo de histeria.
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