Marcha

Introdução

Marcha normal

Marcha patológica

  Análise do paciente

  Tipos

    Cerebelar

    Ébria ou cambaleante

    Ataxia sensorial

    Eqüina ou de passos altos

    Hemiplégica e Paraplégica

    Festinante

    Coreoatetótica e distônica

    Distrofia muscular

    Histérica

    Senil

Dispositivos auxiliares

Reeducação da marcha

Considerações

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Bibliografia

Download do trabalho (.doc)

Contato

2001 Verônica Nakazawa

Marcha da ataxia sensorial

 

De acordo com Adam & Victor (1998), este distúrbio da marcha deve-se a um comprometimento da posição articular ou do senso cinestésico muscular resultante da interrupção de fibras nervosas aferentes nos nervos periféricos, as raízes posteriores, nas colunas posteriores da medula espinhal ou nos leminiscos mediais e, ocasionalmente, de lesão de ambos os lobos parietais. Qualquer que seja a localização da lesão, seu efeito é privar o paciente do conhecimento da posição de seus membros e, mais relevante para a marcha, interferir com as informações cinéticas aferentes que não se atêm à percepção consciente. É habitual a reação de desequilíbrio. Estes pacientes estão cientes de que o problema encontra-se em suas pernas, que o posicionamento dos pés é inconveniente e que a capacidade de se recuperar rapidamente de um passo em falso está comprometido. O distúrbio resultante caracteriza-se por graus variados de dificuldade para ficar em pé e caminhar; nos casos avançados, a incapacidade de locomoção é completa, embora a força muscular esteja conservada. Os principais aspectos do distúrbio dessa marcha são os movimentos bruscos das pernas e o posicionamento dos pés. Os pés são colocados bem afastados um do outro, a fim de corrigir a instabilidade, e os pacientes olham cuidadosamente para o chão e para as próprias pernas são impulsionadas repentinamente para diante e para fora, em passos irregulares, de extensão e altura variáveis. Muitos passos são acompanhados por um ruído audível, à medida que o pé é forçadamente abaixado de encontro ao solo. O corpo é mantido em uma posição ligeiramente fletida, sendo que uma parcela do peso é sustentada na bengala que o paciente com ataxia grave carrega. Diz-se que, nos casos de ataxia sensorial, os sapatos não mostram desgaste em qualquer ponto, porque toda região plantar atinge o solo ao mesmo tempo. Há invariavelmente, perda da propiocepção nos pés e, em geral, também da percepção vibratória.

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