|
Marcha
eqüina ou de passos altos
Esta
é provocada pela paralisia dos músculos tibiais e fibulares, com
resultante incapacidade de dorsifletir e everter o pé. Os passos são
regulares e iguais, mas o pé em movimento anterior pende, com os dedos
apontados para o solo. Assim, existe uma semelhança superficial com a
marcha tabética e na polineuropatia grave, podendo os aspectos da
marcha e da ataxia sensorial estar combinados. A queda do pé pode ser
unilateral ou bilateral e ocorre em doenças que afetam aos nervos periféricos
das pernas ou os neurônios motores na medula, como as neuropatias axônicas
adquiridas crônicas, a doença de Charcot-Marie-Tooh (atrofia da
musculatura fibular), a atrofia muscular paravertebral progressiva e a
poliomielite. Também pode ser notada em certos tipos de distrofia
muscular, nos quais a musculatura distal dos membros está afetada.
Estes pacientes não são perturbados por uma percepção de desequilíbrio.
Na maioria das vezes, caem ao tropeçar em bordas de tapetes e no meio
fio. Um distúrbio particular da marcha, também de origem periférica e
assemelhando-se à marcha eqüina, pode ser observada em pacientes com
disisterias dolorosas das regiões plantares. A neuropatia periférica
(com freqüência do tipo nutricional alcoólica), a causalgia e a
eritromelalgia constituem as causas habituais. Por causa da dor incômoda
provocada pela estimulação tátil do pé, o paciente caminha de forma
oscilante, como se andasse em areia quente, com os pés rodados de
maneira a limitar o contato com suas porções mais dolorosas Adam &
Victor (1998).
|