Marcha

Introdução

Marcha normal

Marcha patológica

Dispositivos auxiliares

Reeducação da marcha

Considerações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

...............................................

Bibliografia

Download do trabalho (.doc)

Contato

2001 Verônica Nakazawa

Marcha Normal

 

A marcha normal raramente atraia a atenção, mas deve ser observada com cuidado, para não deixar desvios discretos da normalidade. Gross (2000), Edwards (1999), Adam & Victor (1998), definem como movimento para frente do corpo ereto, usando as extremidades inferiores para propulsão, e que há um mínimo de energia sendo gasta durante esta atividade. É uma função da quantidade de deslocamento do centro de gravidade da massa ao longo dos eixos x (anterior/posterior), y (horizontal), e z (vertical), a partir do seu ponto de origem. Durante o ciclo da marcha a gravidade é uma força para baixo constantemente atuando no centro de gravidade do corpo, que está localizado na linha média, 1cm anterior a S1 (primeiro segmento sacral), quando o paciente estiver ereto, com os pés separados por alguns centímetros, e os braços ao lado. O corpo está ereto a cabeça centrada e os braços balançam de forma livre e graciosa ao lado do corpo, cada um movimentando-se de maneira rítmica para diante com a perna oposta. Os pés encontram-se discretamente evertidos, as passadas são aproximadamente iguais e os maleolos internos quase tocam quando um pé passa pelo outro.

 

Quando uma perna se desloca para diante, há flexão coordenada do quadril e do joelho, dorsiflexão do pé e uma elevação pouco perceptível do quadril, de modo que o pé se afasta do chão, da mesma forma, a cada passada, o tórax movimenta-se diretamente para diante no lado posto do membro inferior em movimentos Adam & Victor (1998), Dangelo (1997).

 

O ciclo da marcha normal, definido como o período entre pontos sucessivos nos quais o calcanhar do mesmo pé toca o solo; baseia-se em estudos de Murray e colaboradores e de Olsson. O ciclo é iniciado pelo toque do pé direito. A “fase de postura”, durante o contato do pé com o solo ocupa 60 a 65% do ciclo. A “fase de oscilação” começa em seguida, para diante, permitindo que o corpo se movimente sobre o pé que está avançando. A “fase de postura” é subdividida em cinco períodos discretos, que são descritos por Gross (2000): 1.) apoio do calcanhar; 2.) alinhamento do pé; 3.) acomodação intermediária; 4.) impulsão do calcanhar; 5.) impulsão dos dedos. E a “fase de oscilação” é dividida em três períodos: 1.) oscilação inicial (aceleração); 2.) oscilação intermediária; 3.) oscilação terminal (desaceleração). O período em que ambos os pés estão em contato com o solo é chamado de sustentação dupla. A largura do passo é distância entre o contato do calcanhar esquerdo e o do calcanhar direito. O comprimento do passo é a distância entre um contato do calcanhar esquerdo e o próximo contato do calcanhar esquerdo.

 

Gross (2000), Também identificou seis determinantes da marcha, os quais reduzem o deslocamento vertical do corpo; 1.) inclinação pélvica aproximadamente 5º do lado oscilante; 2.) rotação pélvica aproximadamente 8º no total do lado oscilante; 3.) flexão do joelho aproximadamente 20º na fase de posição inicial; 4.) flexão plantar aproximadamente 15º na fase de posição inicial; 5.) flexão plantar aproximadamente 20º na fase de posição tardia. O 6.) determinante da marcha diminui o deslocamento do corpo e é obtido por uma base estreita da caminhada, por valgo normal do joelho e por posicionamento do pé.

 

Para que a marcha se torne um conjunto de movimentos coordenados e eficientes é necessária à manutenção através do sistema nervoso central, ou seja, envolve a manutenção do equilíbrio em ângulo reto com a direção do movimento. Segundo Enoka (2000), um sistema está em equilíbrio mecânico quando o somatório das forças que agem sobre o sistema é igual a zero. Entretanto, esse sistema te estabilidade somente se após uma perturbação ele retorna a sua posição de equilíbrio. Conforme o indivíduo oscila para frente e para trás, os receptores sensoriais visuais, somatossensoriais e vestibulares detectam essas flutuações e geram respostas compensatórias nos músculos adequados (Dietz, 1992).

 

Adam & Victor (1998), concluíram que, quando analisados em maiores detalhes, os requisitos para a locomoção em uma postura bípede, ereta, podem ser reduzidos aos seguintes elementos: 1) sustentação antigravitacional do corpo; 2) a passada; 3) a manutenção do equilíbrio e; 4) um meio de propulsão. A locomoção fica comprometida no curso das doenças neurológicas, quando um ou mais destes princípios mecânicos são impedidos de operar normalmente. A sustentação do corpo na posição ereta é proporcionada pelos reflexos posturais e antigravitacionais, que permitem que uma pessoa levante de uma posição deitada ou sentada para uma postura bípede ereta e mantenha a firme extensão dos joelhos, quadris e dorso, modificáveis pela posição da cabeça e do pescoço. Estes reflexos dependem dos impulsos vestibulares, propiceptivo, táteis e visuais integrados na medula espinhal, no tronco cerebral e nos gânglios da base. A passada, o segundo elemento. É um padrão de movimento básico presente ao nascimento e integrado no nível espinhal-mesencefálico-diencefálico. O equilíbrio é realizado através dos reflexos posturais e estáticos muitos sensíveis, tanto periféricos (reflexos de estiramento), quanto centrais (vestibulocerebrais). A propulsão é fornecida pela inclinação para diante e discretamente para o lado, permitindo que o corpo caia por uma distância, antes de ser reprimido pela perna.

 

Existem muitas variações da marcha, de uma pessoa para outra, sendo que é uma observação habitual a que uma pessoa pode ser identificada por suas passadas, notadamente o ritmo e pela suavidade ou forças destas. A maneira de andar e o porte podem, até mesmo fornecer indícios da personalidade e da profissão de um indivíduo Adam & Victor (1998), Basmajian (1987).

 

De acordo com Voss (1987), uma pessoa atingida por uma doença ou lesão pode precisar alterar seu padrão normal de marcha para ajudá-lo com as deficiências presentes. Ela pode necessitar de suporte de vários tipos, por várias razões. As combinações de movimentos que ela usa são influenciadas pela condição patológica que a deficiência provocou, e pelo tipo de suporte de que ela necessita.

Hosted by www.Geocities.ws

1