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Marcha
festinante
Em
posição ortostática, esses pacientes têm tendência característica
de tombar para frente. São incapazes de realizar os movimentos
compensatórios para readquirir equilíbrio e, assim caem facilmente.
Quando começam a caminhar, há dificuldade para desviar o centro de
gravidade de um pé para outro, de modo que têm que “prosseguir“
seu centro de gravidade para evitar a queda para frente, denominando
aceleração anterior ou festinação Stokes (2000).
Rowland
(1997), Adam & Victor (1998), observaram que, os pacientes com doença
de Parkinson ficam de pé em uma postura de flexão geral, com a coluna
inclinada para frente, a cabeça inclinada para baixo, os braços
moderadamente fletidos nos cotovelos e as pernas ligeiramente fletidas.
Os pacientes ficam de pé imóveis e rígidos, com escassos movimentos
automáticos dos membros e uma expressão facial fixa, como mascara, e
piscando raramente. Embora os braços se mantenham imóveis, há freqüentemente
um tremor afetando os dedos e punho, de 4 a 5 ciclos por segundo. Ao
caminharem, seu tronco se inclina ainda mais para frente; os braços
permanecem imóveis do lado do corpo ou são flexionados ainda mais e
levados um pouco à frente do corpo. Os braços não balançam. Quando o
paciente caminha, as pernas permanecem dobradas nos quadris, joelhos e
tornozelos. Os passos são curtos, de modo que os pés apenas deixam o
solo e a sola dos pés se arrasta no chão. A marcha com passos
caracteristicamente pequenos é denominada marche
à petis pas. A locomoção para frente pode levar a passos
sucessivamente mais rápidos, podendo o paciente cair se não for
apoiado; este andar cada vez mais rápido é chamado de festinação.
Quando empurramos para frente ou para trás, os pacientes podem não
conseguir compensar por movimentos de flexão ou extensão do tronco. A
conseqüência é uma serie de passadas propulsivas ou retropulsivas. Os
pacientes com doença de Parkinson às vezes podem caminhar de modo
surpreendentemente rápido por um breve período.
De
acordo com Stokes (2000), existem dificuldades específicas ao iniciar
os movimentos da marcha e para virar-se. Pode ocorrer a interrupção súbita
da marcha (congelamento), em especial quando há obstáculos. A marcha
nos pacientes cujo início da doença foi precoce pode parecer
descoordenada em decorrência da discinesia induzida por fármacos.
Adam
& Victor (1998), também observaram, que ocasionalmente, estes
pacientes corre melhor do que caminha ou anda para trás melhor do que
para diante. Com freqüência, a deambulação preocupa tanto a paciente
que falar simultaneamente é impossível. Ele precisa parar para
responder a um pergunta.
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