Marcha

Introdução

Marcha normal

Marcha patológica

  Análise do paciente

  Tipos

    Cerebelar

    Ébria ou cambaleante

    Ataxia sensorial

    Eqüina ou de passos altos

    Hemiplégica e Paraplégica

    Festinante

    Coreoatetótica e distônica

    Distrofia muscular

    Histérica

    Senil

Dispositivos auxiliares

Reeducação da marcha

Considerações

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Bibliografia

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Contato

2001 Verônica Nakazawa

Marcha festinante

 

Em posição ortostática, esses pacientes têm tendência característica de tombar para frente. São incapazes de realizar os movimentos compensatórios para readquirir equilíbrio e, assim caem facilmente. Quando começam a caminhar, há dificuldade para desviar o centro de gravidade de um pé para outro, de modo que têm que “prosseguir“ seu centro de gravidade para evitar a queda para frente, denominando aceleração anterior ou festinação Stokes (2000).

 

Rowland (1997), Adam & Victor (1998), observaram que, os pacientes com doença de Parkinson ficam de pé em uma postura de flexão geral, com a coluna inclinada para frente, a cabeça inclinada para baixo, os braços moderadamente fletidos nos cotovelos e as pernas ligeiramente fletidas. Os pacientes ficam de pé imóveis e rígidos, com escassos movimentos automáticos dos membros e uma expressão facial fixa, como mascara, e piscando raramente. Embora os braços se mantenham imóveis, há freqüentemente um tremor afetando os dedos e punho, de 4 a 5 ciclos por segundo. Ao caminharem, seu tronco se inclina ainda mais para frente; os braços permanecem imóveis do lado do corpo ou são flexionados ainda mais e levados um pouco à frente do corpo. Os braços não balançam. Quando o paciente caminha, as pernas permanecem dobradas nos quadris, joelhos e tornozelos. Os passos são curtos, de modo que os pés apenas deixam o solo e a sola dos pés se arrasta no chão. A marcha com passos caracteristicamente pequenos é denominada marche à petis pas. A locomoção para frente pode levar a passos sucessivamente mais rápidos, podendo o paciente cair se não for apoiado; este andar cada vez mais rápido é chamado de festinação. Quando empurramos para frente ou para trás, os pacientes podem não conseguir compensar por movimentos de flexão ou extensão do tronco. A conseqüência é uma serie de passadas propulsivas ou retropulsivas. Os pacientes com doença de Parkinson às vezes podem caminhar de modo surpreendentemente rápido por um breve período.

 

De acordo com Stokes (2000), existem dificuldades específicas ao iniciar os movimentos da marcha e para virar-se. Pode ocorrer a interrupção súbita da marcha (congelamento), em especial quando há obstáculos. A marcha nos pacientes cujo início da doença foi precoce pode parecer descoordenada em decorrência da discinesia induzida por fármacos.

 

Adam & Victor (1998), também observaram, que ocasionalmente, estes pacientes corre melhor do que caminha ou anda para trás melhor do que para diante. Com freqüência, a deambulação preocupa tanto a paciente que falar simultaneamente é impossível. Ele precisa parar para responder a um pergunta.

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