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Marcha
hemiplégica e paraplégica
De
acordo com Umphed (1994), a disfunção motora do AVC, é um dos sinais
clínicos mais óbvios da doença. Após o início de um acidente
cerebrovascular com hemiplegia, ocorre um estado de baixo tono ou
flacidez. O retorno precoce do movimento é visto nos extensores
espinhais e os elevadores do ombro e cintura pélvica (trapézio
superior, levantador da escápula, quadrado lombar e grande dorsal).
Geralmente o retorno distal ocorre cedo na recuperação é usado pelo
cliente para reforçar a musculatura proximal fraca. Quando esses
componentes motores disponíveis são usados para função (sem seus
flexores correspondentes), são vistos padrões de movimento
estereotipados.
A
marcha paraparética ou paraplégica espástica é, na verdade, uma
marcha hemiplégica bilateral, que afeta apenas os membros inferiores.
Cada perna é avançada lenta e rigidamente, com movimentação restrita
nos quadris e joelhos. As pernas encontram-se esticadas ou ligeiramente
flexionadas na altura dos joelhos e as coxas podem estar fortemente
aduzidas, fazendo com que as pernas quase se cruzem quando o paciente
caminha (marcha em “tesoura”). As passadas são regulares e curtas,
sendo que o paciente avança apenas com grande esforço, como se
caminhasse com dificuldade em águas fundas Adam & Victor (1998).
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