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Desde o
surgimento dos primeiros sistemas para transmissão
de TV, o mercado sempre exigiu novos serviços
que possuissem melhor qualidade e mais opções
para o usuário. Vários anos após a implantação
dos canais abertos, o usuário começou a
perceber que o fato de assistir TV deve deixar de
ser algo bastante passivo e tornar-se mais
interativo e atraente.
A partir destas observações surgem os canais
de TV por assinatura, que têm o objetivo de
prover ao telespectador, um serviço
personalizado e mais interativo. Com os canais de
TV por assinatura podemos intervir na programação
da forma que quisermos e com uma melhor qualidade
de som e imagem.
O mercado
A TV por assinatura no Brasil mostra-se
surpreendente mesmo nos períodos de crise.
Enquanto todo o País vem sofrendo, desde o final
de 1997, com a escassez de recursos financeiros,
recessão econômica e instabilidade monetária,
o segmento de TV paga manteve-se dinâmico e
diversificado nesse período. É verdade que o
crescimento da base instalada de usuários
evoluiu pouco nos últimos dois anos, reflexo
imediato das dificuldades por que passam todos os
brasileiros. O ano de 1998 fechou com cerca de 2,7
milhões de assinantes no País, e em março de
99 o total era de 2,734 milhões.
Comparando-se a evolução do mercado de TV
paga com indústrias correlatas, como a de
televisores e videocassetes, observa-se que o
primeiro, até por estar em uma base de usuários
menos sensível às oscilações econômicas (classes
A e B), teve uma reação bem menos negativa ao
clima recessivo instalado no Brasil desde o final
de 1998. Enquanto as vendas de bens de consumo
tiveram uma forte retração, a TV por assinatura
manteve-se estável e até com um pequeno
crescimento no mesmo período.
O Nordeste é um dos principais alvos das
empresas operadoras de TV por assinatura. A região
tem uma participação insignificante no mercado
atual, que cresce 100% ao ano, envolve um
faturamento de R$ 3 bilhões (em 97) e tem 2,2
milhões de assinantes. O sistema de TV a cabo
ainda não existe no Nordeste, mas é maioria no
resto do país.
A estimativa da Associação Brasileira de TV por
Assinatura (ABTA) é de que o número de
assinantes dobre no próximo ano, atingindo
quatro milhões de domicílios. Em 1993, quando o
sistema começou no Brasil, eram apenas 250 mil.
Com a previsão de investimentos em torno de R$ 5
bilhões até o ano 2001, o país contará com
oito milhões de assinantes, superando a
Argentina, que tem cinco milhões e é o maior
mercado da América Latina. O Brasil é
considerado o sexto maior mercado mundial para as
empresas de TV por assinatura. Cerca de 34 milhões
de domicílios do país têm aparelhos de televisão,
número menor apenas que o dos Estados Unidos e
Japão. O potencial brasileiro é medido ainda
pela pequena penetração dos serviços: apenas
62 municípios atendidos, num universo de cinco
mil.
Tecnologias utilizadas hoje no Brasil
A implatação de determinada tecnologia de
transmissão para TV por assinatura depende,
principalmente, da demanda de uma região e do
custo de implantação do sistema.
No Brasil, são usadas três tecnologias de
distribuição de sinais de TV por assinatura,
cada uma com características bastante
diferenciadas: o cabo, o MMDS (microondas
terrestres) e o DTH (TV direta do satélite). O
uso de cada tecnologia, por número de assinantes,
está assim distribuído:
Como pode ser observado no gráfico acima, o
sistema de TV a cabo é o mais utilizado no país
atualmente. Consiste em uma rede de cabos
espalhados por toda uma região. O sistema de
distribuição se assemelha ao sistema de
telefonia fixa, onde existe uma rede central que
distribui o sinal para todos os assinates.
Além dos cabos, a as TVs por assinatura
utilizam outros três sistemas. Os mais comuns são
o da Banda C, em que a transmissão é feita via
satélite para grandes parabólicas, cobrindo
todo o país e o MMDS, que funciona de forma
semelhante aos celulares, através de microondas.
O mais recente é o da Banda Ku - que utiliza
transmissões de satélite em alta potência e
pequenas parabólicas.
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