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Documentação

 

 

   O primeiro padrão que introduziu o conceito de célula foi o padrão AMPS. Esse padrão foi desenvolvido pelo Bell Labs. Com base no AMPS, muito padrões foram desenvolvidos e implementados. No Japão, foi desenvolvido o sistema MCS (Mobile Communication System) em 1979, nos países nórdicos foi desenvolvido o NMT (Nordiska Mobil Telefongruppen) em 1980, no Reino Unido foi desenvolvido o sistema TACS (Total Access Comunication System)1982, e na Alemanha o C 450 em 1985.
    No Brasil, a telefonia móvel foi introduzida em 1972, por um sistema de baixa capacidade, com tecnologia IMTS, instalado em Brasília. Entretanto, o primeiro sistema de telefonia celular AMPS somente foi instalado em 1990 pela Telerj, no Rio de Janeiro. Logo depois apareceu o sistema da Telebrasília em 1991.
A FCC - Federal Communications Commission reservou 50 MHz na banda de 800 MHz para a telofonia celular, dividindo em duas bandas, 'A' e 'B'. Esse esquema pretende garantir a existência de dois competidores em cada região. Por sua vez, essas bandas são divididas em dois blocos de radio-freqüência: um para transmissão e outro para recepção, em MHz:

transmissão recepção
Banda "A" 824 - 835 e 845 - 846.5 869 - 880 e 890 - 891.5
Banda "B" 835 - 845 e 846.5 - 849 880 - 890 e 891.5 - 894


    O mais antigo e mais difundido sistema celular analógico nos EUA é o AMPS. Ele utiliza canais de voz de 3 MHz modulados em portadoras FM de 30 MHz. Esse sistema também pode ser utilizado para transmissão de dados, sendo muito
menor do que em canais discados convencionais, normalmente limita a 10 kbps. Se existirem sombras de rádio no percurso, causadas por elevações, a performance pode cair até 1 kbps. Cada estação rádio-base é conectada ao MTSO (Mobile        Telephone Switching Office local). MTSOs estão interligados entre si e a rede telefônica convencional. Quando um assinante móvel move-se de uma célula para outra, o controle fica a cargo do MTSO.
   Durante a próxima década, o sistema AMPS (no EUA) será substituído por sistemas digitais, como por exemplo o sistema denominado USDC (US Digital Celluar Tecnology). A maior motivação para adotar o USDC é aumentar a capacidade de transmissão do sistema. Como esse migração implica em custos elevados, provavelmente será gradual, com os assinantes americanos utilizando uma infra-estrutura híbrida analógica digital, conhecida como D-AMPS.Com essa tecnologia voz e dados podem ser transmitidos a taxa de 8 kbps.

    SAT - Supervisory audio tone

    O SAT é um tom de supervisão gerado continuamente na unidade de canal de voz e é adicionado ao sinal transmitido sendo enviado pela ERB até o EM e enviado de volta do EM para a ERB. O SAT supervisiona dois parâmetros importantes da transmissão: relação sinal-ruido e nível de intensidade do sinal transmitido.
Utiliza frequência fora da faixa de voz, por isso não pode ser ouvido durante a conversação. Sua frequência pode ser de 5.970,6 Hz ou 6.03 Hz.

    Relação sinal-ruído

    A relação sinal-ruído é constantemente verificada, caso o valor caia abaixo da margem preestabelecida, indica que aquele EM está saindo dos limites de uma determinada célula, por isso, a conversação deve ser transferida para outra célula, ou seja, deve ser efetuado um "Hand-over".

    Intensidade do sinal

    A intensidade do sinal transmitido é sempre controlada. Se a intensidade for alta, a potência do sinal é reduzida. Ocorre o processo inverso se esta intensidade estiver baixa. Se o valor verificado for demasiadamente baixo, procede-se com a transferência do EM para outra célula com melhor recepção.

 

 

 

Clécio Marquetti

World Telecom - 2000

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