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O cabo é de longe o sistema de distribuição
mais utilizado pelos canais de TV por assinatura
no Brasil. Seu custo de instalação por domicílio
atingido é mais alto que de outros sistemas, mas
uma rede de cabo pode ser utilizada
posteriormente para diversos serviços
convergidos, como transporte de dados, acesso à
Internet, telefonia etc.
Arquitetura do sistema
A maioria das redes de cabo segue a
arquitetura HFC (Hybrid Fiber/Coaxial), que
mistura cabos ópticos e cabos coaxiais. A rede
de TV a cabo compõe-se de três partes:
- Central multisserviços CMS, também
chamada de (head-end);
- Unidade de assinante (top-box).
Para receber os sinais em sua casa, o
assinante precisa ter um televisor cable-ready (pronto
para receber sinais do cabo) ou utilizar um
conversor, que recebe os sinais e os converte
para uma freqüência que a TV consegue captar.
Se os canais forem codificados, é sempre necessário
usar um decoder (decodificador).
As redes de cabo mais modernas são também
bidirecionais. Ou seja, podem transportar informações
da casa do assinante ao headend. Isso permite seu
uso para sistemas interativos, como acesso à
Internet, TV interativa, entre outros. Esses
serviços também podem ser feitos nas redes
unidirecionais, mas nesse caso o retorno do sinal
é feito por um modem convencional através da
linha telefônica.
Central multiserviços
A CMS recebe os múltiplos sinais de TV, VHF e
UHF dos canais livres das emissoras de broadcast
(ou via fibra óptica direta dos estúdio) e também
dos geradores de programas via satélites (Brasilsat,
Panasat, Intelsat VI, Intelsat K e outros).
Canais livres (canais abertos), são aqueles das
televisões comerciais da cidade (Cultura, Globo,
SBT, etc.) e os provedores de programas são
empresas que mediante contrato com o operador de
CATV, fornecem os sinais de programas conhecidos
como: Discovery, CNN, Fox, Sony, Sportv, Telecine,
etc.
Além dos programas já prontos, como os
mensionados acima, a CMS faz a geração local de
videotapes, padrões de barras coloridas, proteção
dos canais codificados para "pay-per-view",
geração do menu eletrônico da programação de
todos os canais (guia eletrônico da malha de
programas)e, finalmente, um processamento dos
sinais recebidos para condicioná-los para a
distribuição.
Os sinais recebidos sob forma codificada são
decodificados antes de entrar no processamento
interno da CMS. O processamento se faz nas
seguintes fases: recebem-se os sinais de TV que a
seguir são separados canal a canal e demodulados
para separar as componentes de vídeo e áudio.
Os canais de vídeo e áudio são encaminhados a
uma matriz roteadora que vai alocar os canais nas
posições do espectro de RF. Assim, o operador
determina onde ficará cada canal no espectro a
ser distribuído. Aqueles canais que terão
pagamento de assinatura especial ou pay-per-view,
isto é, aqueles canais aos quais os assinantes
comuns somente terão acesso mediante um
pagamento extra, são codificados. Após a
codificação, o canal é demodulado na portadora
RF correspondente ao canal do espectro e passam a
um comutador para seguir para a central de
distribuição.
Central de distribuição
A figura acima se refere à parte do sistema
responsável pela distribuição dos sinais até
os assinantes e não à comunicação através de
fibras ópticas em redes de alta capacidade.
Na central de distribuição as transmissões
locais ou remostas são capitadas por uma antena
situada em uma torre elevada. Estes sinais podem
ser distribuidos com o número do canal original
pi remodulados para outras frequências. O estúdio
tam'bem pode ser utilizado para a geração local
de notícias ou programas de interesse da
comunicade. Para serviços especiais, os sinais são
recebidos na central de distribuição, via
microondas através de sat;elites e ali
convertidos para a faixa de VHF. A imagem é então
"embaralhada" de modo a permitir o
acesso somente a assiantes que paguem por esses
serviços.
Top-Box
O top- box ou set top-box é o dispositivo no
assinante que interfaceia o cabo coaxial e o
aparelho de TV. O top-box pode incluir o
decodificador quando os canais chegam codificados
à casa doi usuário, ou então ser um
sintonizador que condiciona o sinal para a conexão
à tomada de antena VHF do televisor.
Canais de TV a cabo
Cada canal ocupa uma faixa de 6MHz, da mesma
forma que os canais transmitidos por radiodifusão,
para os sinais AM de vídeo e FM de som. Entre os
canais 6 e 7 de TV por rasiodifusão, existe uma
faixa de frequência onde não se pode inserir
nenhum sinal de TV (ver tabela). No caso do
sistema a cabo não há irradiação, permitindo
que as frequências entre os canais 6 e 7 sejam
utilizadas sem interferência em outros serviços.
Esta faixa de 88 a 176 Mhz, é então ocupada
pelos canais de banda central (midband). Os
canais VHF (2 a 6 e 7 a 13) também são
utilizados para TV a cabo. Os canais usados por
estações transmissotas são usualmente
fornecidos no mesmo número de canal. Os canais
VHF não concedidos em uma área são utilizados
para transmissão de programas especiais ou de
estações de outra cidade. Nos sistemas maiores
de TV a cabo, canais acima do 13 também são
utilizados (superband). Entretanto, os da faixa
UHF (470 a 890 MHz) são convertidos para VHF
para distribuição.
Distribuição por cabo
As perdas de RF em um cabo coaxial não altas,
principalmente nos sistemas de 36 canais, que
utilizam frequências nas faixas mais altas.
Entretanto essa perdas são compensadas por
amplificadores de RF da banda larga, colocado ao
longo da rede de cabos.
No sistema de distribuição, a linha
principal é chamada de tronco. A partir dele, são
derivados ramos que atendem à grupos de
assinantes. A linha de cada assinante é chamada
drop. Cada amplificador da linha tronco tem ganho
igual às perdas no cabo na distância entre dois
amplifcadores, tipicamente 0 dB, ou um ganho de
tensão de 100.
Apesar da TV por cabo não envolver irradiação,
devem ser impostas normas de operação. Nos
Estados Unidos, essas normas são determinadas
pela FCC (Federal Communications Comission). Em
alguns casos, um canal da superband é dedicado
apenas à detecção de radiação. O canal
normalmente escolhido está na faixa do FM
comercial , de 88 à 108 Mhz, de sorte que um
simples rádio portátil pode ser usado para
detectar qualquer irradiação presente.
Freqüências do sistema a cabo
Muitos canais a cabo mais antigos distribuem
os sinais de TV nas mesmas frequências de VHF
que são usadas nas transmissões. Esses sistema
dispõe de 12 canais, incluindo os canais de VHF
de 2 a 13. Os assinates do sistema não precisam
de conversor; as conexões são feitas
diretamente aos receptores, onde o sintonizador
de RF pode ser utilizado para selecionar o canal
desejado. No sistema de 12 canais, alguns
receptores podem sofrer interferência entre
canais adjacentes, já que são utilizados todos
os canais de VHF. A capacidade de rejeitar as
frequências de canais adjascentes depende da
seletividade de FI do receptor.
Canais por cabo de Banda Intermediária
e Superbanda
Como o sinal por cabo não é irradioado, o
sistema de cabos pode utilizar frequências
destinadas a outros serviços de rádio sem
interferência. Assim sendo, oscanais por cabo de
banda intermediária são usados no intervalo
entre os canais 6 e 7 de VHF. Essas frequências,
de 88 a 174 Mhz, incluem a faixa de FM, além de
vários outros serviços de comunicação marítima
e aérea. No entanto, a banda de rádio FM
comercial não é normalmente utilizada no
sistema de TV a cabo. Conforme relacionado na
Tabela a seguir, os canais por cabo de banda
intermediária são os de número 00, 01 e 54 a
59 (utilizam sempre dois dígitos em toda a
numeração a fim de permitir a sintonia através
de uma placa digital de controle).
Os canais de superbanda são simplesmente
aqueles qie ficam acima do canal 13 de VHF. Essa
faixa começa com o canal de letra J ou número
23 e vai até a letra Z ou número 53.
A utilização dos canais comerciais de VHF
entre 2 e 13 e dos canais por cabo entre 14 e 37
proporciona 12 + 24 = 36 canais em um típico
sistema de TV a cabo. Essas frequências vão até
300 Mhz, aproximadamente. Sistemas que empregam
canais de numeração maior, chegando até os 400
Mhz, são sistemas mais sofisticados e exigem
cabos expeciais e amplificadores melhores,
posicionados em intervalos menores, a fim de
compensar as maiores perdas que ocorrem nas frequências
mais elevadas.
Observe abaixo as tabelas com os canais de
TV a cabo.
Canais de banda intermediária
| Designação |
|
Número do canal
|
|
Portadora de Vídeo
(MHz) |
|
| A |
|
14 |
|
121.25 |
|
| B |
|
15 |
|
127.25 |
|
| C |
|
16 |
|
133.25 |
|
| D |
|
17 |
|
139.25 |
|
| E |
|
18 |
|
145.25 |
|
| F |
|
19 |
|
151.25 |
|
| G |
|
20 |
|
157.25 |
|
| H |
|
21 |
|
163.25 |
|
| I |
|
22 |
|
169.25 |
|
Canais de super banda
| Designação |
Número do canal |
Portadora de vídeo
(Mhz) |
| J |
23 |
217.25 |
| K |
24 |
223.25 |
| L |
25 |
229.25 |
| M |
26 |
235.25 |
| N |
27 |
241.25 |
| O |
28 |
247.25 |
| P |
29 |
253.25 |
| Q |
30 |
259.25 |
| R |
31 |
265.25 |
| S |
32 |
271.25 |
| T |
33 |
277.25 |
| U |
34 |
283.25 |
| V |
35 |
289.25 |
| W |
36 |
295.25 |
| X |
37 |
301.25 |
| Y |
38 |
307.25 |
| Z |
39 |
313.25 |
Canais de Ultrabanda
| Designação |
Número do canal |
Portadora de Vídeo
(MHz) |
| M1 |
40 |
319.25 |
| M2 |
41 |
325.25 |
| M3 |
42 |
331.25 |
| M4 |
43 |
337.25 |
| M5 |
44 |
343.25 |
| M6 |
45 |
349.25 |
| M7 |
46 |
355.25 |
| M8 |
47 |
361.25 |
| M9 |
48 |
367.25 |
| M10 |
49 |
373.25 |
| M11 |
50 |
379.25 |
| M12 |
51 |
385.25 |
| M13 |
52 |
391.25 |
| M14 |
53 |
397.25 |
Alocações de canais de banda
intermediária
| Número
do canal |
Portadora
de vídeo (MHz) |
| 54 |
89.25 |
| 55 |
95.25 |
| 56 |
101.25 |
| 57 |
107.25 |
| 58 |
97.25 |
| 59 |
103.25 |
Canais para utilização com
conversores digitais:
A - 2 ou 00
A - 1 ou 01
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