Sempre
dividido entre dois partidos tradicionais - Liberal
e Conservador, no Império, e Partido Social
Democrático (PSD) e União Democrática
Nacional (UDN), na República -, o estado continua
a intervir fortemente na vida política do Brasil.
Há o Manifesto dos Mineiros, de 1943, contra
o Estado Novo, a eleição de Juscelino
Kubitschek para a Presidência da República,
em 1955, e o apoio ao golpe militar de 1964. Até
a década de 1960, porém, Minas Gerais
permanece num plano secundário em relação
ao desenvolvimento industrial do país, como
grande fornecedor de insumos (minério de ferro,
energia elétrica, aço e produtos agropecuários)
a outros centros de maior consumo e produção
industrial.
A partir dos anos 1970, com os incentivos fiscais
dos governos federal e estadual, Minas amplia e diversifica
sua base industrial, sobretudo nos setores têxtil,
químico, siderúrgico, mecânico-metalúrgico
e agroindustrial. É criado também um
pólo automobilístico na Região
Metropolitana de Belo Horizonte. Minas tem a terceira
maior participação no PIB nacional,
com 9,6%, enquanto no Índice de Desenvolvimento
Humano (IDH) ocupa uma posição intermediária
entre os estados brasileiros.
Fonte: Almanaque
Abril, 2003
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