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Museu de Arte Sacra (Antiga Cadeia)
A antiga cadeia foi erguida por volta de 1730. Destruída por um incêndio em 1829, foi reconstruída em 1833 pelo mestre pedreiro Francisco da Silva Miranda.
Em 1984, o prédio foi transformado no Museu de Arte Sacra Presidente Tancredo Neves, sendo inaugurado em 1989 com peças doadas por particulares.

Museu do Padre Toledo
O Museu Padre Toledo está instalado no bonito solar onde morou o padre inconfidente Carlos Correia de Toledo e Mello, vigário da Paróquia de Santo Antônio entre 1777 e 1789. O museu conta com uma coleção de móveis, imagens e pinturas da época, entre as quais se destacam uma tela de São Mateus e um armário-estante pintados por Manoel da Costa Ataíde, importante pintor do período colonial.
De agradáveis proporções, o casarão possui 14 cômodos ornamentados com interessantes pinturas no forro, especialmente a de frutas brasileiras e a de uma cena campestre em que aparece um pastor negro ao lado de uma pastora branca.

Casa da Câmara
Ao longo dos anos, a casa que abrigou a câmara e o antigo fórum da cidade sofreu várias modificações. A agradável varanda foi acrescentada à sua fachada, possivelmente, no final do século XVIII, e o brasão no centro da cimalha recebeu sucessivas gravações: as armas de Portugal, as do Império e, mais tarde, as da República.
Em 1970, o prédio foi doado à Fundação Rodrigo Mello Franco de Andrade, que desde então nele realiza concertos, exposições e seminários.
Em 1985, parte do imóvel foi cedida à Câmara Municipal de Tiradentes, reintegrando de certo modo o prédio à sua função original.

Prefeitura Municipal
O sobrado que hoje abriga a Prefeitura Municipal chama a atenção pelo seu porte. É a única edificação de três pavimentos do centro histórico de Tiradentes.

Sobrado Ramalho
Este sobrado, situado no local conhecido como Quatro Cantos, na esquina das ruas Direita e da Câmara, é considerado o mais antigo da cidade. Foi residência particular da família Ramalho, que fundou a centenária Orquestra e Banda Ramalho em 1860. No século XX, abrigou um pequeno teatro no andar térreo.

Chafariz de São José
Um dos mais belos exemplares do período colonial, o Chafariz de São José foi construído pela Câmara Municipal em 1749 para abastecer a cidade de água potável.
Apresenta elementos tipicamente barrocos: pilastras, coruchéus, volutas e cruz. Possui três carrancas esculpidas em pedra, que jorram água em um tanque único, um pequeno nicho com a imagem de São José de Botas e um brasão com as armas de Portugal.
Atende ainda hoje à população, trazendo água puríssima da Serra de São José em antigo aqueduto de pedra.

Maria Fumaça
Uma locomotiva Baldwin puxa vagões antigos, fazendo o trajeto de Tiradentes a São João Del Rei, trazendo à memória dos passageiros costumes do século passado. Em boa parte da viagem é possível avistar o leito sinuoso do Rio das Mortes.

Bichinho
O distrito de Vitoriano Veloso é conhecido ainda hoje pelo sugestivo nome de Bichinho, um povoado que se formou com a descoberta de ricas lavras de ouro nos primeiros anos do século XVIII.
A Igreja de Nossa Senhora da Penha revela as origens setecentistas do distrito, do qual faz parte o arraial de Gritador. O nome, derivado de 'greta d' ouro', relembra também os tempos coloniais.
A verdejante paisagem da região, valorizada pela imponente Serra de São José, tem atraído moradores de outras cidades, que aí instalaram simpáticas pousadas e, também, uma oficina de artesanato.
Apesar de estar mais perto de Tiradentes, Bichinho pertence a Prados desde 1938. O nome atual é uma homenagem ao inconfidente Vitoriano Gonçalves Veloso, que nasceu e viveu em Gritador.
Em 1795, o arraial era formado por um conjunto de pequenas casas baixas e uma capela dedicada à Nossa Senhora da Penha de França. No século XIX, a decadência da atividade aurífera fez nascer uma incipiente agricultura de gêneros alimentícios, e, também a pecuária, ainda hoje, fontes da economia local.
A vida passa devagar em Bichinho. Além da atividade agropecuária, seus moradores se dedicam ao artesanato, confeccionando esteiras de taquara e trabalhos manuais.
A construção da Igreja de Nossa Senhora da Penha foi iniciada por volta de 1732, sendo concluída somente em 1771. As torres foram acrescentadas no início do século XX. Sua fachada simples não evidencia a riqueza de seu interior, dominado por belíssimas pinturas em estilo rococó. A ornamentação pictórica é atribuída a Manoel Victor de Jesus, que soube valorizar, sobretudo, os forros e púlpitos da igreja.
A estrada que leva a Bichinho é um passeio à parte. Saindo de Tiradentes, montanhas e vales descortinam exuberante vegetação.
Em Bichinho, funciona a sede da Oficina de Agosto. O nome atraente sugere a beleza inusitada dos objetos artesanais lá produzidos. Cerca de quarenta moradores de Bichinho revezam-se na confecção coletiva de objetos para casa, inspirados na cultura brasileira.
Montada em simpáticas barracas de bambu no quintal da casa, a oficina é considerada hoje um dos principais centros produtores de artesanato no país, e muitas de suas obras são usadas na cenografia de novelas e filmes.

 

 


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