Matriz
de Nossa Senhora do Pilar
A Igreja de Nossa Senhora do Pilar foi construída
em 1721 por iniciativa da Irmandade do Santíssimo
Sacramento em substituição a uma antiga
capela, incendiada durante a Guerra dos Emboabas.
No início do século XIX, a irmandade
decidiu ampliar a igreja. Demoliu o frontispício
original e reconstruiu-o em estilo neoclássico
a partir do risco feito por Manoel Victor de Jesus.
O interior da matriz é belíssimo com
talha e pinturas barrocas. Os altares laterais possuem
lâmpadas de prata suspensas, uma delas doada
pelo poeta e inconfidente Inácio José
de Alvarenga Peixoto, em 1778. Em 1960 a igreja foi
elevada a catedral, e em 1965 recebeu o título
de basílica, passando a se chamar Igreja Catedral
Basílica de Nossa Senhora do Pilar.
Igreja
de São Francisco de Assis
Igreja de São Francisco de Assis é um
dos mais belos templos coloniais de Minas Gerais.
Sua construção foi iniciada em 1774
e a autoria do projeto é questão polêmica,
que envolve dois grandes artistas da época:
Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, e Francisco
de Lima Cerqueira. Aleijadinho é considerado
autor do risco original, mais tarde modificado por
Lima Cerqueira, designado mestre-de-obras do templo.
O partido arquitetônico segue a tendência
curvilínea do estilo rococó. O corpo
da nave experimenta ligeira ondulação
convexa, e as torres cilíndricas recuam-se
em relação ao plano da fachada, ricamente
ornamentada.
A obra de talha é marcada pela exuberância
graciosa do rococó. Na capela-mor, a alternância
de douramentos sobre o fundo branco dá maior
densidade à talha, principalmente se comparado
aos púlpitos e altares laterais, originalmente
pintados de branco, hoje na cor natural da madeira.
O arco abatido que sustenta o coro representa obra
de arrojo arquitetônico para época, realizada
por Souza Lopes. No arco da porta principal existe
uma interessante cabeça de Cristo esculpida.
Igreja
de Nossa Senhora do Carmo
Erguida na fase áurea do rococó, a Igreja
de Nossa Senhora do Carmo traz inovações
do estilo: a portada ricamente elaborada por elementos
escultóricos e as torres octogonais ligeiramente
recuadas do plano da fachada.
O interior apresenta obra de talha de magnífica
execução, mas sem o douramento comum
às igrejas coloniais mineiras. No consistório
há um conjunto de mesa com oito pés
e cadeiras de alto espaldar em jacarandá, típico
do período setecentista, atribuído ao
artista Manuel Rodrigues Coelho, que realizou a capela-mor,
os púlpitos e o medalhão do arco cruzeiro.
Um bonito portão de ferro forjado emoldura
a entrada do cemitério próximo à
igreja.
Igreja
de Nossa Senhora das Mercês
A igreja substitui a primitiva capela erguida antes
de 1751 em devoção a Nossa Senhora das
Mercês . Reformada em 1853, a atual fachada
surpreende pela torre lateral ligada ao corpo da igreja
por um estreito corredor.
Além de interessantes santos de roca —
São Pedro Nolasco e São Raimundo Nonato
—, o altar-mor possui belíssima imagem
da padroeira, que exerce grande carisma aos são-joanenses
e atrai uma multidão de devotos por ocasião
de sua festa.
Igreja
de Nossa Senhora do Rosário
Construída
pela Irmandade de Nossa Senhora do Rosário
e São Benedito dos Homens Pretos, a Igreja
de Nossa Senhora do Rosário é considerada
a mais antiga da cidade.
Em 1753 passou a apresentar a atual portada com elementos
decorativos e elegante porta almofadada. Em 1936 a
fachada foi adaptada para abrigar as duas torres.
O interior é bastante simples. No altar-mor,
há uma bonita imagem de Nossa Senhora do Rosário.
Capela
de Nossa Senhora da Piedade
Segundo tradição oral, a Capela de Nossa
Senhora da Piedade foi construída em frente
à Cadeia Pública, para que os presos
pudessem assistir à missa aos domingos e dias
santos.
Com a transferência da cadeia para a Casa de
Câmara e Cadeia, em 1850, a pequena capela passou
a ser utilizada como Passo da Paixão nas celebrações
da Quaresma e da Semana Santa.
Capela
de Santo Antônio
Erguida por volta de 1774, a Capela de Santo Antônio
destaca-se pela originalidade de sua construção.
A portada em pedra polida valoriza a fachada rica
em detalhes arquitetônicos. O interior é
imponente com balaustrada em jacarandá, pinturas
e entalhes dourados de inspiração rococó,
sobretudo no altar-mor e púlpito.
Capela do Senhor Bom Jesus dos Montes
Não
se conhece a data de construção da Capela
do Senhor Bom Jesus dos Montes, situada no caminho
para o Alto da Bela Vista. Em meados do século
XIX, nela se realizava a Festa de Santa Cruz com grandiosa
procissão.
Capela
de Nosso Senhor do Bonfim
A singela Capela de Nosso Senhor do Bonfim foi erigida
por José Garcia de Carvalho, em 1769. O interior
apresenta nave e altar único bastante modestos.
Nela se comemorou por alguns anos a Independência
do Brasil.
Igreja
de São Gonçalo Garcia
A Igreja de São Gonçalo Garcia foi construída
em substituição a primitiva capela de
1772. Igreja, adro e escadaria formam um agradável
conjunto neoclássico, finalizado em 1903. No
interior, destacam-se as imagens de São Gonçalo,
São Francisco de Assis e Santa Joana D’Arc,
cuja devoção reúne, anualmente,
militares da cidade em grande festa.
Capela
de Nossa Senhora das Dores
Inaugurada em 1918, a Capela de Nossa Senhora das
Dores é a única construção
em estilo neo-gótico da cidade. Pertence a
Santa Casa de Misericórdia.
A fachada finamente ornamentada apresenta pórtico
central com postigos no primeiro e segundo andar e
torre sineira marcada pela intensa verticalidade de
sua cúpula.
O interior apresenta nave com altares em mármore
e paredes brancas, que valorizam o espetáculo
de cores proporcionado pela luz exterior, filtrada
nos vitrais das janelas.
Mosteiro
de São José
O sobrado da família Guadalupe foi vendido
recentemente à Ordem da Imaculada Conceição
para instalação do Mosteiro de São
José. Motivos ornamentais em relevo valorizam
a fachada, como acontece nos prédios do Museu
Regional e da Prefeitura Municipal.
Monumento
ao Cristo Redentor
O Monumento ao Cristo Redentor foi inaugurado em 1942
no Alto da Bela Vista, o ponto mais elevado da cidade.
De lá se tem magnífica vista panorâmica.
Passos
da Paixão de Cristo
Os passos da Paixão de Cristo são pequenas
capelas que abrem durante a Quaresma e a Semana Santa.
Em procissão, os fiéis páram
diante deles, rezam e entoam preces, percorrendo a
cidade em piedosa via-sacra. Atualmente, existem apenas
cinco passos.
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