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Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição
De acordo com a tradição, o início das obras da Igreja Nossa Senhora da Conceição data do século XVIII. Havia no local uma capela provisória que foi demolida e substituída pela atual igreja, cuja inauguração parcial ocorreu em 1710.
Sua ornamentação interna se deve muito ao empenho do padre José de Queiroz Coimbra, que foi vigário por mais de sessenta anos. Segundo documentos da época, o padre fez uma encomenda a Lisboa de seis castiçais de prata e um crucifixo, destinado a enfeitar o altar-mor, que em 1768 foi substituído por outro, ainda mais representativo, cuja autoria se deve a Veríssimo Vieira da Mota.

A igreja aparenta a forma das primeiras edificações mineiras, mas tem a originalidade de ter a planta dividida em três naves, o que é raro na sua região. Sua construção é em taipa e madeira e possui uma fachada simples. Internamente o aspecto é de grande riqueza, constituindo uma das mais expressivas de Minas Gerais. Sua exuberância de detalhes dourados é representativa dos diferentes momentos do barroco, com traços de elementos decorativos orientais, como os vistos nas duas portas laterais da capela mor.

Igreja de Nossa Senhora do Carmo

A iniciativa de construção da Igreja de Nossa Senhora do Carmo de Sabará se deve a Ordem Terceira do Carmo, ou seja, a Ordem dos homens brancos. Sua construção foi iniciada em 1763, quando foi contratado o mestre Tiago Moreira para que fizesse o projeto. Cinco anos mais tarde, estando a obra bem adiantada, a Ordem resolveu modificar o frontispício. Consta que entre 1771 e 1774 estava presente em Sabará um artista cujo nome era Antônio Francisco Lisboa, popularmente conhecido como Aleijadinho, chamado provavelmente para opinar sobre o assunto.

A Igreja possui uma fachada constituída por uma porta principal em madeira, cujos trabalhos ornamentais em pedra-sabão ali executados são atribuídos ao Aleijadinho e seus oficiais. Sua construção foi feita em alvenaria de pedra, com torres quadradas e nave única. Internamente, tanto a nave quanto a capela-mor apresentam piso em campas e forro de tábuas lisas e curvas, estando presentes várias pinturas decorativas. O painel central representa o episódio de Elias sendo transportado para o céu num carro de fogo.

As pinturas principais são de autoria de Joaquim Gonçalves da Rocha. Destacam-se o conjunto de imagens de São João da Cruz e de São Simão Stock, alojadas nos altares do arco-cruzeiro, ambas esculpidas por Aleijadinho.
Com sua talha marcada pelas características da terceira fase do Barroco e Rococó a Igreja Nossa Senhora do Carmo é uma dos mais célebres confidentes das obras do "Aleijadinho", estando atualmente tombada pelo IPHAN.

Igreja São Francisco de Assis
O local onde atualmente está situada a Igreja São Francisco de Assis, já foi ocupado por uma antiga capelinha em madeira, dedicada a Nossa Senhora Rainha dos Anjos, na qual, São Francisco de Assis era devoto. Sua construção, feita em alvenaria de pedra, data do final do séc. XVIII e início do XIX. Em seu interior o piso e o teto são forrados de tábuas, onde ostenta uma pintura de Nossa Senhora com os anjos e os quatro evangelistas, além de peças imaginárias como o Senhor Morto, São Francisco de Assis, a Senhora Rainha dos Anjos, além dos Santos de Roca na sacristia.

Igreja de Nossa Senhora do Ó

Segundo um documento datado de 1717, mulheres devotas de Nossa Senhora da Expectação do Parto solicitaram à câmara de Sabará setenta braças de terra para construção de uma capela simples. Tal pedido foi aceito e anos mais tarde foi substituída por outra mais ampla, construída a mando do capitão-mor Lucas Ribeiro de Almeida.
Em dezembro de 1720 estava confirmada a conclusão da obra. A origem da devoção a Nossa Senhora do Ó está nas sete antífonas cantadas nas noites de natal, cada uma delas precedidas por um ...Óh!!!, daí nascendo a incorporação popular do culto a Nossa Senhora do Ó.

Seu interior contém riquíssimos elementos decorativos de influência chinesa "chinesices", através dos detalhes das talhas barrocas, estilo Dom João V, decoradas em ouro, sobre vermelho e azul. A aparência externa da igreja revela algo singelo, frágil e pequeno mas de grande importância histórico-cultural para a humanidade

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos
Iniciada em 1768 com pequena capela de taipa, a Igreja Nossa Senhora do Rosário de Sabará é um belo exemplo das condições sociais e econômicas existentes na época de sua construção, além de preservar um documento vivo sobre a técnica utilizada para execução da obra.

Durante a escravidão, o ato de cultuar Irmandades pelos escravos era um dos poucos direitos que os homens brancos davam aos negros, representando uma forma relativa de libertação, pois ajudava a esquecer a triste realidade de vida dos africanos.

O receio que estes eventuais encontros pudessem originar revoltas, levou os homens brancos a ocupar os cargos mais importantes, como tesoureiro e orientador.

Era comum naquela época que os escassos recursos destinados a Irmandade fossem desviados para benefício próprio, ocasionando freqüentemente interrupção na obra. Outro fator que influenciou bastante foi a crise das minas de ouro, fazendo com que várias obras não fossem concluídas ou que apresentassem pobres ornamentações e enfeites.

Vários acordos foram firmados com diversos mestres da época, destacando-se entre eles o Mestre Antônio Moreira Gomes que concluiu a capela-mor e a sacristia em 1781. A obra, que teve vários períodos sucessivos de interrupção, teve sua paralisação decretada em 1889, quando ocorreu a abolição da escravatura.

Igreja de Nossa Senhora das Mercês

Antigamente, as diversas Irmandades representavam os distintos grupos raciais existentes em Minas Gerais. A ordem do Carmo pertencia aos homens brancos, os pretos eram devotos da Irmandade do Rosário; coube à Irmandade de Nossa Senhora das Mercês a inclusão dos mulatos, ou seja, fruto do senhor de escravo (branco) com uma escrava.
A modesta igreja de Nossa Senhora das Mercês foi parcialmente construída em 1781 com recursos limitados de sua Irmandade tendo sofrido várias reformas ao longo de sua história. No século XX, os registros de restauração datam de 1940, através da iniciativa do Vigário de Sabará, e, por fim, entre 1974 e 1975 houve outros trabalhos de recuperação por determinação do IPHAN, que havia tombado o monumento em 1938.

A Igreja das Mercês apresenta sua planta em estilo tradicional das primeiras construções religiosas em Minas Gerais, composto por nave e capela-mor no corpo principal, corredores e sacristias laterais. Sua fachada é bastante simples e possui um frontão com formas geométricas, vãos e cunhais em madeira. Internamente, sua ornamentação é bastante simples, destituída de qualquer elemento significativo.

 

 


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