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MILHO VERDE

Milho verde é mencionada como vila pertencente ao arraial de Santo Antônio do Bom Retiro do Serro Frio, atual cidade do Serro, desde 1711 mas, somente em 9 de julho de 1868, foi oficialmente elevada a distrito desta cidade. Seu nome teria surgido pelo fato das lavras ali pertencerem a Manoel Rodrigues Milho Verde, natural de Moinho, Portugal.

A vila está localizada nas vertentes da Serra do Espinhaço, na rota entre Serro e Diamantina e foi ocupada inicialmente por garimpeiros atrás de ouro e, posteriormente, de diamantes. Logo, a riqueza das minas da região atraiu a atenção das autoridades.

A população de Milho Verde foi obrigada a obedecer as leis impostas pelos governantes ao Distrito Diamantino. A Coroa portuguesa se apodera e passa a organizar a exploração do diamante sem, contudo, coibir o intenso contrabando.

As restrições impostas sobre o Distrito contribuiram para a estagnação do povoado. O lugar ficou esquecido no tempo. No início do século XIX, as visitas do mineralogista José Vieira Couto, do inglês John Mawe e do francês Saint-Hilaire renderam relatos sobre a situação de abandono de Milho Verde. José Vieira descreve a vila como um "lugarejo pequeno, mal arranjado e com muitas casas palhoças".

As minas ainda voltaram a ser exploradas. No século XX, com o auxílio de dragas e bombas, garimpeiros causaram vários danos ecológicos desviando cursos de rios e revirando cascalhos. Atualmente, a mineração no lugar está proibida.

As famílias que ali permaneceram, passaram a se dedicar à pecuária e agricultura de subsistência e, mais tarde, também à colheita de flores sempre-vivas. O local servia também de parada para os tropeiros.

Durante a década de 80, a paz e tranquilidade do lugar aliadas à sua rica natureza, atraiu hippies e moradores de cidades grandes e dos arredores, interessados numa vida mais simples. Depois, a vila começou a atrair também turistas desses mesmos lugares e criou uma infra estrutura mínima para recebê- los.
Hoje, os nativos vivem praticamente do turismo.

IGREJAS:

Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Prazeres
Construída no século XVIII pelo capitão José Moura de Oliveira.
Feita de madeira e barro, possui uma fachada simples, sem ornamentações. Segue a linha das capelas de taipa construídas no período colonial e possui peças interessantes em seu interior como as imagens de Nossa Senhora dos Prazeres, a de São Miguel e também uma Pietá inacabada. Pertence à Cúria Arquidiocesana de Diamantina.
Foi tombada pelo IEPHA-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) em maio de 1980.

Capela e Cemitério Nossa Senhora do Rosário
Provavelmente construída por devoção de negros livres e escravos durante o século XIX. A capela foi feita em madeira e barro e possui linhas simples. O conjunto possui um pátio e se destaca devido a sua localização, no alto de uma colina de onde se tem uma vista das montanhas.

CACHOEIRAS:

Lajeado
Córrego com vários poços de água calma e areias brancas, que segue seu curso com 3 grandes quedas, formando cachoeiras e piscinas naturais. O local fica a alguns metros do distrito. O acesso a pé é facílimo e de carro se chega a um estacionamento muito próximo.

Cachoeira do Carijó
Mais abaixo, descendo a montanha, a poucos metros da estrada que liga Milho Verde e São Gonçalo ao Serro fica a cachoeira do Carijó, formada por uma pequena queda d´água e um poço grande de águas calmas.

Cachoeira do Moinho
próximo a Milho Verde e de fácil acesso, está a cachoeira do Moinho. Após uma sucessão de piscinas naturais, que correm sobre uma lage, as águas desabam em duas grandes quedas, para mais abaixo formar o rio Jequitinhonha.

Cachoeira do Piolho
A estrada para a cachoeira do Piolho começa no final da rua dos Prazeres e fica a 8 km de Milho Verde.

SÃO GONÇALO DO RIO DAS PEDRAS

Assim como aconteceu com Milho Verde e toda a região do Serro, São Gonçalo do Rio das Pedras também teve a sua origem ligada à exploração do ouro, ainda no início do século XVIII. O povoado sofreu as mesmas restrições impostas pelo governador da província de Minas Gerais a todo o Distrito Diamantino, o que acabou por desestimular não só a permanência de moradores no local, como também a chegada de novos habitantes.
Hoje, a vila, que ainda mantém forte ligação comercial com Diamantina, vive basicamente da agricultura e do turismo. O antigo arraial minerador está localizado numa bela região, no Vale do Jequitinhonha e é rodeado por cachoeiras e montanhas. Suas casas e monumentos são simples e permanecem bem conservadas.

Igreja Matriz de São Gonçalo
A data de construção deste monumento é desconhecida, assim como o autor do projeto. Indícios levam a crer que remonta a segunda metade do século XVIII - acredita-se que o número 1787, inscrito na pintura do forro, seja o ano do término da obra constrída em madeira e barro preserva características das igrejas mineiras deste período. Seu principal destaque é a pintura da imagem de São Gonçalo, no forro da capela-mor. Foi tombada pelo IEPHA-MG (Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico) em maio de 1980

Cachoeira do Comércio
É uma grande queda d'água que fica no centro de São Gonçalo.
Existem outras lagoas conhecidas na região como a da Grota Seca, a do Pacu, Anil, Cadete, Rapadura e a Lagoa Verde, Cascatinha e Malheiros.

 

 


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