- Então,
chegamos à terceira etapa desse
ciclo de pesquisas, a qual tem a
pretensão de expor dados a
respeito do panorama da música
lírica nos tempos modernos. Como
será visto, a partir do séc.
XX, inicia-se uma aproximação
entre clássico e popular, com
parcerias no Cinema, Teatro e
apresentações a públicos até
o momento "excluídos".
Se Caruso fez questão de
executar músicas populares da
itália, Pavarotti foi além;
interpretou todos os tipos de
músicas, desde apresentações
em teatros a até estádios de
futebol e também firmou
parcerias com cantores diversos,
fazendo o casamento definitivo do
pop com o lírico.
Junto a essa última parte,
estarão vinculadas, em páginas
separadas, as biografias mais
detalhadas dos principais
cantores contemporâneos.
Os Grandes
Cantores
parte III
"Novos horizontes"
Tendência
moderna mundial
Ainda nas primeiras décadas do
século XX destacam-se o alemão Richard
Strauss (1864-1949), que compõe Salomé
e Electra, e o austríaco Alban Berg
(1885-1935), que cria óperas de
temáticas ligadas ao expressionismo. Nos
Estados Unidos (EUA), George Gershwin
(1898-1937) compõe Porgy and Bess
(1935), que incorpora elementos da
música negra norte-americana.
A
ópera também se alia ao cinema. West
Side Story (1957) é uma ópera-filme com
música de Leonard Bernstein (1918-1990)
que reconta a história de Romeu e
Julieta entre gangues de Nova York. O
gênero une-se ainda ao rock, como nas
óperas-rock Jesus Cristo Superstar e
Hair. A partir dos anos 80, o
gênero é revitalizado com a produção
de obras de inspirações vanguardistas e
a popularização de grandes
apresentações públicas e gravações.
Na vanguarda, o ecletismo é representado
pelas óperas francesas Montségur
(Marcel Landowisk) e Annapurna (Adrienne
Clostre). O minimalismo está presente na
ópera Akhenaton, do norte-americano
Philip Glass (1937-).
Um
fenômeno foi a vendagem no início dos
anos 90 de 10 milhões de exemplares
um recorde para a música erudita
da gravação dos concertos de
três grandes tenores contemporâneos: o
italiano Luciano Pavarotti (1935-) e os
espanhóis José Carreras (1947-) e
Plácido Domingo (1941-).
Montserrat
Caballe (1933 -) é reconhecida nos
quatro cantos do mundo após seu dueto de "Benvinguts"
com José Carreras, seu compatriota
catalão, na abertura das Olimpíadas de
Barcelona, em 25 de Julho de 1992, e também pela sua parceria com
Freddie Mercury, líder da banda Queen, seu amigo e admirador, no vibrante
trabalho musical intitulado "Barcelona".
Sarah Brightman (1960-) revela-se nos palcos musicais de
Londres e firma uma sólida carreira pop
internacional, mas estoura em vendas
após seu dueto, "Time to Say
Goodbye", com o tenor Andrea Bocelli
(1958-). As sopranos Kiri Te Kanawa e
Joan Sutherland também alcançam grande
sucesso de público e crítica.
Atualmente, a itália, eterno berço da
boa música, revela o tenor Alessandro
Safina (1968-). Do Brasil, a grande
estrela lírica de fama internacional foi
Bidú Sayão (1902-1999), única
representante latino-americana a figurar
no elenco do Metropolitan de New York. E,
agora, todos torcemos pela ascensão e
reconhecimento internacional de Liriel
Domiciano e Rinaldo Viana.
Biografias:
Referências:
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