Montserrat Caballé nasceu em Barcelona, capital
da Catalunha (região espanhola), em 12 de abril
de 1933. Seu nome é resultado da promessa de sua
mãe, que, após sua filha ter nascido enferma,
dedicou seu nome ao Mosteiro de Montserrat.
Ela tornou-se a maior soprano espanhola viva.
Montserrat estudou por 12 anos no Liceu de
Barcelona e ganhou a medalha de ouro do Liceu em
1954. Ela assimilou um repertório
impressio0nante de papéis operísticos em 1956,
Tosca, Aída, Arabella e Salomé. Entre 1956 e
1965 ela cantou em numerosas casas européias,
Bremem, La Scala, Viena, Barcelona, Lisboa e,
então, na Cidade do México, em 1964, como a
Manon de Massenet. Ela consagrou-se em Nova York,
em 1965, substituindo Marylin Horne numa pequena
passagem de um concerto de Donizetti,
"Lucrécia Bórgia".
Desde aquela época, Montserrat passou a ser
procurada por diversas casas ao redor do mundo e
a revivir algumas obras raras de Donizetti, tanto
em concertos como em óperas.
Montserrat Caballé é uma das poucas cantoras
líricas a ter tido uma gravação pop nas
paradas. Freddie Mercury, o último líder da
banda de rock "Queen", foi um fã do
trabalho dela, e na ocasião de seu encontro com
ela, eles cantaram ao piano durante toda a noite.
Ele compôs uma peça para ela, "Exercises
in Free Love", a qual ela interpretou ao
vivo e pela primeira vez como uma surpresa, num
recital em Londres, na presença dele. Eles
tornaram-se sólidos amigos, e o álbum
"Barcelona" foi gravado com letras de
Tim Rice, dentre outros. O single desse álbum
emplacou duas vezes no Reino Unido e foi um
sucesso por todo o mundo, trazendo novos fãs a
esta mulher excepcional.
Sua voz tem tal suavidade e potência que a torna
insuperável. Sua habilidade em emitir e
sustentar uma nota "pianíssimo" não
tem concorrentes. Ela é considerada a soprano
que veio a ser a maior intérprete de Verdi e
Donizetti de seu tempo.
Em 1964, ela casou-se com Bernabe Marti e é mãe
de Montserrat Marti, a qual é agora uma soprano
por si própria, e Bernabe Júnior. Montserrat
Caballé tem também auxiliado a carreira de
José Carreras, que cantou com ela em numerosas
ocasiões, sendo para Montserrat o que Luciano
Pavarotti foi para Dame Joan Sutherland.
Ela trouxe o número da ópera para um público
jovem e tem trazido canções
"Zarzuela" e espanholas para o público
internacional. Embora sua carreira tenha sido
atingida por problemas de saúde e marcada por
controvérsia, ela ainda mantém a simpatia e
bom-humor.
Agora, em janeiro passado, Caballé regressou aos
palcos depois de 10 anos sem cantar ópera,
devido a esses problemas de saúde que a
forçaram a diminuir as atividades e que, desde
1992, a mantiveram apenas em recitais. Seu
retorno coincidiu com seus 40 anos de estréia no
Grande Teatro do Liceu, em janeiro de 1962, na
produção "Arabella", de Strauss. Em
passagem desse aniversário, o Grande Teatro do
Liceu lhe rendeu homenagem com o lançamento do
livro "Montserrat Caballé, 40 anys al
Liceu", no qual o coliseu catalão expôs
uma ampla mostra fotográfica das atividades da
diva em suas dependências. E, assim, Montserrat
continua a encantar todo seu público em simpatia
e talento.
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