- Maria
Callas não apenas alcançou o topo enquanto
cantora de ópera, como também deixou uma
reputação lendária, que permanece até hoje,
como artista e como personalidade. Nascida em
Nova York em 1923, foi com a sua mãe para a
Grécia em 1937, quando os seus pais se
separaram. Estudou canto no conservatório de
Atenas onde permaneceu até 1945.
Regressou a Nova
York com imensas esperanças depositadas na
ascensão da sua carreira, porém, durante dois
anos não conseguiu qualquer êxito. Passado este
período difícil, foi contratada para cantar
"La Gioconda" no Anel de Verona em 1947
o que resultou em diversos contratos para teatros
de ópera para interpretar personagens de grande
conteúdo dramático, como Turandot, Aida e
Isolda. Porém, o papel que deixa o mundo musical
inteiramente assombrado foi cantando, então já
sob a batuta de Tulio Serafin, a Elvira de
"Il Puratani" de Bellini, entre as suas
atuações como Brunilda nas Valquirias de
Wagner, na La Fenice de Veneza.
Rapidamente encarnou o repertório completo do
bel canto de Rossini, Donizetti e Bellini, onde o
seu talento dramático e musical, plenos na sua
maturidade, trouxeram nova vida a uma importante
parcela do repertório operístico que havia sido
abandonada durante muito tempo.
- Durante
os anos 50 viu-se aclamada nos principais teatros
de Ópera do mundo, obtendo uma série de êxitos
inesquecíveis no La Scala de Milão. A sua
última aparição em cena foi com Tosca, em
Covent Garden, em 1956 e, depois de um longo
período de ausência, deu uma série de recitais
em 1973 e 1974 ao longo da Europa, Estados Unidos
e Extremo Oriente, com o tenor Giuseppe di
Stefano, os quais foram o seu canto do cisne.

Fora de cena, a sua vida foi tão colorida e
dramática quanto qualquer um dos papéis que
interpretou. Os meios de comunicação
rapidamente se aperceberam da avidez do público
por notícias sobre ela , perseguindo-a com
ferocidade e informando sobre cada desacordo com
os diretores dos teatros de ópera, assim como
todos os pormenores da sua vida privada. O auge
da curiosidade deu-se com o seu envolvimento com
o magnata Onassis, pelo qual ela abandonou a sua
carreira e o seu marido, Gian Battista Meneghini,
contando casar-se com o armador grego. Callas
sofreu uma amarga desilusão quando Onassis
prescindiu dela e elegeu em seu lugar para esposa
a viúva de Kennedy, Jackeline Kennedy. Callas
entrou em depressão, fechando-se solitariamente
no seu apartamento em Paris, onde faleceu em
1977, com a idade de 55 anos. Felizmente, Callas
deixou um valioso legado de gravações que
captaram para sempre a magia única da sua arte
vocal.
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