Luciano Pavarotti é um super star, sua fama
internacional pode ser comparada com a das
estrelas maiores da constelação popular, tipo
Madonna e Michael Jackson. Sua voz de tenor,
robusta e ressonante, já nos primeiros acordes
é reconhecida no mundo inteiro. Seu corpanzil de
mais de uma centena de quilos, seus gestos e
sestros zen-budistas, em especial seu cumprimento
à oriental, juntando as palmas das mãos e
levando-as à altura dos lábios, fazem de
Pavarotti um artista inconfundível.
Nasceu em Modena, na Itália, em 12 de outubro de
1935. Por mais inacreditável que possa parecer,
pertenceu ao time de futebol da sua cidade natal
e aí também ganhou fama como bom jogador.
Começou a cantar no coro municipal de Modena,
organizado por seu pai, que era igualmente tenor
e cantava em óperas-bufas como amador.
Ópera-bufa não é a mesma coisa que
ópera-cômica. Nesta, as partes cantadas se
alternam com as partes faladas, tudo com vistas a
produzir risos. Na ópera-bufa, ainda que
preponderem tipos burlescos, há uma história,
um "leit motiv", que faz da peça
um drama cantado.
A estréia de Luciano Pavarotti como tenor se deu
em 1961, interpretando o papel de Rodolfo, da
ópera de seu patrício, Giacomo Puccini - La
boheme -, no teatro de ópera da cidade de Reggio
Emilia, na Itália. A chegada dele aos Estados
Unidos e o começo de sua fama internacional
aconteceram em fevereiro de 1965, na ópera Lucia
di Lammermoor, de Gaetano
Donizetti. Nessa ópera, Pavarotti teve como
parceira nada mais nada menos que a grande
soprano Joan Sutherland, uma das maiores
prima-donas de todos os tempos. Quer dizer,
Pavarotti estreou nos Estados Unidos com o pé
direito.
Corre no meio artístico que o fenômeno
Pavarotti surgiu em 1972, quando ele cantava a
ópera, "La fille du regiment", também
de Donizetti, em cuja partitura havia uma ária
contendo um tom altíssimo, o Dó9
da escala do piano, tom que poucos tenores
alcançam mas que Pavarotti executou sem qualquer
esforço. Dizem que ao cabo da difícil passagem,
ainda sem ter terminado a ária, a multidão
interrompeu o cantor e explodiu em aplausos, numa
apoteótica ovação.
|